Critérios Editoriais: Bolsa de Valores de Londres muda para GNU/Linux e bate recordes de performance

Michael Parenti: Monopoly Media Manipulation

Some critics complain that the press is sensationalistic and invasive. In fact, it is more often muted and evasive. More insidious than the sensationalistic hype is the artful avoidance. Truly sensational stories (as opposed to sensationalistic) are downplayed or avoided outright. Sometimes the suppression includes not just vital details but the entire story itself, even ones of major import.

Há oito dias, mais precisamente no dia 20 de Outubro de 2010, diversas notícias em sites de tecnologias de informação bem como blogs um pouco por todo o mundo, davam-nos a conhecer o estado da migração da Bolsa de Valores de Londres (LSE) de tecnologias da microsoft (servidores e framework .NET) para tecnologias baseadas em GNU/Linux, por cá nos nossos meios de comunicação não se escreveu uma palavra sobre este relevante facto.

Dos jornais generalistas (rádios e tvs que às vezes oiço) às revistas supostamente especializadas em assuntos de TI, como a ‘Bit‘ e a ‘Exame Informática‘, passando pelo site especializado nestes temas, o Tek (que até tem uma tag de Negócios), nada escreveram sobre esta mudança.

E porque razão é tão importante esta notícia sobre a mudança de tecnologias na Bolsa de Londres (LSE)?

Para além de mais uma vez se provar que os sistemas livres como o GNU/Linux são de facto uma escolha acertada, como se vem demonstrando, quando se pretende performance e segurança em sistemas críticos, para além da sua flexibilidade e baixo custo, outra das razões para esta notícia ser amplamente divulgada quanto mais não fosse nos cadernos de tecnologia e muito especialmente nas revistas e sites de notícias tecnológicas portuguesas é o facto de ela colocar a nu a propaganda falsa da microsoft, muito concretamente a sua campanha ‘Get the Facts‘.


Get the Facts: The London Stock Exchange (microsoft propaganda)

Como não sou inocente e tendo em conta que este país é um feudo da microsoft, prestando-lhe vassalagem amiúde, parece-me óbvia a razão da total ausência desta notícia nos ‘media’ nacionais.

Getting the REAL facts!

Ora vamos lá ao factos reais:

  • Em 2003 num dos seus Case Studies presentes no seu site (que prontamente foram apagados quando as coisas correram para o torto mas que se obtém através da Waybackmachine) a microsoft afirmava o seguinte The London Stock Exchange plc (the “Exchange”) is Europe’s largest exchange and operates the world’s biggest market for listing and trading international securities. It wanted to invest in a new market information and data access services system to deliver better and richer real-time price and value-added information to the market. The Exchange is a leader in financial technology but adopts a considered approach to investment projects because it needs total reliability in its data distribution. In seeking a partnership with world class companies, the Exchange turned to Accenture for delivery capability and chose technology based on the Microsoft .NET Framework 1.1 and Windows Server 2003.
  • Há dois anos atrás, Setembro de 2008, a LSE em virtude da incapacidade e fraca performance
    dos sistemas da microsoft por e simplesmente crashou, estando sem
    efectuar qualquer operação durante práticamente um dia inteiro,
    nomeadamente durante 6 horas e 45 minutos. Escusado será dizer que uma bronca desta magnitude numa bolsa de valores implica a perda de biliões.
  • E como se verifica hoje com a mudança para GNU/Linux, a perda de milhões ocorreu ainda quando em 2003 a LSE tomou a decisão errada de optar por tecnologia da microsoft, é que gastou nela cerca de £40 milhoes de libras que foram para o lixo, enquanto que agora ao optar mudar para GNU/Linux saiu-lhe mais barato comprar a empresa que desenvolve a solução baseada no software do penguim, cerca de £18 milhões de libras. 
  • Para além da poupança acima referida, segundo o artigo da ItWire, a LSE ao usar GNU/Linux poupará ainda cerca de £9.2 milhões de libras através de mais baixos requisitos de hardware, custos de licenciamento, técnicos etc.
  • Apesar da enorme diminuição de gastos a LSE consegue no entanto obter perfomances superiores a todas as outras bolsas mundias, a maior parte delas também a correrem sobre GNU/Linux, como a NYSE que corre Red Hat a Euronext etc.

Presumo que percebam agora como uma notícia destas tem de ser atirada para debaixo do tapete, como se nunca se tivesse passado, ainda para mais neste triste país microsoft-ó-dependente.
Os critérios editoriais dos senhores jornalistas deste país são no minimo estranhos, preferindo fait divers a notícias com conteudo e que colocam a nu multinacionais que retiram bem mais ao país do que muitas pessoas podem pensar.

London Stock Exchange moves to Linux – Computerworld Blogs

Two years ago, the London Stock Exchange (LSE) with its TradElec Windows-based C# and .NET programs crashed and took out the Exchange for almost 7-hours. That’s an eternity in stock market terms. Months later, the LSE’s CEO was history, and the LSE announced that it was dumping TradElec. Last year, the LSE announced that it was going to move to Linux. Now, the LSE is just about ready to switch over to Linux. Not only does it work, the new Linux-powered LSE runs faster than any other stock exchange on the planet.

London Stock Exchange to abandon failed Windows platform – Computerworld Blogs

Anyone who was ever fool enough to believe that Microsoft software was good enough to be used for a mission-critical operation had their face slapped this September when the LSE (London Stock Exchange)’s Windows-based TradElect system brought the market to a standstill for almost an entire day. While the LSE denied that the collapse was TradElect’s fault, they also refused to explain what the problem really wa. Sources at the LSE tell me to this day that the problem was with TradElect.

London Stock Exchange smashes world record trade speed with Linux – ComputerworldUK.com

The 126 microsecond speed is “twice as fast” as its main international competitors, the London Stock Exchange said. BATS Europe and Chi-X, two dedicated electronic rivals to the LSE, are reported to have an average latency of 250 and 175 microseconds respectively. Netiher company immediately provided details. But many of the LSE’s older and more traditional rivals offer speeds of around 300 to 400 microseconds. Nevertheless, Linux is now standard in many exchanges.

iTWire – London Stock Exchange gets the facts and dumps Windows for Linux

Although Infolect was not replacing a Linux system Microsoft still touted this case study as an example of Windows Server being chosen over Linux for reliability reason. Microsoft used this claim as the headline for the first issue of “The highly reliable times.”

Of course, nothing in the case study makes any reference whatsoever to Linux, unless it is assumed that one or more of the potential architectures reviewed was Linux-based. (It’s not uncommon, it seems, for the “Get the facts” case studies to have sensational titles which are not supported by the story.)

Nevertheless, fast forward to today and the London Stock Exchange is writing off its huge $USD 65m development, looking instead to Linux. What happened?
(…)
Worse, on the fateful day in September 2008 when the U.S. Government came to the rescue of Freddie Mac and Fannie Mae trading at the LSE ceased at 9:15am GMT due to a “software-related” fault. The outage
lasted six hours and 45 minutes.

(…)
In a further blow to Microsoft the LSE also predicts moving to Linux will save a further 10m pounds (or $USD 14.7m) through reduced hardware requirements, licensing costs, technical staff and related items.

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Novas entradas no Nixware, Debian Dicas – Software Livre “Casos de Sucesso”

Breve post apenas para indicar que existem novas entradas nos meus outros projectos:

 

 


Video de Euronews sobre a Estratégia da Sociedade da Informaçâo e da
implantaçâo de Software Livre no Sistema Educativo em Extremadura
(Espanha)

 

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Reservas Alimentares de Emergência em Sua Casa

Como sabem vivemos tempos complicados, podendo eventualmente complicarem-se ainda mais caso se passe algo semelhante ao que se tem vivido em França e na Grécia, ainda que por cá o povo seja demasiado manso.

É que para a nossa vida do dia a dia ficar comprometida basta algo tão simples como deixarmos de ter acesso a combustíveis, a partir daí ficarmos sem acesso a alimentos é um passo bastante curto, afinal de contas os alimentos não nascem nos hipermercados….têm de ser para lá transportados…. ainda que a imagem abaixo me faça lembrar algumas conversas que já ouvi no supermercado!!!

A seguir deixo-vos uma pequena notícia do Diário de Notícias que explica melhor o que vos pretendo chamar à atenção.

Seguem-se algumas fotos bem como dois documentos em PDF que são os tais panfletos mencionados na notícia e que dão dicas de como proceder à escolha dos diversos alimentos desse cabaz de sobrevivência, quem tem crianças, especialmente bebés deve ter particular atenção a essas dicas.

Mochila e alimentos na despensa para emergências – Portugal – DN

A cada português é apresentada a “despensa que não se dispensa” e a “mochila de emergência”, através de um folheto disponibilizado nos supermercados pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

A “mochila de emergência” deverá conter alimentos básicos e utensílios como guardanapos, fósforos, panelas pequenas, canivete multiusos e lanterna. Tudo para sobreviver a uma eventual crise.

Reservas Alimentares de Emergência em Sua Casa / Mochila e alimentos na despensa para emergências

Para mais info consultem o nosso forum português de Bushcraft e Técnicas de Sobrevivência bem como o meu blog relativo ao tema.

UPDATE: lembrei-me de colocar aqui um artigo do JN que me parece interessante – “Nem todos os alimentos são perigosos fora do prazo

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