Pirataria? Algumas razões para o sucesso das redes P2P

Depois de ter escrito e lido sobre o ataque às nossas liberdades e privacidade que as diversas Associações de editoras bem como as próprias editoras se preparam para fazer ao tentarem por todos os meios remover a Emenda 138 do Pacote Telecom, tornando-as mais poderosas que os Estados, uma vez que ficam com o poder de decidir arbitrariamente e sem qualquer prova se um utilizador da rede internet deve ou não ser punido por um suposto crime que nem se sabe se cometeu, lembrei-me de colocar aqui alguns pontos que me repugnam relativamente a essas editoras, associações, zonas comerciais e cinemas.

Save Freedom on the Internet from Sarkozy at the EU Council

Creio que muitos destes pontos são exactamente o que leva ao sucesso das redes P2P.

Mas convém sublinhar antes uns pontos prévios.

  • Não defendo a pirataria, ou seja não defendo que se faça negócio com conteúdos de outrém, uma coisa é puxar uma música para apenas ouvir-mos, desfrutar-mos, outra coisa é fazer downloads massivos de todo o tipo de conteúdos e a seguir gravá-los e ir vendê-los, isso sim é pirataria.

  • As redes P2P não servem apenas para difundir conteúdos pertencentes às diversas editoras, servem também para difundir conteúdo aberto, publicitar novas bandas, cinema experimental, séries emitidas usando esta tecnologia por parte das grandes cadeias de televisão etc. E mais importante servem para difundir Software Livre, e conteúdos sob licenças livres como a GFDL, a Creative Commons etc.

  • Ou seja o mal não está na tecnologia, mas do uso que se pode fazer dela, e esse uso supostamente maligno de certeza que é feito pelos mesmos que traficam armas, drogas, seres humanos, orgãos de seres humanos e sei lá mais o quê, e não pelo simples utilizador que está em casa.

  • Portanto é ridiculo atacar a dona de casa, os filhos e os maridos bem como os avós por fazerem downloads de conteúdos, estes não são quem faz perder os supostos milhões que as associações e editoras se queixam, embora existam estudos que demonstram que elas não têm perdido.

  • Se querem realmente combater a pirataria, a verdadeira, vão atrás dos verdadeiros culpados, as redes mafiosas.

  • Com tanta lei idiota que as associações como MPAA, RIAA, APACOR entre outras querem estabelecer, não querem também acabar com as canetas, os lápis, folhas de papel em branco, impressoras, fotocopiadoras? Afinal são tudo potenciais instrumentos de cópia.

  • Já agora quando é que estes senhores nos vão deixar de considerar a todos estúpidos, quando comparam o mundo digital com o não digital? É que não se pode comparar um ficheiro digital que pode ser replicado infinitamente a preço quase nulo, com o roubo de um carro, de um leitor de CD/DVD etc, que não pode ser replicado da mesma forma.

https://i0.wp.com/images.starpulse.com/Photos/pv/Joss%20Stone-22.jpg

Indo agora aos pontos que me repugnam.

  • Porque razão todos nós pagamos uma taxa por todos os CD/DVD/Bluray, no fundo por todos os suportes físicos virgens bem como pelos equipamentos que nos permitem gravá-los
    que adquirimos, mesmo quando apenas os vamos usar para gravar ou conteúdo criado por nós ou criado por pessoas que o libertam sob licenças abertas, como o caso do Software Livre?


  • Porque razão ao usar-se DRM, algo que acaba por ser uma ilegalidade, nos proibem de usufruir dos conteúdos nos Sistemas Operativos que desejo? Por exemplo se adquirir-mos uma obra que esteja a empregar DRM, não a podemos ler em sistemas operativos livres, como GNU/Linux e BSD’s.

  • Porque razão pagamos valores exorbitantes por determinados conteúdos, quando a sua produção é barata e principalmente quando na sua grande maioria não são os artistas, os verdadeiros criadores a beneficiarem com o preço pelo qual a obra é vendida ao público?

  • Porque razão pagamos preços elevadissímos por conteúdos, como por exemplo num caso de um CD de música, de onde só se aproveita uma ou duas músicas? Porque razão havemos de pagar por um album todo, quando a maior parte deste não vale nada?

  • Porque razão temos de pagar a publicidade de bandas da treta, ou de filmes da treta, nos filmes, livros e cd’s de música que são realmente obras a ter em conta?

  • Porque razão temos de pagar o mesmo valor ou por vezes até mais, por um CD de música que já foi lançado à alguns 10/15/20 anos, do que pagamos por um CD de originais acabado de lançar? Fará algum sentido os “Best Of” que todos os Natais são lançados, por exemplo dos AbbA, serem-no a preços como se de uma nova obra se tratasse?

  • Porque razão assistimos cada vez mais do mesmo quer em relação à música quer ao cinema, as histórias são quase sempre as mesmas, muitas das vezes sem pés nem cabeça, ou então remakes que apenas fazem uso de tecnologias recentes e em que o conteúdo ou a performance de actores e actrizes não é considerada. É assimque querem levar mais gente ao cinema ou a ouvir bandas?

  • Porque razão as salas de cinema são cada vez mais exíguas, mais porcas, com mais barulho, transformadas em simples cafés onde se vai para comprar pipocas, chocolates, colas e chás etc, e onde o cinema está cada vez mais em segundo plano? Acham mesmo que o público está para dar 5 e 6 Euros para ir ver péssimo cinema, em péssimo ambiente, em ecrãs que são pequenissimos, alguns parecem apenas ser 9 televisões juntas? E não é só o espaço que é exíguo, a própria disposição do espaço, das cadeiras é um atentado a qualquer arquitecto que se preze, quantas são as salas que ainda hoje têm declive ou separação entre cadeiras? Quantas vezes sucede que para ver-mos um filme ou estejamos a tapar a vista a alguém ou alguém nos tapa a nós?

  • Para terminar, quando é que as editoras e suas associações de malfeitores transvestidos de cidadãos exemplares, vão deixar de passar atestados de estupidez e de carneirismo ao seu potencial público? Quando é que estes senhores vão passar a respeitar os sues clientes, afinal não é o cliente que tem sempre razão? Quando é que estes senhores vão perceber que o seu tempo já lá vai e que neste momento não precisamos deles, nem o público nem os verdadeiros criadores das obras?

  • Quando é que os verdadeiros criadores, os artistas, se rebelam contra esta corja e passam a usar as redes P2P de forma inteligente, para dar a conhecer as suas obras, e deixando que o público defina quanto devem pagar por essa mesma obra? Os Artistas, os Criadores depois deveriam ir para a estrada, dar concertos e nesses sim poderiam pedir valores mais elevados. Não me repugnaria ter de pagar 60€ para assistir a um espectáculo da minha banda, ou bandas favoritas.

Estas são algumas das coisas que me repugnam neste tipo de negócio, e vocês revêem-se em algumas delas? Acrescentariam mais?

Mais info em diversos blogs:

paula simoes’ blog

Conversas do Bruno

Programas Livres

Mind Booster Noori

La Quadrature du net

bitaites

TiagoFarrajota

Se me esqueci de algum desculpem lá!!!

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14 Respostas

  1. Um exemplo de rebelião foram os Radiohead, lançaram em formato digital em que cada um pagava por ele aquilo que achava justo. O resultado foi simplesmente surpreendente para muitas mentalidades conservadoras:
    http://tek.sapo.pt/noticias/internet/balanco_de_vendas_online_dos_radiohead_conhec_891632.html

    Ou seja, com este modelo bateram o volume de vendas do álbum anterior.
    Posteriormente lançaram o álbum em formato tradicional e com isso atingiram 1ºs lugares em tops de vendas.

    Numa reacção mal calculada o manager dos U2 atacou violentamente esta iniciativa:
    http://www.prefixmag.com/news/u2-manager-radiohead-backfired/19222/
    Mas até a própria “estrela” banda se desmarcou destas declarações:
    http://remixtures.com/2008/06/bono-discorda-do-manager-dos-u2-a-respeito-dos-radiohead/

    Acho que esse “manager” deve andar a tomar fortes doses de fármacos para a garganta, ter tido que engolir tanto em seco não a deve ter deixado em bom estado.

    Outra banda a louvar são os Nine Inch Nails, que também têm lançado a sua música via download, chegando mesmo a criar entradas em sites como o ThePirateBay:
    http://thepiratebay.org/torrent/4059158/Nine_Inch_Nails_-_Ghosts_I_(2008)

    Outro factor interessante é que o seu mais recente álbum The Slip foi disponibilizado em formato lossy(MP3) e lossless(FLAC), sendo este último um formato amigável para tecnologias livres. Só faltou mesmo o OGG. Talvez um dia, quem sabe…

    Se querem realmente apoiar as bandas assistam aos seus concertos ou comprem merchandising oficial em que as bandas normalmente ficam com a fatia maior apesar de também terem intermediários.

  2. boas libre,

    sem dúvida, não mencionei esses casos que conhecia, porque estou a criar outro post com diversa info, mas obrigado por me recordares e ainda bem que colocaste os links, devo ir usá-los.

    os grandes artistas, aqueles mais conhecidos é que têm de dar inicio à debandada final, com a tecnologia que neste momento existe nem sequer os estudios de gravação clássicos estão a salvo, ainda para mais qd a grande maioria das pessoas ouve formatos como o mp3 que são lossy.

    abraço,

  3. Comentando os pontos que o repugnem:

    – O pagamento de taxas foi uma forma de compensar as perdas provocadas pelas cópias ilegais. Ou você acredita que todos os milhares de Cds e Dvds virgens vendidos são para gravar conteudos legais? É o mesmo principio de que se todos pagassem impostos, todos pagariam menos. Você paga os seus?

    -“Pagar uma exorbitância” – a que valor se refere. Aos Dvds oferecidos nos jornais, Às novidades que são lançadas no mercado a 20€, no caso dos filmes, nas campanhas low-price de filmes a 5€. A que valor se refere? Uma coisa lhe garanto…. por muito pouco que o detentor dos direitos receba por cada filme vendido, é sempre melhor do que nada. Ou afinal o que defende, é que não se pague nada?

    – O DRM não é uma tecnologia ilegal. O facto de um ficheiro com essa tecnologia não funcionar com o software que você pretende, não o torna ilegal. A tecnologia DRM é uma protecção, para proteger o que tem dono. E esse dono não é você. Ou costuma dar o seu código Pin e o Multibanco aos seus amigos?

    E poderia continuar, mas o seu texto é tão vazio de razão, que acho que fico por aqui.

  4. Accionei o atalho e fui ver o que diziam sobre os Radiohead. E aí li: “O grupo continua a não revelar o valor médio pago por quem descarregou o trabalho online, embora assuma o que se já se esperava. A maioria dos utilizadores não pagou nada.” Creio que isto contraria o que aqui foi escrito. Dizer-se que: “O resultado foi simplesmente surpreendente para muitas mentalidades conservadoras”, é claramente uma manipulação do que aconteceu. Só que ao ler o artigo dei comigo a pensar uma coisa bem simples: Então a banda coloca o CD na Net, sem qualquer obrigatoriedade de pagamento e a maioria dos download’s nem sequer contribuíram com qualquer verba. Ora essa!
    Será que os caríssimos acham que os estúdios de cinema vão pagar 20 milhões de dólares aos actores principais para participarem num filme, e depois vão colocar o filme na Net dizendo que cada um paga o que quer? Outra pergunta: Lembram-se no ano passado de os actores e os argumentistas fazerem greve? Sabem porque razão essa greve aconteceu? Eu respondo: Porque os actores, os argumentistas e todos os que participam na feitura dos filmes e das séries, querem receber o que é seu por direito. Nomeadamente, na fatia da receita que deriva dos novos formatos de distribuição da obra ao público. Falo dos DVD’s e do VOD, por exemplo. Ora sendo assim, porque razão a vossa santa ingenuidade vos diz que um dia, toda essa gente vai abdicar desse dinheiro. Apenas mais uma coisa: Por acaso já pensaram que a permissão e a permissividade que hoje desfrutam apenas acontece porque vocês estão a contribuir, involuntariamente é certo, para a criação de um monopólio. Sabem qual? O monopólio da distribuição ao consumidor de produtos digitais. Porque no dia em que aqueles que mandam no mundo quiserem, não haverá espernear pela liberdade e pelos direitos fundamentais que vos livrem dessa ditadura. Neste momento o vosso papel é de fazerem o trabalho de limpeza de terreno. Analisem e reflictam sobre o destino dos milhares de retalhistas independentes que vendiam música. Já vimos no áudio, analisem e reflictam sobre o que está a acontecer no visual. Cinemas independentes (alguém se lembra do Quarteto?) Videoclubes, (sabem que a Blockbuster fechou em 2006 todas as lojas que tinha em Espanha, creio que eram 80?). Acham os senhores que um dia a net será um local livre e liberto de todas as restrições no que ao negócio de música, livros e filmes diz respeito? Perdoem-me o cepticismo e uma certa dose de cinismo, mas no dia em que as galinhas tiverem dentes talvez isso possa acontecer?

  5. caro lg,

    começando pelo fim.

    o texto não será assim tão vazio, senão não se teria dado ao trabalho do comentar.

    a taxa foi criada com esse objectivo, mas porque raio só alguns é que a recebem?

    primeiro que tudo convém não juntar tudo de modo a confundir as coisas.

    respondo-lhe apenas quanto ao DRM.

    o DRM torna-se ilegal quando mais uma vez tal como agora, meia dúzia de senhores se lembram de por meios técnicos passarem a deter mais poderes que o Estado de direito e que a própria lei que defende o consumidor.

    o DRM é uma falsidade que está mais que provado que não funciona, e mais, é uma mentira que mais uma vez os senhores tentam impingir aos mais desatentos.
    fala o senhor em “o que tem dono”, pois bem, eu quando adquiro algo passo a ser detentor desse algo, com DRM os senhores mantém-se detentores desse produto e não o comprador.
    Mais, o público que adquire produtos com DRM vão estar sempre dependentes da entidade que lhe vendeu a obra, uma vez que o software que descodifica essa informação vai necessitar de se autenticar para validar o seu uso.
    acha que isso é éticamente e moralmente correcto? é esse o entendimento que tem de propriedade?
    ou propriedade é apenas quando o sr é detentor desse bem?

    o problema do sr LG e de outros como você, a corja da indústria que representam, é que continuam a viver no passado, aliás, acham que quer artistas quer publico continuam a viver no passado e aprisionados pelos senhores.

    esse tempo acabou.

    neste momento os artistas e o público em geral já não necessitam dos senhores, têm algo bem mais poderoso acesso a ferramentas e a publicidade a custo virtualmente ZERO, através da rede internet.

    Neste momento é possível a um qualquer artista, mesmo desconhecido, de um momento para o outro e usando ferramentas livres, desde Software Livre a formatos Livres como o Ogg Vorbis e FLAC, ao youtube, às redes sociais, tornar-se mais conhecido que qualquer publicidade parva que os senhores usam para vender e criar quer artistas quer obras de merda.

    com o recurso à rede internet e a computadores normalissimos qualquer um pode criar o Hit do momento, qualquer um pode criar e ainda por mais que lhe doa, que lhes doa, pode licenciar essa obra segundo n licenças, e assim ficar livre da prisão a que os senhores os submetiam, em que eles criavam e os senhores ficavam com os lucros.

    A verdade é que isso é que vos custa, uma vez que cada vez mais artistas e público, começam a verificar que os senhores não servem para nada, os senhores não criam nada, são apenas e só uma pedra na engrenagem, sanguessugas.

    Passe bem!

  6. caro manuel,

    a resposta que dei ao lg serve também para si.

    mas posso ainda dizer mais qualquer coisa.

    acho interessante que os senhores para defenderem a todo o custo o indefensável, gostam imenso de misturar tudo.

    ““O grupo continua a não revelar o valor médio pago por quem descarregou o trabalho online”

    o que me interessa a mim o valor médio? o que realmente interessa é que no fim das contas, eles através deste meio que escolheram obtiveram mais lucros com este album que com o anterior que tinha usado o modelo clássico de distribuição.

    quanto aos actores, deixe que lhe diga que a minha opinião é que ganham dinheiro que simplesmente não merecem, e por mais ridiculo que pareça os filmes onde geralmente mais ganham são os filmes que vivem mais dos efeitos especiais do que propriamente do seu trabalho de actores.
    não acha isto ridiculo?

    existem muitos e bons filmes, que não precisam dos milhoes dos blockbusters que nada acrescentam e que deixe que lhe diga, já estivemos mais longe de precisar-mos de actores de carne e osso, se calhar quando esses mesmos actores começarem a meter isso na cabecinha por um lado deixem de pedir toneladas de dinheiro, por outro passem a ser ACTORES verdadeiramente e façam filmes com pés e cabeça, filmes de qualidade.

    quanto ao resto, cá estamos para defender os nossos interesses, hoje contra vós que nos querem aprisionar com DRM’s, substituirem-se ao Estado e às leis, amanhã contra mais que venham!

  7. Pessoalmente acho que tudo se resume ao seu último comentário… até quando os verdadeiros autores/artistas se deixarão enganar pelas editoras e abrir os olhos para novas formas de negócio muito mais rentável para eles, onde 100% das vendas é revertida a eles próprio.

    Quanto ao DRM, bom acho engraçado que haja pessoas que o defendam, as editoras e afins até compreendo, está-se-lhes a acabar a mama, mas, vou por este exemplo…
    Imaginem que o DRM é implementado, não só na música ou filmes, mas em tudo, absolutamente tudo, imaginem que por exemplo comecem a usar uma espécie de DRM em electrodomésticos, o que aconteceria?!
    Bom primeiro a vossa casa teria de ter uma espécie de ID que a identificasse como sendo vossa e só vossa, ao comprar, digamos, uma televisão no momento da compra teriam de dar o id da vossa casa para que a tv só funcionasse nessa mesma casa, quando digo televisão poderia dizer qualquer outro aparelho, aparelhagem, frigorífico, o que quer que seja. Agora imagem que por algum motivo teriam de mudar de casa, o que aconteceria? Simples, nenhum dos vossos electrodomésticos funcionaria nessa nova casa, teriam de comprar novos com o novo id da nova casa, e o que fariam aos electrodomésticos antigos? Vende-los? Oferecê-los? Não, o DRM não permitiria isso, esses electrodomésticos estão restritos à casa antiga e não funcionariam em nenhuma outra casa. Bom sempre poderiam ficar para futuros inquilinos! Errado, esses novos inquilinos estariam a violar a licença, não foram eles que compraram como tal não os podem usar, mesmo que funcionem, ou seja, o único destino possível desses antigos electrodomésticos seria o lixo/reciclagem, e como não os podes vender nem oferecer nem nada acabarias por perder todo o dinheiro investido neles.
    E vamos para um cenário ainda mais negro…
    Imagem que até nem mudaram de casa, estão a viver na mesma casa à cerca de 5 anos, felizes da vida, a desfrutar dos fantásticos filmes, na vossa fantástica televisão hd de 1000€ com um maravilhoso home-theatre de 2000€, claro tudo com o maravilhoso DRM, tudo da melhor marca denominada X. Imaginem que ao fim desses 5 anos, a marca X, por infelicidade da vida, entram em falência, fecham as portas e o DRM associado a essa marca deixa de existir, o que acontece? Todos os vossos electrodomésticos da marca X deixariam automaticamente de funcionar, sem que tenham direito sequer a remuneração.
    Isto são apenas alguns exemplos do que o DRM nos pode fazer, na verdade o último exemplo até já aconteceu, não me lembro neste momento em que loja online, onde vendiam musicas com DRM e fecharam, ou vão fechar as portas, e todos os que tinham músicas dessa loja vão ficar na m**** porque vão deixar de poder usar, neste caso ouvir, algo pelo qual pagaram, ridículo como mínimo, e isto é para nos proteger dos piratas?!
    Para terminar, vejam as críticas que têm recebido jogos com DRMs estúpidos, como limitar o número de instalações, onde só beneficiam, não o que compra o jogo original, mas, sim aqueles que o têm pirata e o podem instalar as vezes que quiserem, o DRM apenas prejudica o verdadeiro comprador.
    Acho ridículo comprar uma música e não pode-la ouvir no outro pc, no leitor de mp3 do meu irmão, gravá-la para um cd e ouvi-la no carro, ou muitas outras coisas que o DRM me impede e que eu considero legítimas.

    Abraços

  8. “A tecnologia DRM é uma protecção, para proteger o que tem dono”

    Quanto à questão do Luís em relação à legalidade do DRM tenho a dizer o seguinte:

    Estou plenamente consciente que quando adquiro música, em suporte físico ou digital, que não passo a ser o detentor daquela música. Estou, segundo a legislação actual, a adquirir o direito de desfrutar dela, ou dito de outra forma, a adquirir a licença para a ouvir. Então qual é a lógica de um sistema que determina onde posso ou não ouvir? Porque razão se eu adquirir música num iTunes, não a posso ouvir directamente no meu auto-rádio que lê MP3 mas não AAC? Nem a gravar directamente para um CD-Áudio posso, música que eu legalmente comprei e tenho o direito de a ouvir, porquê?

    Em relação a questões levantadas quer pelo Luís, quer pelo Manuel, tenho o seguinte a dizer:

    Porque é que muitas vezes vamos ao cinema, pagamos caro o bilhete, levamos com toneladas de publicidade no inicio e intervalos, nas salas que os fazem, temos que nos sentar em cadeiras cheias de resíduos de pipocas e refrigerantes, e no fim a emoção mais forte que o filme provoca é a de revolta por termos queimado uma nota num filme tão mau?

    Foi falado também no fecho das agradáveis salas tradicionais, onde ainda se viam filmes a bom preço e em condições respeitáveis, será que foi culpa da internet? Os verdadeiros assassinos das salas tradicionais foram as salas lata de sardinha nos centros comerciais. E quem são os responsáveis por essas salas? Simplesmente as editoras e distribuidoras que andam agora a chorar contra a internet. Aqui em Guimarães o cinema de centro comercial chegou já com os downloads ilegais na máxima força, mas aí ainda tínhamos o nosso cinema onde podíamos ver filmes a preços mais baratos que os de estudante nos centros comerciais e a sala tinha sempre boa casa ao fim-de-semana. Construiram salas no “shopping” cá do sitio e a nossa sala de cinema simpática pouco tempo aguentou.

    Será que a pirataria é a única culpada do fecho dos videoclubes? E que tal olharem para as Zons ou os Meos, para os Canais Hollywood, MOV, e os TVCine que já foram Lusomundo e que por sua vez já foram Telecine. E que tal olharem para a sucessiva falta de qualidade que prolifera no cinema nos últimos 5 anos? Eu em casa com um simples comando posso alugar um filme a um preço mais barato que o do último filme que aluguei no videoclube que frequentava, e se compararmos com os preços Blockbuster então a diferença torna-se abismal. E admiram-se que eles fechem as portas?

    E por fim, voltando aos Radiohead, e à fabulosa frase “Então a banda coloca o CD na Net, sem qualquer obrigatoriedade de pagamento e a maioria dos download’s nem sequer contribuíram com qualquer verba. Ora essa!”. E depois? Será que eles não estavam à espera disso? E mesmo assim ganharam mais que no álbum anterior, isto ainda antes de lançarem o álbum em suporte físico. Incrível. Porque será?

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  10. Como gosta de manipular o que os outros escrevem vamos lá dar-lhe a provar um pouco do seu “veneno”.
    1- DRM, Tem razão quanto ao direito de, não tem razão quanto à proibição de aplicação da tecnologia. Se não está de acordo com o facto de não poder fazer uma cópia do produto queixe-se. Espere que os tribunais lhe dêem razão e peça uma indemnização. Já sei que não gosta da ideia mas olhe, é o que existe.

    2- Quanto a: “já estivemos mais longe de precisar-mos de actores de carne e osso, se calhar quando esses mesmos actores começarem a meter isso na cabecinha por um lado deixem de pedir toneladas de dinheiro, por outro passem a ser ACTORES verdadeiramente e façam filmes com pés e cabeça, filmes de qualidade.” Deixe-me perguntar-lhe: Você acredita mesmo no que escreve? Então acha que neste mundo, sendo o cinema a segunda maior indústria dos EUA, no futuro, os actores de carne e osso vão ser substituídos por actores virtuais?

    3º – Radiohead“O grupo continua a não revelar o valor médio pago por quem descarregou o trabalho online, embora assuma o que se já se esperava. A maioria dos utilizadores não pagou nada.”
    Foi esta última parte que foi escamoteada no seu comentário. No fundo ela revela a verdadeira génese do comportamento da “comunidade cibernética”. Resume-se a isto: Façam lá músicas e filmes que nós vamos alegremente partilhá-las entre todos sem pagar um tusto. Mas garantimos uma coisa: Podem contar com a publicidade que vamos fazer do vosso produto. Com essa publicidade vocês vão poder vender bastante. A pergunta seguinte tem toda a propriedade: Importa-se de me dizer a quem? Ou o Cavalheiro pensa que depois da partilha, dos downloads, das feiras, e dos Mp3, ainda vai haver papalvos a comprar seja o que for.

    4º – ISP – grosso modo, fornecedor de acessos para ao mundo maravilhoso da Net. Grandes empresas que normalmente têm ligações a todas as vertentes da exploração dos conteúdos. Estamos a falar de gente que investe e investe bem. No momento estão a fazer um “favor” aos cibernautas. Banda larga, parece que já vai em 16 megas. Tráfego ilimitado, defesa das mais amplas liberdades, protecção de dados, excepto para os fornecer a empresas de vendas de tudo e mais alguma coisa, enfim, o mundo perfeito para uma geração de jovens e menos jovens que pensam que existe um planeta onde tudo se pode ter, sem nada pagar por isso. Que ingenuidade!
    Meu caro esqueça. A internet não é sua, é deles. Você só tem aquilo que eles lhe permitem que tenha. Quando eles acharem que chegou a hora retiram-lhe o brinquedo e por muito que estrebuche ou se revolte a brincadeira acabou.
    Ou você acha que quem investe tanto dinheiro em redes de fibra óptica e tecnologias de transporte de conteúdos ao consumidor, vai permitir que esses mesmos conteúdos possam ser usurpados por uma comunidade que não quer pagar nada por eles?

  11. PS- Deixe lá os MEO os Cine e quejandos. Esses valem o que valem e neste caso valem bem pouco. Sabe porquê? Porque é preciso pagar para os ter. Por isso…

  12. respondendo aos pontos,

    1º mas porque raio distorcem os senhores o direito? a lei de poder-mos fazer um backup ou cópia pessoal é anterior ao DRM, porque razão tem então de ser o público que adquire uma obra a ter de ir a tribunal para reverter uma tecnologia que impõe restrições que a lei não coloca?

    2º podem não ter de ser substituidos por actores virtuais, basta que os actores e já existem bastantes, deixem de achar que vale a pena fazer filmes de merda onde em vez de sobressair a sua performance o que aparece no ecrã é apenas manipulação e efeitos especiais.
    mas acha mesmo que os preços que temos de pagar e os altos custos de produção se devem ao cachet dos actores? isso é secundário.

    3º continuo a bater na mesma tecla que é a mais importante e que parece contradizer as suas palavras de que os papalvos não compram nada.
    o grupo afirmou que através deste sistema ganhou mais dinheiro com este album do que com o anterior que seguiu o modelo classico de vendas, escamotear isto é que é ridiculo e pouco sério.
    a mim e a eles principalmente o que interessa é o valor final e não se o zé apenas pagou 1€ e o manuel 10€

    4º caro, a net é de todos e continuará a ser, porque assim que o público que usufrui dela vir ser-lhe retirados direitos que neste momento têm e que se habituaram a ver como normais, acredite que não vão pagar um serviço que lhes tira em vez de lhes permitir mais e melhores serviços.
    aliás é muito deste ponto que os senhores não percebem, ou se recusam a perceber ou ainda, fingem que não percebem, as pessoas cada vez mais e devido à enchente de informação e de escolha, vão-se juntando cada vez mais em nichos e nesses nichos procuram é a qualidade e a inovação, algo que os senhores desconhecem.

    por último digo-lhe que a fibra óptica e a banda cada vez mais larga que está a ser construida é para albergar conteúdos que sendo pagos muitos deles, outros são de borla exactamente o que diversas televisões quer nos EUA quer no UK estão a fazer colocando e usando o P2P para difundir os seus conteudos de modo distribuido e usando a infraestrutura dos próprios utilizadores para ir mais longe, poupando elas proprias na ua infraetsrutura.

  13. O pagamento de taxas foi uma forma de compensar as perdas provocadas pelas cópias ilegais.

    Não foi não. Informe-se. O objectivo das levies é “providenciar uma compensação justa pelo acto da cópia privada”, ou seja, é uma taxa aplicada à cópia privada. Se está a fazer uma cópia privada (acto legal), então paga taxa. A pirataria, como ilegalidade, não se quer taxada, quer-se eliminada. Taxá-la seria permití-la.

    A tecnologia DRM é uma protecção, para proteger o que tem dono. E esse dono não é você. Ou costuma dar o seu código Pin e o Multibanco aos seus amigos?

    DRM não é protecção, é restrição. Quando compro um CD o CD é meu. Informe-se.

    Não me dei ao trabalho de ler todos os comentários, pelo que, por ora, comento só estes. Muito mais haveria a dizer, mas com quem não sabe ouvir, discutir é perca de tempo.

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