Porque o Software Livre não pode, não deve depender do ms-novell-mono

Há muito que digo isto, mas agora a voz de Richard Stallman fez-se ouvir neste artigo em que ele explica as razões pelas quais o Software Livre não pode depender de tecnologia com problemas de patentes da microsoft.

Embora pelo que eu tenha percebido a Debian é um caso mais relativo porque a enorme quantidade de opções que dá a quem a vai instalar permite que caso não se escolha o GNOME, não tenhamos pacotes do ms-novell-mono(poly) incluidos.

De qualquer forma existe sempre outras possibilidades, removê-los após a instalação, a quando da instalação, optar por não instalar o GNOME, e após a instalação do sistema, instalar o pacote mononono por forma a destruir todas as metástases.

Para não nos esquecer-mos do cancro ms-novell-mono

Obrigado Lusitano pela dica!

Why free software shouldn’t depend on Mono or C# – Free Software Foundation

Debian’s decision to include Mono in the default installation, for the sake of Tomboy which is an application written in C#, leads the community in a risky direction. It is dangerous to depend on C#, so we need to discourage its use.

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4 Respostas

  1. Microsoft começou a elaborar site por ajuste directo
    Portal das obras públicas adjudicado sem concurso

    O Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), organismo público que ficou responsável pela execução do Código dos Contratos Públicos, e pela criação de um portal, onde devem ser publicitados todos os ajustes directos e derrapagens, em nome da transparência e do rigor no uso dos dinheiros públicos, não está a conseguir, neste mesmo portal, dar o melhor exemplo.

    O portal está a ser desenvolvido pela Microsoft, num contrato para o qual não houve concurso público, e onde já há derrapagens.
    Segundo o InCI, a elaboração deste portal – que funciona no endereço http://www.base.gov.pt – foi adjudicada à Microsoft a 27 de Junho de 2008, por ajuste directo, considerando, à data, a urgência de implementação do portal”. Nessa altura, as portarias que regulamentam o portal ainda não tinham sido publicadas e estava-se, então, a um mês e dois dias da entrada em vigor do Código da Contratação Pública.

    Porém, segundo dados a que o PÚBLICO teve acesso, a Microsoft começou a trabalhar no portal antes da adjudicação, numa altura em que o contrato de ajuste directo não tinha sido assinado, já que apenas o foi a 4 de Novembro de 2008. A Microsoft era consultora do Ministério das Obras Públicas e colaborou com a secretaria de Estado na preparação das portarias que vieram regulamentar o Código – e acabou por ver ser-lhe adjudicada a elaboração de um serviço para o qual foi consultora, ao arrepio das recomendações legais. E, apurou o PÚBLICO, se houve atrasos na assinatura do contrato é porque existiram divergências entre a empresa e a direcção do InCI sobre o seu conteúdo.

    Nas respostas enviadas ao PÚBLICO, o InCI explica que o ajuste directo foi feito por 268.800 euros, que o contrato “ainda se encontra em execução” e “prevê uma garantia de seis meses após a sua conclusão para a manutenção correctiva do sistema”. Documentos consultados pelo PÚBLICO demonstram que em Junho foi feita a comunicação da decisão de contratar, mas que a assinatura aconteceria apenas em Novembro, depois de negociações e divergências entre a empresa e a direcção do InCI, que pretendia um típico contrato de concepção/construção: isto é, a Microsoft concebia e executava o portal, pela verba contratada. Não é esse o entendimento da empresa, que já apresentou ao InCI facturas que duplicam o valor do contrato assinado.

    O portal ainda não está todo operacional e já se lhe conheceram algumas soluções de emergência. A soma das facturas que foram sendo apresentadas já significaria uma derrapagem estranha para o valor do contrato. Pelo caminho, foi pública a polémica por causa da impossibilidade de fazer pesquisas e consultas no Portal, apesar do custo irrisório dessa função, ou a necessidade de criar um regime excepcional, por causa dos concursos que iriam ser lançados, por exemplo, pela Parque Escolar. A Microsoft cobrou mais de 20 mil euros para fazer esta alteração.

    Contactada pelo PÚBLICO, fonte oficial da empresa limitou-se a confirmar a adjudicação de um contrato de serviços com o InCI, que o projecto ainda está em curso, e que está disponível uma versão da solução em produção, sem referir qualquer atraso. Mas recusa-se a falar dos detalhes que envolveram o processo de desenvolvimento já que estes pertencem “à esfera privada da relação contratual que estabelecemos com os clientes e que não são do domínio público”.

    Confrontado pelo PÚBLICO, também Ponce de Leão, presidente do InCI na altura destes factos, recusou-se a prestar esclarecimentos. “Não acho que seja a altura, por agora, para me pronunciar sobre essas matérias”, limitou-se a responder. Ponce de Leão foi substituído pelo antigo inspector-geral de Obras Públicas na direcção do InCI há cerca de um mês.
    Fonte http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389168&idCanal=57

  2. Eu não uso o mono, também por uma questão de princípio…

    Mas não acredito que eles peguem no caso do mono/.net/C# e afins para atacar num caso de patentes. Se eles atacarem, perdem muito do que se possa fazer para a plataforma, agora que é usada no iPhone, e nas consolas com o Unity por exemplo. Não lhes interessa fazer isso!

    Além de que a plataforma .net (como um todo) é ligada ao Windows, não é só o Windows.Forms que eles poderiam pegar… Ou até o eventual licenciamento da implementação que deverá ser em “termos não discriminatórios e por valor razoável” (é esta a parte que mete o pessoal todo cheio de “medo”), que é uma expressão muito dúbia. Se eles atacarem, serão os maiores perdedores no processo – não lhes interessa fazer isso.

    A plataforma em si não é má, uso-a todos os dias no meu emprego, mas depende do Windows! Depende das ligações ao SharePoint, aos serviços do Windows, ao GDI+ e ao raio que parta tudo aquilo a que depende.

    Interessa-lhes manter o mono até por causa das campanhas do “get the facts” e dizerem que certas aplicações correm x por cento mais lento em Linux do que em Windows.

    Mas sim, o mono é de evitar – não p’las patentes, mas porque é um “stranger in a strange land”.

    • boas ricardo,

      exactamente, eu tb não o uso por questões como a tua, aliás no artigo do Stallman está tudo lá bem explicadinho.

      tens razão, por enquanto não têm vantagens nisso, limitam-se a destruir a suposta compatibilidade que propagandeiam.
      o problema é mais tarde, caso as empresas comecem a usar o ms-novell-mono e a microsoft se aperceba que não está a ganhar o suficiente, veja-se o caso da FAT, andaram anos até que o mercado dependia do filesystem, depois atacam.

      não é só essa a parte que mete medo, é o historial da microsoft.

      tu na práctica já percebeste o que o RMS quis dizer, deveremos ter a possibilidade de possuir uma ferramenta que permita correr determinado software desenvolvido para a plataforma da microsoft, tipo wine, mas não deveremos desenvolver para ela, exactamente como o wine, quem no seu juizo perfeito vai fazer uma aplicação para correr com wine? para isso tem uma vasta gama de linguagens que permitem de raiz fazer um produto multiplataforma, que raio, têm desde python até c e c++ com qt, para que raio precisam da trampa do ms-novell-mono quando o .net não passa de uma cópia muitas das vezes mal esgalhada do Java que é GPL?

      ab

  3. […] desta vez através do Software Freedom Law Center Posted on Junho 30, 2009 by ovigia A propósito do artigo de RMS sobre os usos do ms-novell-mono, na página do Software Freedom Law Center, encontra-se um […]

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