Eis para onde vai o nosso dinheiro relativamente aos tais direitos de autor

https://i2.wp.com/www.norcalblogs.com/guy/RIAA.jpgEis um exemplo do porquê dos senhores das sociedades e associações de autores defenderem com unhas e dentes um tipo de negócio, ultrapassado e injusto.

Eis porque pagamos em todos os media, sejam cd’s, dvd’s, mp3, gravadores, you name it, um imposto para estes senhores e senhoras.

Pois é, pagamos tudo isto não para proteger os autores, não para manter a criação, criatividade, mas sim para pagar ordenados e processos dos senhores dessas mesmas sociedades e associações.

Já agora uma pequena questão, seria éticamente aceitável a filha do administrador da SPA ter sido contratada por este e ainda usufruir mais de 12mil€ por mês, além de diversas mordomias?

{Texto publicado na edição impressa do Expresso de 20 de Dezembro. }

SPA paga 2 milhões a antiga funcionária.

A Sociedade Portuguesa de Autores foi condenada, por despedimento ilícito de Catarina Rebello (ex-adjunta da administração e filha do anterior presidente Luiz Francisco Rebello), ao pagamento de um montante nunca visto em Portugal.

É a segunda vitória, e estrondosa, da família Rebello sobre os actuais dirigentes da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). A instituição foi condenada pelo Tribunal de Trabalho de Lisboa a pagar a Catarina Rebello (ex-adjunta da administração e filha do anterior presidente da SPA, Luiz Francisco Rebello) cerca de €2 milhões, entre indemnização por despedimento ilícito – aproximadamente €1,3 milhões – e liquidação de salários desde meados de 2005.

SPA paga 2 milhões a antiga funcionária.

Catarina Rebello entrou para a SPA como assessora jurídica, em 1 de Outubro DE 1987. Ganhava em “part-time”, 45 contos por mês. Quando foi despedida, em Julho de 2004, após processo disciplinar auferia €12.080,70/mês, além de várias mordomias. Na antiguidade, o tribunal dá-lhe mais três anos, remontando a 1984, o que parece ser um lapso. Para lá da razão jurídica, ficam para a história factos já assentes. Em vários momentos, Catarina teve ao seu serviço particular meios logísticos r recursos humanos da SPA. Num caso, uma funcionária esteve na sua residência a cuidar dos filhos, enquanto ela estava no estrangeiro. Na sentenças isso é reconhecido. A funcionária “deslocou-se a casa (de Catarina) onde permaneceu durante cinco dias, não se podendo concluir que o fizesse por ordem (de Catarina) ou com prejuízo do seu desempenho na SPA”. Um douto raciocínio assim merece direitos de autor!

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2 Respostas

  1. E quem são os meretríssimos juízes?

    • boas diogo,

      pois, isso não vi na notícia, devem ser todos irmãos😉 como tal têm o dever de se defenderem uns aos outros, essa coisa de fazer justiça, desconhecem.

      abraço

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