Esta é a questão que Matt Asay da CNET coloca no artigo Could governments effectively subsidize open-source development?
A minha resposta clara e inequívoca é um SIM.
E é sim porque quem sairia a ganhar seriam os países e logo os cidadãos, mas não só, também o ensino e a indústria teriam muito a ganhar com essa decisão.
A qualidade do software melhorava, haveriam melhores tomadas de decisão ou pelo menos mais conscientes, haveria uma dinamização tecnológica do país a todos os níveis.
O software apoiado pelo governos seria modular, permitindo a inovação e a intervenção da sociedade privada, sem que se criassem monopólios e onde haveria liberdade de escolha, onde deixaria de existir o Aprisionamento/ lockin por parte de grandes multinacionais e usar-se-iam apenas protocolos abertos e aceites por toda a indústria e em que toda ela participasse na sua concepção e definição.
Tal como se refere no artigo poder-se-iam criar enormes polos tecnológicos à volta dessa tecnologia, o exemplo dado pelo jornalista, seria a criação de um Silicon Valley FLOSS.
I did not, however, have a clear idea as to the right way for this to be done. France, as noted in InfoWorld recently, suggests a way, as does TechDirt, which suggests that military spending could create the next Silicon Valley (so why not an open-source Silicon Valley, given how much the US military is buying into open source?).
France’s future grip on open source looks particularly strong, as it courts the next generation of open source developers. French authorities, for instance, handed out 175,000 open-source-software-equipped memory sticks to high school students last year. Technical universities have made open source their top priority, and some offer advanced degrees.
“All students in France use open source,” says Bertrand Diard, CEO and co-founder of Talend, a French pioneer of open source data integration software. “A lot of universities in the U.S., except probably MIT, use traditional tools like Microsoft, Oracle, and SAP.” As a result, open source talent is more prevalent in France, Diard says; development is faster, and software quality is higher because French developers aren’t distracted by proprietary and competing technology. “The culture of open source is more advanced here.”





És um génio, todos sairiam a ganhar. O país ficaria rico num piscar de olhos.
Um subsidiozinho vem sempre a calhar. Os outros tem de trabalhar e vocês querem um subsidio, grande exemplo para todos.
Cumprimentos
e que tal leres o artigo?
eu não estou apenas a falar de Portugal e muito menos o autor do artigo que é creio, norte-americano.
para além do mais não se trata de subsidio, trata-se de aposta em algo que podem controlar, ao contrário dos milhões que vão para a micro$oft e outras, sobre as quais não temos nenhum poder.
hum? Subsidiar o quê?
Pensei que hoje em dia ja existissem melhores alternativas ao software proprietário.. Pelo menos é o que alguns iluminados passam a vida a dizer (tú incluído). Se já existe e é assim tão bom, para quê subsidiar?
Cumps!
Os Americanos não dão subsídios, a Europa é que dá, mas certamente que não é ao software.
Ninguém dá dinheiro à Microsoft, eles vendem os seus produtos e ganham dinheiro.
Não tentem dar dinheiro dos outros a quem não merece.
Cumprimentos
O pressuposto do tipo que escreve (”as open-source buyers grow comfortable with open source they will stop spending money on open source”), esquece uma coisa que cada vez tem-se vindo a esquecer: a qualidade do software livre (e a sua manutenção, produção, etc) é, em parte, derivada do facto de ser utilizado por quem o faz. Quando assim não é, a coisa começa desviar-se. Por isso não concordo muito com essa afirmação. Parece-me um tipo que faz analogias proprietário/livre, quando não podem ser feitas.
Agora no que respeita a financiamento estatal, parece-me muito óbvio que haja. Acho que hoje em dia se cai no ridículo quando se diz que se escolhe uma plataforma proprietária devido à existência de pseudo-suporte (ignorando completamente que há que importar essa plataforma, e que portanto se está a contribuir negativamente para o PIB).
Outra exemplo ridículo é o software escolar (todo aquele que circula numa escola). Maioritariamente é proprietário. Há a base M$ e depois na gestão escolar umas bostitas de programas (que assentam na plataforma proprietária). Ora se todas as escolas têm que ter esse tipo de software, era natural que o Estado encomendasse um para sua propriedade (e eventualmente o abrisse de modo a reduzir custos), até porque a grande maioria das escolas em Portugal é Pública (ou seja o Estado é o grande e, na prática, único cliente).
Assim o Estado alimenta uns mamões que ficam sentados sem fazer puto (o software é genericamente ranhoso) e gasta imenso em licenças todos anos. Como esse dinheiro é gasto, já não pode ser gasto em suporte e basicamente as instalações informáticas das escolas são um caos. E note-se que só estaríamos a obrigar os tipos que não fazem nada (ou muito pouco) a dar suporte _REAL_. Ou seja, não havia número de empregos perdidos.
E do mesmo modo para todo o ecossistema escolar (manuais escolares, dicionários, adopção da wikipédia, …): tudo num modelo livre de modo a qualquer um poder ter acesso, poder estudar e modificar. Pagava-se a factura de uma única vez no lugar das exorbitâncias anuais que Portugal gasta nestas coisas.
Estás a ser alvo de um astroturfer e/ou troll. Não lhe dês importância e ele desaparece rapidamente.
boas bruno,
já estou habituado
conheço o tipo.
ele fala fala, mas no trabalho usa RH, True64
cumps,
rjnunes
@skizofrenik
boas,
conheces a história?
sabes que hoje tens a rede Internet e as tecnologias e os serviços agregados a esta, em virtude do desenvolvimento e inovação feito com fundos do estado, neste caso da DARPA dos EUA?!
TCP/IP rings a bell? W3C?
é óbvio que existem alternativas superiores ao software proprietário, o exemplo mais concreto é a própria rede internet maioritáriamente desenvolvida e sob software livre e aberto, protocolos livres e abertos.
Apache, nginx, e outros, sendmail, postfix, FreeBSD, GNU/Linux dizem-te alguma coisa? Aconselho uma olhada ao netcraft.
Eu sei que as pessoas como tu que gostam muito de monopólios e que lhes digam o que têm de usar e como usar, não conseguem ver para além do horizonte.
Eu não acho que o estado deva começar a dar subsidios para isto ou para aquilo, tipo buraco sem fundo, o que pretendo é que o Estado INVISTA, e parte desse investimento nem necessita de dinheiro mas apenas de decisões políticas, obrigar a que quem fornece ou pretende fornecer software ao estado, tenha obrigatoriamente de seguir padrões que TODA a indústria implementa, tal como os EUA um dia fizeram com o TCP/IP.
Bastava que o estado fomentasse a utilização apenas de protocolos e ficheiros abertos e de especificações abertas e sem royalties e sem patentes e que fossem aprovadas internacionalmente por toda a indústria, para que a inovação e o desenvolvimento acontecesse quer da parte do estado quer da parte dos privados.
se não sabes e deverias saber, existem até prémios nobel da economia que consideram as patentes actualmente limitativas da liberdade para inovar e criar e dando apenas e só liberdade aos monopólios para se perpetuarem.
mas claro para ti e para o mario esperto, os milhões que saem de Portugal para os bolsos da m$, da intel e outras, sem que tenhamos uma palavra a dizer sobre o desenvolvimento é investimento.
mas criar um polo de inovação à volta de FLOSS, de padrões e especificações abertas já e subsidio.
haja paciência para tão pouca falta de visão.
olha para a nossa vizinha Espanha, olha para França, olha para a Alemanha, Holanda, China, Brasil e vê o que estes países estão a fazer relativamente ao FLOSS e à aposta forte nele.
só um pequeno exemplo, na Extremadura espanhola o governo da região passou tudo para FLOSS, tendo desenvolvido uma distro baseada em Debian o Linex, com o dinheiro que pouparam em licenças m$ conseguiram o que Portugal ainda hoje não conseguiu, ter 1 PC por cada 2 alunos, em licenças pouparam €20M, o que lhes permitiu adquirir mais hardware.
isto é visão.
cumps
sobre a Extremadura Espanhola e o linex:
@esperto
vives noutro planeta o que os EUA dão mais são subsidios, subsidiam a industria do armamento, das farmaceuticas, indirectamente e directamente etc.
para além disso nunca deves ter ouvido falar da DARPA/ARPA.
aconselho a ler a resposta anteriror e a consultar a história do TCP/IP entre outras.
Sendo que no caso do TCP/IP bem que as empresas do costume tentaram abortarem-no, quer a M$ quer a Novell.
o maior cliente da m$ é o estado norte-americano.
rjnunes
boas Gil,
não me alongo muito sobre o teu comentário, porque globalmente concordo com ele.
gostaria de o complementar apenas com o seguinte e ainda relativamente ao que afirmas sobre as escolas.
existe um amigo meu que ganhou um concurso para produzir um determinado software para o ministério da educação, na sua boa vontade perguntou se o ministério queria ficar com o código fonte da aplicação, a resposta foi NÃO.
Eu não sei quem toma decisões como esta que nos afecta a todos, quanto mais não seja ao erário público.
Sendo assim e para felicidade desse meu amigo, enquanto usarem a aplicação estão na mão dele.
rjnunes
Tens razão os Americanos subsidiam aquilio que acham que é importante, nomeadamente armamento, agora para o software e para a Microsoft não dão nada. Vários estados já processaram a empresa.
Cumprimentos
continuas a asneirar.
1º eles processaram a m$, mas do processo nada aconteceu, ou seja na prática ficou tudo igual.
2º eles são o principal cliente da m$, logo a m$ acaba por viver à custa do estado como por cá.
Ser cliente e subsidiar é diferente.
Vou dar-te um exemplo simples para ver se percebes, eu vou ao Continente e faço umas compras e à saída pago na caixa, ou seja sou cliente do continente. Se eu quisesse subsidiar o Continente, não comprava nada e fazia uma doação (não sei se eles aceitam).
Podes ver que são situações diferentes, eu até posso fazer desenhos se não percebeste.
Cumprimentos
eu tb não afirmei que eles eram subsidiados pelos EUA.
embora de alguma forma o sejam.
usam TCP/IP, usam Kerberos, usam LDAP, usaram e ainda de alguma forma usam para o m$-IE tecnologia do mosaic.
tudo isto foi com dinheiros públicos.
rjnunes
ainda sobre o tema (+/-)
http://news.slashdot.org/article.pl?sid=08/09/10/1556242&from=rss
Nos Estados Unidos não se subsidia o quê? Afinal a cultura livre também é subsidiada pelos contribuintes.
boas gil,
tb tinha lido ontem, mas como já havia sido mencionado noutro blog, não escrevi sobre isso, no entanto insere-se plenamente no que afirmei.
cumps
[...] Poderão ou deverão os governos subsidiarem o desenvolvimento de Software Livre [...]