Lei do cibercrime uma vírgula informática para proteger boys e girls incompetentes…

Lendo algumas das ‘notícias’ que por aí circulam relativamente ao buraco que são as redes e sistemas informáticos das entidades Governamentais deste país, tal como afirmou o professor José Tribolet do IST e sobre a sua mais que possível infiltração por uma rede criminosa com origem na China, usando uma rede designada de Ghostnet e sobre a qual já por aqui falei, rede essa que terá sido descoberta devido a uma investigação à infiltração dessa rede nos sistemas do Dalai Lama na Índia, oferece-me dizer o seguinte.

http://2.bp.blogspot.com/_7i3AwV5S9-U/R_a2t52OMQI/AAAAAAAAAqY/IXgGT3nFrt4/s400/avestruz.jpg

Mais uma vez parece que os senhores das entidades governamentais visadas, em vez de protegerem convenientemente os sistemas informáticos, de corrigir as muitas falhas, que como o professor Tribolet já o afirmou, são um inúmeras, preferem usar uma lei pessimamente mal feita e que não serve para absolutamente nada, a não ser para os incompetentes boys e girls
arranjarem bodes expiatórios para justificar a sua incompetência.

Mas creio que o problema é mais grave estes senhores e senhoras com esta lei do cibercrime, criaram uma espécie de vírgula informática a qual permite fugas de informação cirúrgicas consoante dá jeito a determinado personagem ou
grupos de interesses.

Pelo que li e pelo que está escrito no relatório da Trusted, os seus técnicos acederam directamente à Ghostnet e foi a partir dela que obtiveram os tais documentos confidenciais.

A investigação realizada ao longo de aproximadamente 6 meses, consumiu dezenas de horas de trabalho, e pretende claramente confirmar que alguns órgãos do estado português sofreram (e possivelmente ainda sofrem), intrusões graves nos seus sistemas informáticos, estando a protecção de dados sensíveis e confidenciais em causa.

Através deste estudo cujo sucesso se deve à nossa infiltração bem sucedida em computadores de uma rede de espionagem digital (“GhostNet”), foi possível verificar a existência de documentos altamente sensíveis, retirados de computadores do Estado Português.
Durante o período em que foi possível ter acesso a dois “GhostNet Controllers”, conseguiu-se identificar diversos computadores do Estado Português infectados, e retirar dos “GhostNet Controllers” diversos documentos entre os quais:

· Documentos e informação altamente sensível do Ministério da   Justiça (alguns relacionados com a própria rede do sistema   eleitoral).
· Documentos e informação altamente sensível da Direcção Geral de Registos e Notariado.
via GhostNet in Portugal

A trusted vai ser processada, os seus técnicos foram constituídos arguidos, porque acederam a uma rede mafiosa que ainda por cima se encontra fora de qualquer parte do território português, logo sem estar abrangida por qualquer lei do Estado Português? Devo estar na twilight zone…

[update: o J M Cerqueira Esteves, chamou-me à atenção para este facto, "In March, France became the third developed nation after Spain and Portugal to sign an extradition treaty with China."]

Questiono-me porque razão a Polícia Judiciária pactua com esta vergonha?
Investigue-se sim, mas pelo menos que o façam com pés e cabeça e que não digam disparates nas suas press releases.

No decurso da operação foram aprendidos dispositivos electrónicos, dados informáticos e software de cifra e encriptação“; Meus caros por acaso saberão do que estão a falar?

Depois temos ainda dois pormenores do artigo do jornal Público, segundo os quais, parece que um dos motivos de desconfiança da polícia Judiciária relativamente aos técnicos informáticos em causa é que eles “não possuem habilitações académicas”, para os senhores jornalistas do jornal público, sem sombra de dúvidas?!, licenciados por uma qualquer escola de pseudo jornalismo deste país, a ausência de habilitações académicas é sinónimo de incapacidade e burrice! Haja paciência.

O segundo pormenor é relativo à teoria da Polícia Judiciária e de uns supostos especialistas contactados pelo Público, segundo a qual , estes dois técnicos, burrinhos coitados, por não terem uma qualquer licenciatura, não poderiam ter entrado na Ghostnet em virtude desta há mais de seis meses ter sofrido diversos ataques por diversas entidades, incluindo Universidades  que a tentariam desmantelar.
Pensemos no seguinte, após ter sido descoberta, esta rede deixou de ter o valor que tinha para os seus criadores, não será concebível que após terem reunido os dados que quiseram estes a tenham deixado um pouco ao abandono, ainda por cima após os diversos ataques que esta sofreu, foi-se tendo acesso a mais informação sobre esta, logo sendo mais fácil de atacar?!

A ver vamos, mas infelizmente quem não sai bem nesta fotografia são os diversos técnicos e especialistas que os diversos orgãos Estatais possuem, presumo que alguns deles sejam muito competentes; outros não passarão de boys and girls, muito concretamente os pseudo políticos que cozinharam e aprovaram a Lei do Cibercrime, a partir de hoje designada por A Lei da Vírgula Informática!

Saber mais:

[via esta feed do FriendFeed: Fwd: PJ investiga alegadas intrusões na rede informática do Governo e dos ministérios - http://www.publico.clix.pt/Sociedade/pj-investiga-alegadas-intrusoes-na-rede-informatica-do-governo-e-dos-ministerios_1406695 (via http://ff.im/aqAoU) e J M Cerqueira Esteves]

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2 Respostas

  1. Caro Vigia, também sou programador (embora não tenha, nem de longe a tua bagagem). A minha especialidade é o Visual Basic e o Autolisp (agora Visual Lisp) pata Autocad.

    Em cada programa que faço deixo uma porta de entrada para mim. Portanto, quando se entrega a Justiça ou a Defesa à informática (e não há outro remédio), haverá sempre quem tenha acesso a tudo.

    • boas Diogo,

      sou um simples aprendiz, infelizmente sei muito pouco, mas neste caso trata-se apenas de bom senso mais do que outra coisa qualquer.

      relativamente à segurança e às backdoors, estas podem ser mitigadas e muito caso a APública optasse tal como grande parte dessa Europa e Brasil, por um modelo de desenvolvimento de software livre o qual pode ser auditado por toda a gente, por alguma razão a UE resolveu adoptar uma licença livre para fomentar o desenvolvimento na UE deste tipo de software que a toda a Europa e até ao resto do mundo beneficiaria, dos países ricos aos mais pobres.

      vejam-se os casos da nossa vizinha Extremadura, dos diversos ministérios franceses e alemães que cada vez mais o usam, a cidade de Munique, o Banco do Brasil e cada vez maior parte da AP desse país, inclusive nas urnas de voto.

      é claro que segurança a 100% não existe mas de certeza absoluta que não existirá apenas por se aprovar uma lei completamente idiota como é a do cibercrime.

      ab

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