As pessoas aceitam tudo o que lhes dizem…KDE4 ou ms-windows 7

Acabo de dar uma olhada ao slashdot e encontrei lá uma pérola que mostra bem que para além das pessoas ser completamente condicionadas pelo que lhes dizem, mostra ainda que adoram o KDE 4 pensando que este é o próximo ms-windows 7….

É óbvio que o KDE 4.X está demais e irá continuar a evoluir, se as pessoas experimentarem usar GNU/Linux sem complexos é muito provável que gostem.

Acho que temos aqui uma oportunidade a não desprezar!

Vejam o vídeo abaixo e leiam a discussão no /.

Is it Windows 7 or KDE 4?: Insight – Software – ZDNet Australia

Is it Windows 7 or KDE 4? In this video, we take to Sydney’s streets to find out what people think of what they think is a Windows 7 demonstration.

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Dicas/Tips: Backup de CD usando FLAC, Ogg Vorbis e mp3

[update: descobri que fazer o upgrade da libvorbis para a optimização aoTuV em ubuntu é tão simples como colocar a seguinte info na sources.list - deb http://ppa.launchpad.net/pjssilva/ubuntu 'a vossa versão' main]

[update 2: link do ficheiro teste aqui usado]

Nas últimas duas entradas neste blog sobre o tema Ogg Vorbis e codecs livres produzidos pela Fundação Xiph.org, descrevi o que eram e quais as suas virtudes, bem como o diverso software que se pode usar para efectuar-mos os backups dos nossos CD’s preferidos.

Hoje vou deixar aqui algumas dicas como proceder para se efectuar esses backups com a melhor qualidade possível de forma a poderem ser ouvidos através do computador e dos diversos dispositivos usualmente chamados de MP3/MP4, mas que sabendo nós procurar com alguma atenção também podem tocar os formatos Livres e abertos, FLAC e Ogg Vorbis.

Como só uso sistemas operativos e Software Livre em casa, todas estas dicas serão apresentadas usando a versão Kubuntu 8.04 LTS  (KDE 3.5.10) baseada em Debian GNU/Linux e todo o software disponível para ela à distância de um simples $sudo aptitude update&&aptitude install ‘package’

1º Efectuamos o ripping ou seja depois de colocar-mos o CD na drive e tendo escolhido para tal o programa SoundKonverter, este vai buscar a informação do CD à base de dados CDDB e preenche os campos com os nomes das músicas, artistas etc

Como afirmei ontem, os meus backups começam sempre por ripar as músicas do CD para o formato livre, sem perdas (lossless) FLAC, só depois as converto para Ogg Vorbis ou mp3 (geralmente mp3 é só para quando não existe outro remédio :( )

Neste exemplo usarei o CD The Haunting Sound of Pan  Pipes, com a música Orinoco Flow de uma das minhas cantoras favoritas, Enya.
Escolhi esta música porque é uma melodia que tem piano, é suave e dá para perceber bem a qualidade do FLAC e do Ogg Vorbis.

ogg-vorbis

2º Após passar-mos digitalmente as músicas do CD para uma directoria/pasta do nosso computador, podemos ouvi-las no formato FLAC para verificar-mos se tudo ficou porreiro.
Após estar no disco rígido ficaremos como algo como o que demonstra a seguinte imagem…

ogg-vorbis1

Como os sistemas livres nos dão tanta liberdade e como gosto de usar o Terminal, um F12 e a minha consola Yakuake baixa e podemos fazer o seguinte comando para ouvirmos em formato FLAC.

$ ogg123 11\ -\ Orinoco\ Flow.flac

Audio Device:   Advanced Linux Sound Architecture (ALSA) output

Playing: 11 – Orinoco Flow.flac
FLAC stream: 16 bits, 2 channel, 44100 Hz
Album: The Haunting Sound of Pan Pipes
Artist: Pan Pipes
Composer:
Date: 1997
Description:
Discnumber: 1
Genre: Misc
ReplayGain (Album): +2.12 dB
ReplayGain Peak (Album): 0.77737427
Replaygain_reference_loudness: 89.0 dB
ReplayGain (Track): +2.12 dB
ReplayGain Peak (Track): 0.77737427
Title: Orinoco Flow
Tracknum: 11
Track number: 11

O que na consola fica algo como a imagem abaixo…
Como é óbvio podemos usar qualquer programa livre, um player, para escutar-mos no computador as nossas músicas, eu em ambiente gráfico e apenas para verificar costumo usar o Audacious.

ogg-vorbis2

3º depois de verificar que tudo ficou bem, que o ficheiro FLAC está porreiro, partimos para a conversão.
Existem n ferramentas como já o escrevi, eu prefiro-as usar no Terminal.

Para converter FLAC em Ogg Vorbis, é tão simples como efectuar o seguinte comando.

$oggenc -q 5 *

este comando converterá todas as músicas/ficheiros que estão nessa directoria, sejam eles WAV ou FLAC para o formato Ogg Vorbis com a Qualidade 5, algo como um bitrate de 160Kbs VBR

$ ogginfo 11\ -\ Orinoco\ Flow.ogg
Processing file “11 – Orinoco Flow.ogg”…

New logical stream (#1, serial: 1b75d505): type vorbis
Vorbis headers parsed for stream 1, information follows…
Version: 0
Vendor: Xiph.Org libVorbis I 20070622
Channels: 2
Rate: 44100

Nominal bitrate: 160.000000 kb/s
Upper bitrate not set
Lower bitrate not set
User comments section follows…
ALBUM=The Haunting Sound of Pan Pipes
ARTIST=Pan Pipes
COMPOSER=
DATE=1997
DESCRIPTION=
DISCNUMBER=1
GENRE=Misc
REPLAYGAIN_ALBUM_GAIN=+2.12 dB
REPLAYGAIN_ALBUM_PEAK=0.77737427
REPLAYGAIN_REFERENCE_LOUDNESS=89.0 dB
REPLAYGAIN_TRACK_GAIN=+2.12 dB
REPLAYGAIN_TRACK_PEAK=0.77737427
TITLE=Orinoco Flow
TRACKNUM=11
TRACKNUMBER=11
Vorbis stream 1:
Total data length: 3989049 bytes
Playback length: 3m:44.706s
Average bitrate: 142.018003 kb/s
Logical stream 1 ended

Se pretender-mos algo mais complicado e mais complexo podemos usar a opção –advanced-encode-option, embora para o normal uso chega e sobra o que efectuei acima.

Aqui têm uma tabela do que os diversos números do parâmetro q querem dizer e o que produzem

Para q 5 obtemos algo como -q 5 VBR target (kbit/s) ~160 VBR range (kbit/s) ~160 – ~192 ChannelCoupling point/lossless

Podemos ainda usar a versão optimizada do codec Vorbis a aoTuV, embora eu nunca a use, aqui têm como usá-la em formato pdf e aqui

Agora em relação ao formato que não se deve de usar mas que muitas vezes somos obrigados a isso, o mp3, óbviamente usamos o LAME, que é um codec livre e o melhor que existe para mp3, batendo mesmo o dos criadores do mp3.

O LAME tem centenas de opções, mas geralmente opto pelos preset….

$lame –preset help

o que nos mostra entre outras coisas:

For example:

“–preset fast standard <input file> <output file>”
or “–preset cbr 192 <input file> <output file>”
or “–preset 172 <input file> <output file>”
or “–preset extreme <input file> <output file>”

A few aliases are available for ABR mode:
phone => 16kbps/mono        phon+/lw/mw-eu/sw => 24kbps/mono
mw-us => 40kbps/mono        voice => 56kbps/mono
fm/radio/tape => 112kbps    hifi => 160kbps
cd => 192kbps               studio => 256kbps

Para CBR «Constant Bitrate»

fixed bit rate jstereo 128 kbps encoding:
% lame sample.wav sample.mp3

fixed bit rate jstereo 128 kbps encoding, higher quality: (recommended)
% lame -h sample.wav sample.mp3

Fast encode, low quality (no noise shaping)
% lame -f sample.wav sample.mp3

Para VBR «Variable Bitrate»
Variable Bitrate (VBR): (use -V n to adjust quality/filesize)
% lame -V2 sample.wav sample.mp3

Para não complicar muito, geralmente uso algo como o seguinte se o ficheiro que ripamos estiver em wav, se estiver em FLAC
o mais fácil é mesmo usar o SoundKonverter

$lame –preset extreme imput.wav output.mp3

ogg-vorbis3

E pronto é só isto, pode ser que um dia destes me apeteça complicar um bocadito mais :)

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webnews: Canadá aposta em força no Software Livre; 180 Terabytes de GNU/Linux; Vodafone usa Linux

Ao contrário deste triste país de gestores e políticos sem visão, conformistas, interesseiros, com frio nas mãos, os países RICOS, estão cada vez mais a apostar na utilização de Software Livre, hoje leio que chega mais um ao clube, o CANADÁ.

O Governo Canadiano emitiu um pedido oficial de informação sobre Software Livre, com o objectivo de receber informação a partir dos seus cidadãos com vista a moldar as suas decisões políticas em relação a este tema.

O Governo quer assim analisar a utilização deste tipo de software, quer a nível de desktop quer de servidor, em categorias que vão desde os sistemas operativos, passando por suites de escritório e automação de sistemas.

Por cá assinamos memorandos com uma empresa por diversas vezes condenada por practicas monopolistas, que não segue padrões implementados pela indústria no seu todo e que a todo o momento usando todo o tipo de jogadas menos claras, tenta destruir a concorrência.

Canadian government eyes open source, asks for feedback – Ars Technica

The party’s official platform declares that it will encourage broad adoption of open source software in government IT and mandate that all new software developed by the government is based on open standards.

No site torrentfreak leio que o Linuxtracker faz 4 anos e já movimentou algo como 180 Terabytes de informação por ano, ou seja o uso de tecnologia P2P bittorrent para nos trazer diversas distribuições de GNU/Linux.

Linuxtracker – Moving 180 Terabytes of Linux a Year | TorrentFreak

One of the great advantages of the Linuxtracker community is that the seed/leech ratios are extremely good, even though the site doesn’t require users to register. The site is currently celebrating the month of February with some giveaways from their sponsors, so for all the Linux fans who haven’t discovered the site already, it’s well worth checking out.

Parece que a Vodafone está a apostar fortemente em GNU/Linux, uma vez que que contratou a empresa Azingo para desenvolver diversas aplicações para telemoveis baseados em GNU/Linux, nomeadamente através do LiMO.

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Chip automóvel – o Big Brother Comercial com objectivos obscuros

Pelo que ouvi na rádio e li na imprensa online de hoje, o Presidente da Republica e a Protecção de Dados achou por bem deixar aprovar o famoso chip nos automóveis, ainda por cima é OBRIGATÓRIO.

Mais uma vez se prova que ninguém neste país nem nenhuma instituição dele se preocupa em proteger os seus cidadãos e os defender.

Mas o chip não se fica apenas pelos automóveis, “Ainda segundo o decreto agora aprovado pelo Governo, será obrigatório instalar o dispositivo electrónico de matrícula (DEM) em todos os
veículos automóveis, ligeiros e pesados, e seus reboques, motociclos, bem como triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas.”

É afirmado que existirá protecção e salvaguarda do direito à privacidade uma vez que o CHIP apenas transmitirá um código e não qualquer elemento de identidade dos proprietários e ainda que “os equipamentos de detecção electrónica de veículos são dotados de um alcance meramente local, não permitindo um acompanhamento permanente dos veículos em circulação.”

EPC-RFID-TAG.svg

Porque estou eu contra tudo isto?

  • trata-se de um CHIP meramente comercial, uma vez que apenas vai servir para efectuar pagamentos tipo Via Verde e até eventualmente para criar novos tipos de seguros, que só seriam taxados quando na realidade os diversos veículos estivessem em circulação, o que demonstra que a tal utilização e detecção meramente local deixa de fazer sentido e não passa de uma mentira, uma vez que todo e qualquer lugar terá necessariamente de dispor de dispositivos para detectar o CHIP com vista a esse fim. Mas aqui surge outro problema, afinal qual é o real interesse do Estado Português na OBRIGATORIEDADE da Implementação de semelhante sistema totalitário, quando na realidade este vai ser usado por empresas privadas?! A resposta mais uma vez não é simpática, a entrada do Estado num projecto deste tipo é meramente Legal/Judicial, como as empresas privadas não podem obrigar os cidadãos a fazer nada, usam o Estado para impor essa obrigatoriedade. Uma vez mais toda esta situação mostra que não é o Estado dos Cidadãos que na realidade manda, mas sim as grandes empresas privadas, as grandes multinacionais.

Os chips RFID estão a tornar-se cada vez mais num grande negócio.

  • o CHIP irá usar tecnologia RFID, essa tecnologia é notoriamente insegura como vem sendo provado um pouco por todo o mundo. Apesar de ser dito que o chip apenas terá um número de identificação, quem me garante que este número não pode ser ou modificado ou copiado e implementado num outro chip, criando assim todo o tipo de problemas.Se copiarem o meu chip e o usarem noutro veiculo, como vou provar que não fui eu que no dia x à hora y não estava num qualquer lugar que me acusem de ter estado e onde na realidade não me encontrava?

Acredito que existam muito mais problemas que estes, muito maiores contradições na sua implementação e muito mais na Obrigatoriedade da sua utilização, mas porque raio terão os cidadãos de efectuar pagamentos automáticos se assim não o desejarem? Porque não posso eu continuar a pagar portagens etc em dinheiro vivo?

Infelizmente a resposta tem a ver com o que comecei por dizer, a Nova DesOrdem Mundial está aí, só não vê quem não se informa ou quem é demasiado inocente ou tem interesse nisso.

Termino com a informação de como destruir  ou bloquear os chips RFID.

Alguém me consegue informar se o Cartão do Cidadão usa tecnologia RFID?

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