Dicas/Tips: Backup de CD usando FLAC, Ogg Vorbis e mp3

[update: descobri que fazer o upgrade da libvorbis para a optimização aoTuV em ubuntu é tão simples como colocar a seguinte info na sources.list – deb http://ppa.launchpad.net/pjssilva/ubuntu ‘a vossa versão’ main]

[update 2: link do ficheiro teste aqui usado]

Nas últimas duas entradas neste blog sobre o tema Ogg Vorbis e codecs livres produzidos pela Fundação Xiph.org, descrevi o que eram e quais as suas virtudes, bem como o diverso software que se pode usar para efectuar-mos os backups dos nossos CD’s preferidos.

Hoje vou deixar aqui algumas dicas como proceder para se efectuar esses backups com a melhor qualidade possível de forma a poderem ser ouvidos através do computador e dos diversos dispositivos usualmente chamados de MP3/MP4, mas que sabendo nós procurar com alguma atenção também podem tocar os formatos Livres e abertos, FLAC e Ogg Vorbis.

Como só uso sistemas operativos e Software Livre em casa, todas estas dicas serão apresentadas usando a versão Kubuntu 8.04 LTS  (KDE 3.5.10) baseada em Debian GNU/Linux e todo o software disponível para ela à distância de um simples $sudo aptitude update&&aptitude install ‘package’

1º Efectuamos o ripping ou seja depois de colocar-mos o CD na drive e tendo escolhido para tal o programa SoundKonverter, este vai buscar a informação do CD à base de dados CDDB e preenche os campos com os nomes das músicas, artistas etc

Como afirmei ontem, os meus backups começam sempre por ripar as músicas do CD para o formato livre, sem perdas (lossless) FLAC, só depois as converto para Ogg Vorbis ou mp3 (geralmente mp3 é só para quando não existe outro remédio😦 )

Neste exemplo usarei o CD The Haunting Sound of Pan  Pipes, com a música Orinoco Flow de uma das minhas cantoras favoritas, Enya.
Escolhi esta música porque é uma melodia que tem piano, é suave e dá para perceber bem a qualidade do FLAC e do Ogg Vorbis.

ogg-vorbis

2º Após passar-mos digitalmente as músicas do CD para uma directoria/pasta do nosso computador, podemos ouvi-las no formato FLAC para verificar-mos se tudo ficou porreiro.
Após estar no disco rígido ficaremos como algo como o que demonstra a seguinte imagem…

ogg-vorbis1

Como os sistemas livres nos dão tanta liberdade e como gosto de usar o Terminal, um F12 e a minha consola Yakuake baixa e podemos fazer o seguinte comando para ouvirmos em formato FLAC.

$ ogg123 11\ -\ Orinoco\ Flow.flac

Audio Device:   Advanced Linux Sound Architecture (ALSA) output

Playing: 11 – Orinoco Flow.flac
FLAC stream: 16 bits, 2 channel, 44100 Hz
Album: The Haunting Sound of Pan Pipes
Artist: Pan Pipes
Composer:
Date: 1997
Description:
Discnumber: 1
Genre: Misc
ReplayGain (Album): +2.12 dB
ReplayGain Peak (Album): 0.77737427
Replaygain_reference_loudness: 89.0 dB
ReplayGain (Track): +2.12 dB
ReplayGain Peak (Track): 0.77737427
Title: Orinoco Flow
Tracknum: 11
Track number: 11

O que na consola fica algo como a imagem abaixo…
Como é óbvio podemos usar qualquer programa livre, um player, para escutar-mos no computador as nossas músicas, eu em ambiente gráfico e apenas para verificar costumo usar o Audacious.

ogg-vorbis2

3º depois de verificar que tudo ficou bem, que o ficheiro FLAC está porreiro, partimos para a conversão.
Existem n ferramentas como já o escrevi, eu prefiro-as usar no Terminal.

Para converter FLAC em Ogg Vorbis, é tão simples como efectuar o seguinte comando.

$oggenc -q 5 *

este comando converterá todas as músicas/ficheiros que estão nessa directoria, sejam eles WAV ou FLAC para o formato Ogg Vorbis com a Qualidade 5, algo como um bitrate de 160Kbs VBR

$ ogginfo 11\ -\ Orinoco\ Flow.ogg
Processing file “11 – Orinoco Flow.ogg”…

New logical stream (#1, serial: 1b75d505): type vorbis
Vorbis headers parsed for stream 1, information follows…
Version: 0
Vendor: Xiph.Org libVorbis I 20070622
Channels: 2
Rate: 44100

Nominal bitrate: 160.000000 kb/s
Upper bitrate not set
Lower bitrate not set
User comments section follows…
ALBUM=The Haunting Sound of Pan Pipes
ARTIST=Pan Pipes
COMPOSER=
DATE=1997
DESCRIPTION=
DISCNUMBER=1
GENRE=Misc
REPLAYGAIN_ALBUM_GAIN=+2.12 dB
REPLAYGAIN_ALBUM_PEAK=0.77737427
REPLAYGAIN_REFERENCE_LOUDNESS=89.0 dB
REPLAYGAIN_TRACK_GAIN=+2.12 dB
REPLAYGAIN_TRACK_PEAK=0.77737427
TITLE=Orinoco Flow
TRACKNUM=11
TRACKNUMBER=11
Vorbis stream 1:
Total data length: 3989049 bytes
Playback length: 3m:44.706s
Average bitrate: 142.018003 kb/s
Logical stream 1 ended

Se pretender-mos algo mais complicado e mais complexo podemos usar a opção –advanced-encode-option, embora para o normal uso chega e sobra o que efectuei acima.

Aqui têm uma tabela do que os diversos números do parâmetro q querem dizer e o que produzem

Para q 5 obtemos algo como -q 5 VBR target (kbit/s) ~160 VBR range (kbit/s) ~160 – ~192 ChannelCoupling point/lossless

Podemos ainda usar a versão optimizada do codec Vorbis a aoTuV, embora eu nunca a use, aqui têm como usá-la em formato pdf e aqui

Agora em relação ao formato que não se deve de usar mas que muitas vezes somos obrigados a isso, o mp3, óbviamente usamos o LAME, que é um codec livre e o melhor que existe para mp3, batendo mesmo o dos criadores do mp3.

O LAME tem centenas de opções, mas geralmente opto pelos preset….

$lame –preset help

o que nos mostra entre outras coisas:

For example:

“–preset fast standard <input file> <output file>”
or “–preset cbr 192 <input file> <output file>”
or “–preset 172 <input file> <output file>”
or “–preset extreme <input file> <output file>”

A few aliases are available for ABR mode:
phone => 16kbps/mono        phon+/lw/mw-eu/sw => 24kbps/mono
mw-us => 40kbps/mono        voice => 56kbps/mono
fm/radio/tape => 112kbps    hifi => 160kbps
cd => 192kbps               studio => 256kbps

Para CBR «Constant Bitrate»

fixed bit rate jstereo 128 kbps encoding:
% lame sample.wav sample.mp3

fixed bit rate jstereo 128 kbps encoding, higher quality: (recommended)
% lame -h sample.wav sample.mp3

Fast encode, low quality (no noise shaping)
% lame -f sample.wav sample.mp3

Para VBR «Variable Bitrate»
Variable Bitrate (VBR): (use -V n to adjust quality/filesize)
% lame -V2 sample.wav sample.mp3

Para não complicar muito, geralmente uso algo como o seguinte se o ficheiro que ripamos estiver em wav, se estiver em FLAC
o mais fácil é mesmo usar o SoundKonverter

$lame –preset extreme imput.wav output.mp3

ogg-vorbis3

E pronto é só isto, pode ser que um dia destes me apeteça complicar um bocadito mais🙂

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4 Respostas

  1. […] DVD’s usando GNU/Linux e ambiente gráfico Publicado em Fevereiro 7, 2009 por ovigia Nestes últimos dias escrevi como fazer backups de CD’s para formatos livres como o Vorbis, mais conhecido por Ogg Vorbis, Ogg é apenas o invólucro onde é colocada a informação do codec […]

  2. […] Para verem como se pode usar o Ogg Vorbis têm aqui como fazê-lo Discover Simple, Private Sharing at Drop.io […]

  3. […] sobre estes temas, aqui, aqui e aqui; Façam um favor a vós próprios e respeitem-se a vós mesmos e usem apenas software […]

  4. […] Dicas/Tips: Backup de CD usando FLAC, Ogg Vorbis e mp3 […]

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