Julian Assange – um dos Hacker por detrás do Wikileaks

Ao escrever a entrada Wikileaks – Assassinato Colateral – Vídeo do homicídio dos repórteres da REUTERS, li e escrevi sobre a possibilidade do site Wikileaks estar a ser usado como fachada da intelligence dos EUA/Israel, uma vez que Wayne Madsen [em agente da NSA] afirmava que havia essa suspeita por parte da China. [o que já de si não seria grande fonte de informação uma vez que a ditadura chinesa bloqueia o Wikileaks]


Wayne Madesn Covers Wikileaks Story & Police State News on The Alex Jones Show 1/3

Nesta longa entrada vou tentar fazer um resumo do que li concluindo que apesar de haver essa possibilidade uma vez que é quase impossível por ora se determinar com toda a certeza uma eventual ligação à intelligence desses países, com quase toda a certeza o Wikileaks é um site legitimo sem quaisquer ligações, mas que tal como qualquer outro site deste tipo como o Cryptome ou até como os ditos media tradicionais, provávelmente até mais [uma vez que os tradicionais são completamente controlados], está sujeito a ser usado para campanhas de desinformação, uma vez que apesar de todos os esforços por parte das pessoas que o compõem, é virtualmente impossível verificar tudo a 100%.


De tudo o que li, cheguei por ora à conclusão que o Wikileaks é confiável, tem sido confiável ao longo da sua curta história, especialmente porque as suas acções assim o demonstram,o Wikileaks AGE muito, apresenta documentos que nunca foi colocada em causa a sua autenticidade, e os seus criadores falam pouco, não procurando protagonismo, isto é sempre um bom indicador.

Afinal o que se sabe sobre a face visível do wikileaks, Julian Assange?

”Man is least himself when he talks in his own person. Give him a mask, and he will tell you the truth.”
— Oscar Wilde

Antes de mais convém referir que os dados que constam na Wikipedia sobre ele não deverão estar muito correctos uma vez que no Twitter do Wikileaks é dada a seguinte informação

 Twitter / WikiLeaks: WL opponents seem to have …

WL opponents seem to have created Julian’s Wikipedia page. For ethical reasons we can’t edit. Please fix http://bit.ly/cFXNfk

ou no minimo os responsáveis do Wikileaks e nomeadamente Julian Assange pretendem que as alterações a ela se mantenham o mais rigorosas possível, até porque por certo a intelligence terá a tentação de mexer nela e alterá-la por forma a desacreditar ao máximo esta pessoa, tal como o tem feito relativamente às entradas sobre os atentados de 11Set2001.

Twitter / WikiLeaks: (fix) Wikipedia page for ‘ …

(fix) Wikipedia page for ‘Collateral Murder’ – please expand http://bit.ly/djcYWt

Julian Assange é australiano, tem cerca de 40 anos [não se sabe ao certo a idade dele, estará entre os 37 e 40], há cerca de dois anos vive no Continente Africano, Kenya e Tanzania, trabalhou como programador, consultor de segurança informática, activista e investigador, tendo mesmo desenvolvido software de cifra, Rubberhose [site oficial], no fundo é um verdadeiro Hacker no verdadeiro significado da palavra.

Immune to Critics, Secret-Spilling Wikileaks Plans to Save Journalism … and the World

Assange, one of the site’s original creators, is an Australian-born hacker and writer with a social conscience, who now lives in East Africa. Among other achievements, he co-invented Rubberhose deniable encryption, which would let a dissident being tortured reveal one key to unlock a hard drive, while not giving away that there was a second or third password-locked folder of information.

Um adepto do Ultralight Backpacking, ou seja, um aficionado da aventura de mochila às costas e apenas com o seu portátil, que por certo guardará muitos segredos, mas fortemente protegidos por encriptação.

Um dos especialistas de segurança informática consultado diversas vezes por Assange, Ben Laurie,indica que este é uma pessoa por vezes estranha que aparece e desaparece de um momento para o outro, andando apenas com a roupa que traz vestida e a sua Rucksack/Mochila com o portátil.

O jornalista Paulo Nogueira da revista Época descreve-o assim,

# uma habilidade incrível no uso de computador. É o que se define, tecnicamente, como hacker.

# uma revolta tão forte na alma que faz querer “esmagar os filhos da puta”. Basicamente, governos e grandes corporações.

# sede de vingança contra o “mal”.

# uma notável capacidade de transformar planos em ações concretas.

Talvez esta sua maneira de viver tenha sido mesmo a inspiração para o modelo descentralizado que o Wikileaks adoptou, tornando este e seus criadores menos vulnerável a eventuais ataques, especialmente os legais.

O Wikileaks não tem uma sede nem escritórios, apenas o mínimo para manter a sua estrutura, usando no entanto as facilidades,
protecções legais que a Bélgica e Suécia que possuem as melhores leis de defesa de divulgação de informação, das quais o Wikileaks tira partido.

A Suécia surge aqui em virtude de também ser a ‘casa’ do projecto ThePirateBay e que não por coincidência usa a mesma empresa deweb hosting que o Wikileaks, a PeRiQuito AB (PRQ),empresa criada por dois dos três criadores do site de partilha mais conhecido da rede e que tem como lema nada perguntar e nada guardar, nem sequer logs ou quaisquer registos das actividades dos seus clientes.

Julian Assange fala o minimo sobre si, a sua vida e familia, uma vez que como diz isso protege-o quer a si quer ao projecto de eventuais ataques, essa é uma das razões para pouco se saber sobre a sua vida, incluindo a sua idade, ele afirma mesmo ‘Why make it easy for the bastards?’, prefere falar ao telefone, o qual está sempre a mudar, do que presencialmente.

Em Outubro de 1991 Assange ainda adolescente, foi acusado deter cometido 30 crimes de ataque informático, o Ministério Público australiano acusou-o a ele e a outros de terem invadido a Australian National University, RMIT e a Telecom, bem como a investigação da Australian Federal Police sobre as suas actividades de cracking, a operação Weather.

Assange admitiu 24 dos 30 crimes e foi ainda obrigado a pagar AUS$2100.

A operação desencadeada pela polícia para deter estas pessoas teve início após diversos ataques à NASA em 1989 [texto ascii abaixo], esse mesmo ataque aparece descrito num famoso livro, Underground [está online para download legal], da Dra Suelette Dreyfus, uma investigadora académica, que teve como pesquisador para esse mesmo livro o nosso conhecido Julian Assange,
também ele com grande probabilidade, uma personagem do livro, uma vez que se supõe que ele era o hacker Mendax.

Mendax é descrito como uma criança super inteligente que nunca conheceu o seu pai e que vivendo com a sua mãe foi saltando de Estado em Estado na Austrália.

Assange teve um filho na adolescência e que agora frequenta a Universidade, do qual nem o nome se conhece, local que o seu pai frequentou mas que viria a abandonar não acabando os seus estudos na área das matemáticas.
Assange é um autodidacta, ainda adolescente muitas vezes faltava à escola, uma vez que esta pouco interesse lhe suscitava, preferindo os computadores e a leitura de livros de matemática e ciência em geral.

International man of mystery

Dreyfus wrote glowingly of Assange’s efforts: ”Julian had worked thousands of hours doing painstaking research;
discovering and cultivating sources, digging with great resourcefulness into obscure data bases and legal Zapers – not to mention providing valuable editorial advice.”

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W O R M S A G A I N S T N U C L E A R K I L L E R S

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\ Your System Has Been Officically WANKed /
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You talk of times of peace for all, and then prepare for war.


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WikiLeaks Founder, Julian Assange: International Man of Mystery, page 1

He is not politically motivated. He is more concerned with truth and the quest for it. He is certainly not party political. I think he sees that there are good people on both sides of politics and definitely bad people. He is a very brave person. He is absolutely convinced that it is worth taking high personal risks in exchange for getting truth out to the community.”

Como acima cito, Assange não é uma pessoa com motivações políticas, ou seja não se distrai com este grupo ou aquele , a sua única preocupação é a busca pela verdade, tem a noção que existem boas pessoas em todos os quadrantes politicos e definitivamente pessoas muito más.

Indo agora a algumas das acusações que foram feitas contra Assange e o Wikileaks.

John young do Cryptome.org considera o site Wikileaks credível e sem qualquer ligação à intelligence apesar de ter feito afirmações nesse sentido a quando da formação do wikileaks, mas que ele afirma continuarem a ser usadas fora do contexto pelos media, mas John Young é muito claro na defesa do Wikileaks e das pessoas que o compôem, quando há dias após a vinda a público do vídeo Collateral Murdera que se seguiram ataques ao Wikileaks por parte de diversos sites comoo Mother Jones, afirmando que confia nas pessoas do Wikileaks e que apesar de algumas criticas, mais relacionadas com a maneira como o Wikileaks funciona do ponto de vista da forma do que do conteúdo, continua a achar que fazem falta é mais Wikileaks e Cryptomes.

via Cryptome (clicar para ampliar)

O criador do Cryptome vai ainda mais longe afirmando que os media que atacaram o Wikileaks e que deturparam as suas anteriores afirmações nem sequer se dignaram a questioná-lo sobre se seriam ou não verdade e se eventualmente a sua posição se havia alterado, para além disso afirma ainda Young que o Wikileaks só pode estar no bom caminho uma vez que está a ser tão atacado por diversos media mainstream e não só.

Acrescento eu que para além dos ataques outros media usaram outro tipo de ataques, a omissão, como aliás e irónicamente mais uma vez o canal Russia TV demonstrou.


Mainstream media ignores Wikileaks video

Alguns dos ataques chegaram na forma de remoção de informação relativa ao Wikileaks em sites da web como o Facebook, este sim ligado ao establishment e à Intelligence, bem como do Vimeo.

Twitter / WikiLeaks: Facebook has disabled the …

Facebook has disabled the WikiLeaks user-account “sunshinepress”. We’d like to move to a fan account. Anyone can take care?

Twitter / WikiLeaks: Facebook.com has blocked o …

Facebook.com has blocked outgoing links to collateralmurder.org (but not as yet,.com)

Twitter / WikiLeaks: vimeo.com removed Collater …

vimeo.com removed Collateral Murder from our paid account: “no videos depicting unlawful acts or extreme violence”.

Algumas das entidades que apoiam o Wikileaks foram já mencionadas pelo projecto, tais como, Associated Press, Hearst Corporation, Los Angeles Times, Ralph Nader, Electronic Frontier Foundation, ACLU, Project on Government Oversight (POGO), embora esse apoio seja mais a nível legal que outro, como no caso dos ataques da Igreja da Cientologia.

A harmonização dos sistemas legais que a NWO vem perseguindo e da qual a UE é um exemplo, já para não falar no que por aí vem com o ACTA e a Digital Economy Bill aprovada recentemente no Reino Unido, são na realidade o maior inimigo da Liberdade de Informação e como tal são o maior inimigo de sites como o Wikileaks.

A DEBill como é conhecida, tem um artigo  que permite ao Reino Unido por e simplesmente proibir o acesso a sites que contenham documentos que infrinjam as leis do Copyright, ou seja, como todos os documentos que o Wikileaks obtém têm direitos de autor, o
site pode ser completamente bloqueado, mas pior que isso é na realidade a porta aberta para diversos processos legais, uma vez que se pode sempre dar a volta ao problema técnico.

Ainda relativamente ao vídeo  que causou toda esta controvérsia e que se encontra disponível no site criado pelo Wikileaks para o efeito, Collateral Murder, encontrei informação no blog do especialista em criptografia, Bruce Schneier, onde um dos comentadores indica que supostamente o vídeo encriptado se encontra neste endereço http://leaks.telecomix.org/cm.rda

Schneier questiona que cifras seriam usadas para tal, havendo quem diga que terá sido apenas usado uma das faculdades do software OpenSSL por forma a encriptar o ficheiro de vídeo e que com alguma probabilidade isso terá sido feito pela própria pessoa
que colocou cá fora o vídeo, o que a ter acontecido seria por três razões, a primeira para se proteger caso fosse encontrado com aquele ficheiro e a segunda para que o vídeo só pudesse ser libertado pelo Wikileaks quando essa pessoa o desejasse [o que implicaria o fornecimento da password] ou ainda por questões de negação plausível, ‘obrigando’ tal como é dito pelos responsáveis do Wikileaks, à sua decifração.

Schneier on Security: Cryptography Broken on American Military Attack Video

Surely this isn’t NSA-level encryption. But what is it?

Como isto já vai longo, apenas deixo abaixo alguns links de interesse, alguns dos quais são intervenções de Julian Assange e John Young.

Aconselho a verem esta apresentação de Julian Assange e Daniel Schmitt sobre o projecto Wikileaks.

E claro como devem ter percebido, pelo que afirmei e pelo que consegui obter, continuo a confiar no Wikileaks até provas concretas em contrário, até já contribuí para o projecto, aconselho a que façam o mesmo se puderem, uma vez que precisamos dele e de mais como estes projectos, Wikileaks e Cryptome, ambas as páginas têm lá links para fazer as vossas contribuições, caso o não possam fazer, pelo menos divulguem-nos e expliquem o que são.

26C3: WikiLeaks Release 1.0

During the last 12 months WikiLeaks representatives have been talking at numerous conferences, from technology via human rights to media focused,in an effort to introduce WikiLeaks to the world. WikiLeaks has had major document releases that have spawned attention in all major newspapers by now, it has triggered important reform and has establisheditself as part of the accepted media reality.

links:


Alguns dos links que consultei:

July 12, 2007 Baghdad airstrike – Wikipedia, the free encyclopedia

The July 12, 2007 Baghdad airstrikes were carried out by two United States Army AH-64 Apache helicopters in Al-Amin al-Thaniyah, in the district of New Baghdad in Baghdad, during the occupation of Iraq. The helicopters carried out three airstrikes, two incidents in which 30 mm caliber rounds were used — wounding two children and killing several men,
including Reuters news staff Saeed Chmagh and Namir Noor-Eldeen — and athird incident in which three AGM-114 Hellfire missiles were used to destroy a building.

“Recibimos muchas filtraciones del Ejército de EE UU” · ELPAÍS.com

P.- ¿Por qué necesitaron tres meses para difundir el vídeo en Internet?

R.- Necesitábamos descifrar el vídeo, hacer entrevistas, documentarnos y convertir la cinta en un documental. Mejoramos además la calidad del vídeo con un sistema sofisticado de renderización (edición técnica final del documento)

Icelandic Modern Media Initiative

Iceland is at a unique crossroads. Because of an economic meltdown in the  banking sector, a deep sense is among the nation that a fundamental change is needed in order to prevent such events from taking place again. At such times it is important to seek a collective future vision and take a course that will bring the nation and the parliament closer together.

On February 17th a parliamentary resolution will be  filed at the Icelandic parliament suggesting that Iceland will position itself legally with regard to the protection of freedoms of expression and information. This suggestion for a future vision has sparked great enthusiasm both within the parliament and among those it has been introduced to.

According to Reporters Sans Frontiers (RSF), Iceland went from being placed first in the world for freedom of
expression (2007) to 9th (2009). It is time this trend was rectified.

Out of one nation’s catastrophe comes a clarion call for honesty | Henry Porter | Comment is free | The Observer

Sitting at the bottom of the mountain in Iceland, there was time enough last week to reflect on this country’s importance in the struggle between theworld’s internet users and state secrecy, never better represented than
by publication by Wikileaks of a video showing the slaughter of more than a dozen people by an American helicopter gunship in Baghdad.

Swedish law gives shelter to controversial Wikileaks site | EurActiv

Sweden’s stringent whistleblower laws are protecting the anonymity of sources that have been feeding the controversial Wikileaks website with sensitive government and corporate information, according to Swedish political sources.

Technicalities: 10 Questions on WikiLeaks – Blog – Committee to Protect Journalists

1. What is WikiLeaks?

According to Daniel Schmitt, a WikiLeaks spokesman, the site exists to “ensure the legally and technically protected retrieval of information from anonymous sources and to make available this information for the general public.” It provides a secure online submission system for whistleblowers to upload documents, which WikiLeaks then makes availableglobally over the Web.

The war on WikiLeaks and why it matters – Glenn Greenwald – Salon.com

A newly leaked CIA report prepared earlier this month (.pdf) analyzes howthe U.S. Government can best manipulate public opinion in Germany and France — in order to ensure that those countries continue to fight in Afghanistan. The Report celebrates the fact that the governments of  those two nations continue to fight the war in defiance of overwhelming public opinion which opposes it — so much for all the recent veneration of “consent of the governed” — and it notes that this is possible due to lack of interest among their citizenry: “Public Apathy Enables Leaders to Ignore Voters,” proclaims the title of one section.

CivSol: Second Member of Company Involved in Wikileaks Incident Speaks Out

A second veteran of Bravo Company 2-16, Ethan McCord, has spoken out about the incident shown in the Wikileaks video “Collateral Murder”. Ethan is seen in the video rushing a wounded child (pictured Right) to amedical vehicle.

ÉPOCA – Blog Diário do Centro do Mundo | Paulo Nogueira

Assange, também a exemplo de Salander, virou verbete na Wikipedia. Ali está concentrada sua índole misteriosa. Nasceu na Austrália em algum momento da década de 70 que ele não precisa para “não ajudar os canalhas”.
Segundo um jornal australiano tinha 23 anos em 1995, o que lhe daria 37 ou 38 agora. Tem vida de nômade. A última residência, ao que parece, foi o Quênia, na África. Tem um filho cujo nome é ignorado. Na página no Twitter do WikiLeaks, sexta-feira havia uma conclamação para que os simpáticos à causa zelassem pela minibiografia de Assanger na Wikipedia e não à deixassem entregue aos “adversários”.

Por “razões éticas”, estava escrito ali, ele próprio não poderia fazer isso. Nem ninguém do pequeno e combativo grupo do WikiLeaks.

Wikileaks – Wikipedia, the free encyclopedia

Wikileaks describes itself as “an uncensorable system for untraceable mass document leaking”. Wikileaks is hosted by PRQ, a Sweden-based company providing “highly secure, no-questions-asked hosting services.” PRQ is said to have “almost no information about its clientele and maintains few if any of its own logs.” PRQ is owned by Gottfrid Svartholm and Fredrik Neij who, through their involvement in The Pirate Bay, have significant experience in withstanding legal challenges from authorities. Being hosted by PRQ makes it difficult to take Wikileaks offline. Furthermore, “Wikileaks maintains its own servers at undisclosed locations, keeps no logs and uses military-grade encryption to protect sources and other confidential information.” Such arrangements have been called “bulletproof hosting”.

Immune to Critics, Secret-Spilling Wikileaks Plans to Save Journalism … and the World

Wikileaks’s core strength — its distributed and seemingly phantom-like presence on the net — has yet to be tested  legally or technically. The domain name owner lives in Kenya and purposely doesn’t know much about Wikileaks.
The site, which looks to be hosted from a server in Sweden, has multiplemirrors around the world.

One of Wikileaks’ advisers, security expert Ben Laurie, doesn’t even know who runs the site — other than Assange — or where the servers are.

Besides Julian Assange, Who Is Behind WikiLeaks? – AOL News

In a brief biographical description appended to an article Assange wrote in 2006 on political hacking, he is described as “president of a NGO and Australia’s most infamous former computer hacker. He was convicted of attacks on the U.S. intelligence and publishing a magazine which inspired crimes against the Commonwealth.”

Crib Sheet: WikiLeaks and Its Spokesman, Julian Assange | Fast Company

Stay mysterious: WikiLeaks’ host, PRQ, provides “highly secure, no-questions-asked hosting services,” as used by torrent site The PirateBay, in Sweden. The site has no official headquarters.

Be cagey about your founders: “Chinese dissidents, journalists, mathematicians, and start-up company technologists from the U.S., Taiwan, Europe, Australia and South Africa” are the people behind the launch.

Know your enemy: Anyone in power, basically. Although its aim is to expose oppressive regimes in “Asia, the former Soviet bloc, Sub-Saharan Africa,” at the moment it is western Governments who are feeling the heat most of all.

Keep your staff count low: There are just five full-time people on the site, although another 800 do occasional work.

Exposed: Wikileaks’ secrets

The BJB documents were submitted to Wikileaks by ex-employee Rudolf Elmer. Elmer approached newspapers in his native Switzerland and tried to alert the Swiss tax authorities and the police to what he described as serious tax evasion. But no one was interested. On January 9, 2008, Elmer published the documents on Wikileaks. “Wikileaks was the only tool I had to raise my voice,” says Elmer, speaking to Wired from his Mauritius home.

Meet the Aussie behind Wikileaks | Stuff.co.nz

Wikileaks’s nine-member “advisory board” includes Assange and another Australian, Phillip Adams, who has worked here as a broadcaster, film producer and writer for 2UE, ABC Radio National, The Australian, The Age and The Bulletin.

Adams, who has received two Orders of Australia, is also chairman of the Film, Radio and Television Board, a foundation member of the Australia Council and has chaired the Australian Film Institute, the Australian Film Commission, Film Australia and the National Australia Day Council.
Assange said there were over 100 Australian PhD students, journalists and other volunteers working on Wikileaks.

26C3: WikiLeaks Release 1.0

During the last 12 months WikiLeaks representatives have been talking at numerous conferences, from technology via human rights to media focused,in an effort to introduce WikiLeaks to the world. WikiLeaks has had major document releases that have spawned attention in all major newspapers by now, it has triggered important reform and has establisheditself as part of the accepted media reality.

Inside WikiLeaks’ Leak Factory | Mother Jones

“He’s always been kind of worried about the guy who has some secret and has to either keep those secrets secret or reveal them but without revealing himself.”

The Corbett Report

The founder of Cryptome.org and veteran publisher of suppressed documents joins us to discuss what can be learned from the Wikileaks phenomenon, including the ways that information leaks can themselves be manipulated.
We also discuss corporate complicity in government surveillance of the
internet.

New Media Days TV // New Media Days: 2009: Dag 2 // The Subtle Roar of Online Whistle-Blowing

When governments and businesses cannot handle the truth, Wikileaks helps you blow the whistle and takes the heat.

Speaker:
JULIAN ASSANGE (AU) Spokesperson & Advisory Board Member, Wikileaks// Moderator: HENRIK FØHNS (DK) journalist and radio host, DR

An open platform for the anonymous publishing of compromising documents; according to Time Magazine, Wikileaks could become as important a journalistic tool as the Freedom of Information Act. Honorable analogy for sure, but one earned at the expense of powerful players like Sarah Palin, Kaupthing Bank and lately, with the controversial book Jaeger, the Danish Ministry of Defense. Praised for its democratic devotion and threatened by the shadier powers that be, each day is a victory for Wikileaks.

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