Ataque à Privacidade: Obama e NSA aumentaram vigilância e retenção de dados dos cidadãos

[update: Artigo sobre o livro de Mark Klein – “Wiring up the Big Brother Machine … and Fighting It.”]

Muito tenho por aqui escrito sobre a invasão da privacidade e o cada vez maior ataque por parte de governos, políticos e associações de empresas e multinacionais de entretenimento como RIAA/MPAA, aos mais básicos direitos do Homem.

Assim de repente vêm logo à cabeça os ataques na França de Sarkozi e sua esposa cantora com a lei Hadopi e ainda o cozinhado internacional que está a ser feito à porta fechada com a cumplicidade de governos e multinacionais, o ACTA.

Agora acabo de ler mais uma prova do total controlo e securitarismo que cada vez vamos sofrendo mais na pele, tratam-se de dois artigos sobre a NSA e a lei FISA que suporta a sua vigilância aos cidadãos dos EUA, e posso acrescentar de todo o mundo, como o Parlamento Europeu provou a quando da investigação do projecto UKUSA, o Echelon.

https://i2.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Echelon.jpg

No artigo mais de cariz politico e de defesa dos direitos dos cidadãos, o escritor James Bamford autor de três dos mais brilhantes livros sobre a NSA, The Puzzle Palace: Inside the National Security Agency, America’s Most Secret Intelligence Organization, Body of Secrets: Anatomy of the Ultra-Secret National Security Agency, The Shadow Factory: The Ultra-Secret NSA from 9/11 to the Eavesdropping on America, traça um panorama do actual estado de coisas nos EUA e de como tem vindo a piorar esta obsessão contra os direitos dos cidadãos e a sua invasão de privacidade por parte das agências governamentais, muito especialmente a NSA após a aprovação no Congresso da recente alteração à lei de 1978, FISA, a qual teve o voto favorável de Obama antes deste se tornar Presidente.

O artigo da InformationWeek releva mais os aspectos técnicos que a NSA está a usar e neste momento a construir por forma a conseguir albergar e tratar a massiva quantidade de informação recolhida em conluio com as telecom dos EUA como é aliás público e notório, uma vez que a ACLU e a EFF têm levado a tribunal estas situações e também em virtude dos whisleblowers/denunciantes, Mark Klein e Thomas M. Tamm.


ATT-NSA whistleblower Mark Klein, and EFF legal director

Segundo o artigo a NSA irá criar uma nuvem computacional (cloud computing), tipo google (fará mesmo uso do file system Hadoop, uma implementação do sistema de processamento paralelo do google MapReduce), por forma a distribuir pelo país diversos data centers por forma a conseguir tratar virtualmente todo o tipo de dados que existem hoje em dia, tirando partido do fabuloso poder computacional da nuvem.
NSA Using Cloud Model For Intelligence Sharing — Government Technology — InformationWeek

The NSA’s decision to use cloud computing technologies wasn’t about cutting costs or seeking innovation for innovation’s sake; rather, cloud computing was seen as a way to enable new scenarios and unprecedented scalability, Garrett said. “The object is to do things that were essentially impossible before,” he said.

Um dos data centers que irão ser construídos será no Utah, terá cerca de 92900m², custando cerca de $1,5mil milhões de dólares e foi desenhado para interceptar desde chamadas telefónicas, e-mail, buscas na rede Internet bem como outro tipo de comunicações interceptadas pela NSA.

Outro já quase pronto é no Texas, a terra do anterior Presidente.

James Bamford levanta no entanto uma importante questão que o fez juntar-se à ACLU «American Civil Liberties Union» por forma a intentar um processo contra a Administração, é que ele como escritor ainda por cima deste tipo de assuntos e da própria NSA, vê-se muitas das vezes na necessidade de comunicar com diversas pessoas do médio oriente, tendo-o levado a pensar se ele não estaria a ser vigiado.

Apesar de terem conseguido uma victória no Tribunal Federal de Distrito, provando que a Administração Bush tinha violado a Lei e a Constituição, perderam no entanto quando o tribunal indicou que eles não poderiam provar que tinham sido vitimas deste sistema de vigilância.

O mais ridiculo é que o tribunal indicou que o governo poderia-se recusar a confirmar ou negar as acusações e os acusadores não poderiam contestar essa tomada de posição do governo ou a sua Constitucionalidade a não ser que provassem que tinham estado a ser monitorizados.
A famosa pescadinha com rabo na boca!

Mas o mais perigoso é a nova revisão da FISA não colocar entraves à NSA nem sequer esta tem de identificar quem está a ser vigiado desde que os alvos se encontrem fora dos EUA, ou seja a NSA é livre de espiar activistas dos direitos humanos ou organizações de Media, mesmo que estas estejam a comunicar com pessoas que se encontram nos EUA.

E para os restantes casos podem sempre recorrer aos amigos do tratado UKUSA, como o Reino Unido onde existem semelhantes leis, ou seja eu não posso espiar dentro das minhas portas, embora o faça na mesma, mas caso necessite tu espias por mim os meus cidadãos que eu espio os teus.

A nota mais importante e interessante que se retira de todo este caso e muito especificamente do recente relatório a este tipo de actividades, é que apesar de toda a massiva quantidade de dados a que a NSA tem acesso, ninguém conseguiu apontar um caso em que toda esta espionagem tenha servido para um único sucesso na chamada luta contra o terrorismo.
The NSA is still listening to you | Salon

Finally, the FAA fails to place any meaningful limitations on the NSA’s retention of phone calls, e-mail and other communications that it collects — necessitating the colossal data storage mausoleums it is now building. The agency need only show that it has “reasonably designed” procedures to minimize information retention, which must give way to the NSA’s need “to obtain, produce, and disseminate foreign intelligence information.” And because “foreign intelligence” is very broadly defined, this allows the NSA to conduct immense data mining operations within those centers.

11 Respostas

  1. A melhor forma de combater o controlo da informação é difundir a informação. Eu envio por e-mail os artigos do meu blog para cerca de 700 pessoas que habitualmente não andam na blogosfera. Dessas 700 pessoas alguma vão ler e vão passar palavra.

    • boas diogo,

      sem dúvida diogo, por isso mesmo estão-se a aprovar tantas leis e tratados com vista a colocar a Rede sob escuta e filtros cada vez maiores.

      tb envio alguma info para as pessoas que conheço, infelizmente a maior parte delas estão mais preocupadas com hi5’s e companhia que com as coisas realmente importantes.

      a verdade é que pelo menos 70% ou mais da população está-se lixando para os ataques à sua privacidade e aos seus direitos, principalmente porque ou acham que eles estão sempre protegidos ou ainda pior, porque nem se quer se dão ao trabalho de saber que direitos têm.

      para te ser franco cada vez estou mais pessimista com a atitude das populações, elas têm sido cada vez mais condicionadas para não pensarem, pior, para não saberem como pensar, essa é que é a realidade.
      o que por aqui vou escrevendo é para me ir mantendo informado do que se passa e para passar a palavra a mais meia duzia de pessoas que tb se preocupam, mas já tirei da ideia a possibilidade das pessoas se revoltarem contra tudo isto.

      ab

      • Esperanca meus caros. A maior parte das pessoas nao se interessa pq ou acha que e tudo teoria da conspiracao ou pq “quem nao deve nao teme”. Claro que a historia prova o contrario como muito bem sabemos. Li um artigo que dizia q muitas pessoas nao se importam com a sua privacidade, um exemplo tipico: olha tens um trojan no pc, e um virus q da acesso as tuas passwords, documentos no computador, webcam etc.. Resposta: “quero la saber”
        Quando isto acontece nao se pode esperar que estas mesmas pessoas se preocupem com o facto de o trafego ser snifado, com o aumento do poder do estado, com o 1984 de orwell.
        Claro que o obama e um fantoche das corporacoes, alias sao as empresas que controlam os paises, claro que no caso americano e mais evidente do que no portugues.
        tambem nao sei qual ser a solucao para a privacidade pq mesmo quem usa as ferramentas e protocolos/algoritmos hoje disponiveis, esses podem ser quebrados com super computadores ( por exemplo o que a NSA tem que n me lembro o nome, mas aquilo quebra tudo o que ha pa quebrar).
        Tambem se pode dar o caso de haver um inside job em algum programa que tenhamos instalado e ai todo o cuidado com as mensagens encriptadas va ao ar ( agora vem o vigia dizer: open source , mas a NSA ate ja ajuda no open source, como é o caso do Selinux no fedora)

      • boas,

        o selinux foi começado pela NSA sem dúvida, mas tem uma enorme vantagem, é que para além de ser usado internamente pela NSA e por isso mesmo ele foi iniciado, para dar mais uma camada de segurança ao gnu/linux, tem a grande vantagem de ser software livre de fonte aberta, ou seja todos temos acesso à receita logo é quase impossivel colocar lá ingredientes que não se tenha conhecimento deles.

        por isso mesmo a comunidade do software livre pegou no projecto e lhe tem dado continuidade, o melhor software de encriptação e segurança é sempre o software livre, tal como o gnupg.

        nestes casos não é necessário tem medo do big brother, é tudo muito transparente, se tudo fosse assim estavamos nós bem.

        cumps

  2. […] de tecnologias em conjunto com outras como as que mencionei noutra entrada sobre as capacidades da NSA e do Echelon, poderão se já não o estão a conseguir, acabar de vez com a privacidade das pessoas, uma vez […]

  3. Entre as várias intervenções dos EUA que os marines participaram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:

    Desde sua criação por ordem do Congresso, em 10 de novembro de 1775, o USMC combateu em todas as guerras importantes que tiveram a participação dos Estados Unidos, assim como nas inúmeras ações intervenções armadas norte-americanas pelo mundo inteiro (Alguns campos de batalhas dos USMC e seus uniformes). Historicamente, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos alcançaram fama em diversas campanhas, como referenciado na primeira linha do Hino do Corpo de Fuzileiros Navais: “Das salas de Montezuma até os litorais de Tripoli”. Vejamos a maior parte delas:

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    Durante a Guerra de 1812, destacamentos navais da Marinha tomaram parte nos grandes duelos de fragata que caracterizaram essa guerra que foi uma das primeiras vitórias americanas no conflito. As contribuições mais significantes dos fuzileiros navais vieram com a Batalha de Bladensburg e a defesa de Nova Orleães. Em Bladensburg, eles seguraram a linha depois que o Exército e milícias se retiraram, e embora eventualmente em menor número, eles infligiram pesadas baixas aos britânicos e atrasaram a marcha deles para Washington. Em Nova Orleães, as marines seguraram o centro da linha de defensiva do General Andrew Jackson. Ao final da guerra, os marines tinham adquirido uma reputação bem merecida como mosqueteiros especialista, especialmente nas ações de navio-para-navio.

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    No início do século XIX, o Primeiro-Tenente Presley O’Bannon liderou um grupo de oito fuzileiros navais e 300 mercenários árabes e europeus na captura de Tripoli.

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    1846 – 1848 – México – Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas. Esta foi a Guerra Mexicano-Americana (1846-1848), onde os fuzileiros navais assaltaram militarmente o Castillo de Chapultepec, na Cidade do México. Os fuzileiros navais então foram colocados em guarda no palácio presidencial mexicano, popularmente chamado “as salas de Montezuma”.

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    1861-1865 – Apesar dos seus valiosos serviços em compromissos no estrangeiro, o Corpo de Fuzileiros Navais teve só um papel secundário na Guerra Civil Americana (1861-1865); a tarefa mais importante deles era de bloqueio. O batalhão de recrutas formou o First Battle of Bull Run (First Manassas) que executou pobremente suas funções, se retirando inclusive com o resto das forças da União. O Congresso Confederado autorizou a formação de um Corpo de Fuzileiros Navais próprio, a ser composto de dez companhias, mas esta organização teve pequeno impacto na guerra.

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    O resto do século XIX foi marcado pelo declínio da força do Corpo de Fuzileiros Navais e por uma introspecção sobre a missão desta força. A transição da Marinha de vela para a Marinha a vapor pôs em dúvida a necessidade de marines em navios. Enquanto isso, os marines serviram como um recurso conveniente para intervenções e desembarques para protegerem vidas americanas e propriedades dos EUA no ultramar. O corpo de fuzileiros navais foi envolvido em mais de 28 intervenções separadas nos 30 anos após o fim da Guerra Civil Americana até o termino do fim do século XIX, incluindo ações na China, Formosa, Japão, Nicarágua, Uruguai, México, Coréia, Panamá, Havaí, Egito, Haiti, Samoa, Argentina, Chile, e Colômbia.

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    1890 – Argentina – Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.

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    1891 – Chile – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

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    1891 – Haiti – Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

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    1893 – Hawaí – Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA.

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    1894 – Nicarágua – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.

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    1894 – 1895 – China – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

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    1894 – 1896 – Coréia – Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

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    1895 – Panamá – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

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    1898 – 1900 – China – Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

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    1898 – 1910 – Filipinas – As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres de Balangica, Samar, Filipinas – 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas -11/15/1913) – 600.000 filipinos mortos.

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    1898 – 1902 – Cuba – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

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    1898 – Presente – Porto Rico – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’.

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    1898 – Guam – Marinha americana desembarca na ilha e mantêm base naval até hoje.

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    1898 – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência mundial.

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    1898 – Nicarágua – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

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    1899 – Samoa – Tropas desembarcam em conseqüência de conflito pela sucessão do trono.

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    1899 – Nicarágua – Tropas desembarcam no porto de Bluefields (2ª vez).

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    1901 – 1914 – Panamá – Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

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    1903 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam e intervem na revolução.

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    1903 – 1904 – República Dominicana – Tropas invadiram para proteger interesses americanos durante a revolução.

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    1904 – 1905 – Coréia – Fuzileiros Navais desembarcaram durante a guerra russo-japonesa.

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    1906 – 1909 – Cuba -Tropas desembarcam durante período de eleições.

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    1907 – Nicarágua – Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado.

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    1907 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.

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    1908 – Panamá – Fuzileiros Navais são enviados durante período de eleições.

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    1910 – Nicarágua – Fuzileiros navais desembarcam pela 3ª vez em Bluefields e Corinto.

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    1911 – Honduras – Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil.

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    1911 – 1941 – China – Marinha e tropas enviadas durante período de repetidos combates.

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    1912 – Cuba – Tropas enviadas para proteger interesses americanos em Havana.

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    1912 – Panamá – Fuzileiros ocupam o país durante eleições.

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    1912 – Honduras – Tropas enviadas para proteger interesses americanos.

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    1912 – 1933 – Nicarágua – Tropas ocupam o país para combater guerrilheiros durante 20 anos de guerra civil.

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    1913 – México – Marinha evacua cidadãos americanos durante a revolução.

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    1913 – México – Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

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    1914 – 1918 – Primeira Guerra Mundial – Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens. Na Primeira Guerra Mundial, fuzileiros navais veteranos de outros conflitos tiveram um papel importante na entrada dos Estados Unidos na guerra, e na Batalha de Belleau Wood, onde os fuzileiros navais lutaram à frente, o Corpo de Fuzileiros Navais ganhou a reputação de “ser o primeiro a lutar”. Esta batalha marca o início da criação da reputação do Corpo de Fuzileiros Navais na história moderna. Sob os gritos de batalha “Recuar nada! Nós acabamos de chegar!” (Retreat hell! We just come here!), dito pelo Capitão Lloyd Williams, e “Vamos lá, seus filhos da p***, vocês querem viver para sempre?” (Come on, you son of bitches, do you want to live forever?), dito por Dan Daly, então um Sargento de Armas, os fuzileiros navais forçaram forças alemãs a recuarem. Segundo dizem, os alemães referiram-se aos fuzileiros navais em batalha como Teufelhunden, literalmente, “Cachorros do Diabo”, cognome que é até os dias atuais usado com orgulho pelo Corpo de Fuzileiros Navais. Porém, não há documento que sugira que um termo deste tipo tenha sido utilizado pelas forças armadas alemãs. O Corpo de Fuzileiros Navais tinha entrado na guerra com 511 oficiais e 13.214 pessoal alistado e, em 11 de novembro de 1918, tinha alcançado uma força de 2.400 oficiais e 70.000 homens.

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    1914 – República Dominicana – Marinha luta contra rebeldes em Santo Domingo.

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    1914 – 1918 – México – Marinha e tropas intervem contra nacionalistas.

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    1915 – 1934 – Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país num virtual protetorado americano, permanecem durante 19 anos.

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    1916 – 1924 – República Dominicana – Os EUA estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, permanecem durante 8 anos.

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    1917 – 1933 – Cuba – Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecem durante 16 anos.

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    1918 – 1922 – Rússia – Marinha e tropas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques.

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    1919 – Honduras – Fuzileiros desembarcam durante eleições.

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    1918 – Iugoslávia – Tropas intervem ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

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    1920 – Guatemala – Tropas ocupam o país durante greve operária.

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    1922 – Turquia – Tropas combatem nacionalistas em Smirna.

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    1922 – 1927 – China – Marinha e Exército deslocados durante revolta nacionalista.

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    1924 – 1925 – Honduras – Tropas desembarcam duas vezes durante eleição nacional.

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    1925 – Panamá – Tropas enviadas para debelar greve geral.

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    1927 – 1934 – China – Mil fuzileiros desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante 7 anos.

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    1932 – El Salvador – Navios de Guerra deslocados durante revolta FMLN comandadas por Marti. Esta e outras na América Central ações ficaram conhecidas como Banana Wars (Guerras da Banana), e a experiência adquirida pelo Corpo de Fuzileiros Navais em operações contra guerrilhas e revoltas populares, deu origem a um manual, conhecido como Small Wars Manual (Manual de Pequenas Guerras).

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    1939 – 1945 – Segunda Guerra Mundial – Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941, depois do ataque à base de Pearl Harbor. As perdas americanas chegaram a 300 mil homens. Na Segunda Guerra Mundial, o Corpo de Fuzileiros Navais possuiu um papel central e importante no palco do Pacífico, onde este ramo das forças armadas americanas foi expandido de duas brigadas para dois corpos, com seis divisões e cinco asas aéreas com 132 esquadrões. O Corpo de Fuzileiros Navais lutou contra forças do exército imperial japonês nas batalhas de Guadalcanal, Tarawa, Iwo Jima e Okinawa. Um sistema de comunicações eficiente e secreto, graças ao programa de código de fala Navajo, foi uma das principais causas do sucesso do Corpo de Fuzileiros Navais na Segunda Guerra Mundial.

    Durante a Batalha de Iwo Jima, a fotografia Raising the Flag on Iwo Jima tornou-se famosa mundialmente. Esta fotografia mostra cinco fuzileiros navais e um marinheiro das forças armadas americanas içando a bandeira americana no Monte Suribachi.

    O Corpo de Fuzileiros Navais se expandiu de duas brigadas para dois Corpo com seis Divisões, e cinco Alas Aéreas com 132 esquadrões. Além de 20 Batalhões de Defesa e um Batalhão de Pára-quedistas, somando aproximadamente 485.000 marines. Aproximadamente 87.000 marines foram mortos ou feridos durante a Segunda Guerra Mundial e 82 deles receberam a Medalha de Honra.

    Os atos dos fuzileiros navais foram adicionados à sua população já significante, e o Memorial de Guerra do Corpo de Fuzileiros Navais foi criado em 1954, no Condado de Arlington, Virgínia.

    Marine hasteando a bandeira dos EUA no monte Suribachi

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    1946 – Irã – Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

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    1946 – Iugoslávia – Presença da marinha na zona costeira em resposta à aeronave americana abatida.

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    1947 – 1949 – Grécia – Operação de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições”.

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    1947 – Venezuela – Em um acordo com os militares nativos, os EUA derrubam o presidente Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado.

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    1948 – 1949 – China – Fuzileiros apóiam a evacuação de cidadãos americanos antes da vitória comunista.

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    1950 – Porto Rico – Comandos militares ajudam a esmagar rebelião de independência em Ponce.

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    1951 – 1953 – Coréia – Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas, através das Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-ocidente ao sul. Os EUA perderam 33 mil homens.

    Durante a Guerra da Coréia, o Corpo de Fuzileiros Navais atuou no desembarque e da invasão de Inchon, e, juntamente com o exército americano, os fuzileiros navais avançaram em direção ao norte. À medida em que as forças americanas aproximaram-se do Rio Yalu, a República Popular da China, temendo uma invasão do país por parte das forças americanas, enviou forças contra as forças americanas dentro da Coréia.

    Durante a Batalha do Reservatório de Chosin, a Primeira Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais, em grande desvantagem numérica, mas muito mais bem equipados e treinados, lutaram contra forças chinesas. Recuperando equipamentos deixados pelo exército americano, que debandaram em uma recuada não organizada, os fuzileiros navais reagruparam, e assaltaram os chineses, causando pesadas baixas entre as forças chinesas durante a luta da recuada americana em direção ao litoral.

    Este conflito viu o Corpo de Fuzileiros Navais se expandir de 75.000 marines regulares para uma força, ao final do conflito em 1953, de 261.000 marines, a maioria reservistas. Foram mortos ou feridos 30.544 marines e foram condecorados 42 com a Medalha de Honra.

    Marines em operação na Guerra da Coréia

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    1954 – Guatemala – Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam Arbenz, democraticamente eleito, e impõem o coronel Armas no governo. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

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    1956 – Egito – Nasser nacionaliza o canal de Suez. Durante os combates no Canal, a Sexta Frota dos EUA evacua 2.500 americanos que viviam na região e obriga a coalizão franco-israelense-britânica a retirar-se do canal.

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    1958 – Líbano – Marinha apóia exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

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    1958 – Panamá – Tropas contem manifestantes nacionalistas.

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    1961 – 1975 – Vietnã. Aliados aos sul-vietnamitas, os americanos tentam impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente, participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, após ataques norte-vietnamitas ao destróier americano Maddox, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldaram a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilha. O Corpo de Fuzileiros Navais também possuiu um importante papel durante a Guerra do Vietnã, em batalhas como Da Nang, Hué e Khe Sahn. Fuzileiros navais estiveram entre as primeiras tropas a serem enviadas ao Vietnã, bem como foram os últimos a deixarem o país durante a evacuação da embaixada americana em Saigon. Ao termino do conflito, o mais longo que os marines participaram, morreram 13.091 fuzileiros navais em ação e 51.392 foram feridos, e 57 condecorados co a Medalhas de Honra.

    Marines atacando uma posição inimiga em Khe Sanh.

    Marines atacando uma posição inimiga com baionetas em Khe Sanh.

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    1962 – Laos – Militares ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

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    1964 – Panamá – Militares americanos mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira estrelada pela bandeira de seu país.

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    1965 – 1966 – República Dominicana – Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas desembarcam em São Domingo para impedir a escalada comunista. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

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    1966 – 1967 – Guatemala – Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento rebelde.

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    1969 – 1975 – Camboja – Militares enviados depois que a Guerra do Vietnã se expandiu ao Camboja.

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    1971 – 1975 – Laos – EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando a região rural do país.

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    1975 – Camboja – 28 marines mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro Mayaquez .

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    1980 – Irã – Na inauguração do terrorismo de estado desenhado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.

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    1982 – 1984 – Líbano – Os Estados Unidos se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo foi um ato de terror, quando um carro bomba matou 241 fuzileiros navais.

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    1983 – 1984 – Granada – Após um bloqueio econômico de 4 anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

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    1983 – 1989 – Honduras – Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira.

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    1986 – Bolívia – Exército americano auxilia tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

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    1989 – Ilhas Virgens – Tropas americanas desembarcam durante revolta popular.

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    1989 – Panamá – Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, um antigo aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos. Marines evacuam civis.

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    1990 – Libéria – A 22ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais conduziu a Operação Navalha Afiada, uma operação de evacuação na cidade de Monróvia, Libéria. A Libéria então passava por um período de guerra civil, e cidadãos americanos e de outros países na Libéria não podiam deixar o país através de métodos convencionais. A Operação Navalha Afiada terminou em sucesso, e apenas uma única equipe de reconhecimento soffreu fogo. Nenhum lado sofreu baixas, e os fuzileiros navais recuaram centenas de civis em algumas horas para navios da marinha americana esperando próximos à costa.

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    1990 – 1991 – Iraque – Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, a OTAN e os Estados Unidos decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

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    1990 – 1991 – Arábia Saudita – Tropas americanas destacadas para a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

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    1992 – 1994 – Somália – Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, foram à Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota.

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    1993 – Iraque -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

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    1994 – 1999 – Haiti – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti para devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe. Além de restaurar a democracia e promover a paz, a operação visava evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos em busca de refúgio nos Estados Unidos.

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    Em 1995, fuzileiros navais americanos efetuaram uma missão bem sucedida de C-SAR na Bósnia, resgatando o Capitão Scott O’Grady, um piloto da Força Aérea americana, em uma missão também chamada de TRAP (Tactical Recovery of Aircraft and Personnel, Recuperação Tática de Aeronaves e Pessoal).

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    1996 – 1997 – Zaire(Congo) – Fuzileiros Navais enviados à área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa iniciou.

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    1997 – Libéria – Tropas evacuam estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

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    1997 – Albânia – Tropas evacuam estrangeiros.

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    2000 – Colômbia – Marines e “assessores especiais” dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico – fusarium axyporum (o “gás verde”).

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    2001 – Afeganistão – Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Começa a caçada ao terror com a invasão do Afeganistão. A 15ª Unidade Expedicionária Marinha e 26ª Unidade Expedicionária foram as primeiras forças convencionais a entrar no Afeganistão durante a Operação Enduring Freedom em novembro de 2001. Desde então batalhões e esquadrõesdos marines têm operador neste país contra forças do Taliban e da Al- Queda.

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    2003 – Iraque – Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Iraqi Freedom” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. O 1° MEF junto com a 3ª Divisão de Infantaria do Exército encabeçou a 2003 invasão de Iraque. Mas recentemente o Corpo de Fuzileiros Navais foram os responsáveis pela realização de ambos os assaltos americanos contra Fallujah, em abril e novembro de 2004.

    As experiências assim adquiridas associaram-se para dar origem a uma força de assalto anfíbia, cuja manutenção é a razão de ser atual dos fuzileiros americanos. Ademais, a evolução das suas unidades de aviação dotou o USMC de sua própria força aérea. Essa capacitação global também permite ao USMC considerar-se uma singular força terra-ar de armas combinadas, com uma competência especial em operações de guerra anfíbia.

    Os Marines podem projetar a sua força de intervenção das mais variadas maneiras.

    Organização – Forças Tarefa ar-terra

    O Corpo de Fuzileiros Navais possui elementos militares terrestres e aéreos, e depende da Marinha americana para o fornecimento de elementos de combate naval para realizar sua missão como a “Força 9-1-1 dos Estados Unidos da América”. A organização do Corpo de Fuzileiros Navais é flexível, e forças tarefa podem ser formadas a qualquer momento, e podem possui qualquer tamanho. Atualmente, divisões modernas do Corpo de Fuzileiros Navais são baseadas primariamente na doutrina da força tarefa ar-terra (Marine air-ground task force, ou MAGTF). Uma força tarefa ar-terra pode possuir qualquer tamanho, tamanho que é baseado na quantidade de força necessária em uma dada situação. Porém, todas as forças tarefa ar-terra são organizadas similarmente entre si.

    Uma força tarefa ar-terra possui quatro elementos: o Elemento de Comando (Command Element, CE), o Elemento de Combate Terrestre (Ground Combat Element, CGE), o Elemento de Combate Aéreo (air combat element, ACE) e o Elemento de Serviço e Suporte de Combate (Combat Service Support Element, CSSE).

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    Elemento de Combate – uma unidade quartel-general que comanda os outros elementos.
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    Elemento de Combate Terrestre – geralmente, infantaria suportado por blindados, artilharia, forças de reconhecimento e controladores aéreos.
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    Elemento de combate aéreo – inclui qualquer aeronave, seus pilotos e o pessoal de manutenção, bem como as unidades necessárias para o comando e o controle da aviação.
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    Elemento de Serviço e Suporte de Combate – inclui todas as unidades de suporte de uma dada força de tarefa ar-terra: comunicações, engenheiros, médicos e enfermeiros, e unidades de logística, mas certos grupos especializados como equipes de entrega aérea e de suporte de desembarque.

    O menor tipo de força tarefa ar-terra é a Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (Marine Expeditionary Unit, ou MEU). A Unidade Expedicinária está treinada para operar como uma força independente ou como parte de uma força de tarefa conjunta. Os quatro elementos que compõem uma Unidade Expedicionária estão organizados da seguinte forma:

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    O Elemento de Combate é o quartel-general para uma dada Unidade Expedicionária, e é geralmente liderada por um Coronel (O-6).
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    O Elemento de Combate Terrestre é a Equipe-Batalhão de Desembarque, e é um batalhão de infantaria reforçado com tanques, artilharia, veículos anfíbios, engenheiros, e outros veículos de combate.
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    O Elemento de Combate Terrestre é composta por um esquadrão de aviões e helicópteros.
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    O Elemento de Serviço e Suporte de Combate é o Grupo de Serviço e Suporte da Unidade Expedicionária, que está encarregada de administrar as logísitcas da Força Expedicionária.

    A composição de uma Unidade Expedicionária depende da tarefa a ser realizada, dependendo desta tarefa, unidades adicionais de artilharia, tanques e aviões podem ser adicionados, incluindo esquadrões de F/A-18 Hornets e AV-8 Harriers.

    Existem geralmente três Unidades Expedicionárias assinaladas a cada uma das Frotas da Marinha Americana do Pacífico e do Atlântico, com outra Unidade Expedicionária em Okinawa. A 1ª MEU está sediada em Camp Pendlenton, Califórnia, a 2ª MEU está sediada em Camp LeJeune, Carolina do Norte, e a 3ª MEU está baseada em Okinawa, Japão. Os MEUs, por sua vez, estão divididos em Divisões do Corpo de Fuzileiros Navais (Marine Divisions, abreviação oficial é MARDIVS), e em Forças e Grupos de Serviço e Suporte (Force Service Support Groups, abreviação oficial é FSSG).

    As sete MEU (SOC)

    Enquanto uma Unidade Expedicionária está em missão, outra Unidade está em treinamento, pronto para realizar esta dada missão, e uma terceira está em descanso e remanejamento. Cada Unidade Expedicionária é avaliada pelo Corpo de Fuzileiros Navais, em relação à capacidade de realizar operações especiais.

    Os marines com seus mais de 180 mil homens tem a sua força operacional dividida em 12 ARG (Anfíbios Ready Group). Cada um tem 3 navios anfíbios(LHD/LHA, LSD e um LPD) e compreende um batalhão reforçado com 1.800 marines e aviação. Juntos com 7 unidades MEU(SOC) eles formam 2,5 MEB (Marine Expeditionary Brigade). A equipe ARG/MEU tem navios pré-posiconados de apoio dedicados para cada ARG na sua área de atuação. São navios de carga múltiplas capazes de apoiar 17.300 USMC por 30 dias.

    A qualquer momento existem 3 ARGs em operação ao redor do mundo. O preparo para cruzeiro leva 6 meses. São necessário 3 MEU para manter 1 em deslocamento o tempo todo. Um ciclo dura 15 meses com os meses com 1-3 meses para treino, descanso e reparo, 4-9 meses para qualificação com as unidades atuando em conjunto e 10-15 meses em deslocamento.

    Durante a Guerra Fria eles responderam a uma média de 3-4 crises por ano. Após a Guerra do Golfo foram 20 crises em 3 anos. Em 1991, 18.000 Marines foram deslocados para a costa do Kuwait. A sua presença forçou 7-11 divisões iraquianas a se deslocarem e esperarem para uma invasão que nunca aconteceu. Antes do assalto por terra, os Marines desembarcaram na Arábia Saudita e avançaram por terra até o Kuwait.

    Uma Brigada Expedicionária de Fuzileiros Navais (Marine Expeditionary Brigade, ou MEB) é maior do que uma Unidade Expedicionária, e possui contigentes aéreos e de suporte maiores.

    Uma Força Expedicionária de Fuzileiros Navais (Marine Expeditionary Force, ou MEF) é composta por uma divisão de fuzileiros navais juntamente com um regimento de artilharia, diversões batalhões de tanques e uma asa. A 1a Força Expedicionária de Fuzileiros Navais, criada em 8 de novembro de 1969, que foi enviado ao Iraque em 1991, durante a Guerra do Golfo, e também ao Iraque mais recentemente, em 2003, consiste em duas divisões de fuzileiros navais mais uma força considerável de unidades aéreas e de unidades de suporte.

    Uma divisão com 17.000 homens é cerca de 20% mais numerosa do que qual quer divisão do exército. A estrutura básica de cada divisão segue essencialmente o modelo tradicional ternário: três regimentos de infantaria, cada um com três batalhões. O novo batalhão de infantaria, entretanto, é menor que o anterior, com uma companhia de comando, outra de apoio e três de fuzileiros, estas últimas 20% menores que suas predecessoras. Cada divisão do USMC tem um regimento de artilharia, um batalhão de carros de combate (Abrams M-1), um batalhão anfíbio blindado e um de assalto de blindados leves, equipado com os novos veículos de blindagens leves, (LAV), bem como outras unidades de apoio.

    A Ala Aérea padrão dos fuzileiros é formada por 18 a 21 esquadrões com um total de 286 a 315 aeronaves, caças de ataque (F/A-18) passando por aeronaves de ataque médio (AV-8 Harrier) e por um esquadrão de aviões-tanque (combustível) e de transporte (KC-130), bem como por os esquadrões de helicópteros de ataque e transporte (AH-1, CH-53, CH-46, UH-1), sem contar os de guerra eletrônica, de observação e reconhecimento. Os elementos aéreos são agrupados em três Alas Aéreas (e uma de reserva), Marine Aircraft Wings (MAWs). Veja Aviação dos USMC.

    Composição de forças

    Infantaria:

    Time de ataque: Quatro fuzileiros
    Esquadrão: Três times de ataque e um sargento ou um cabo como um líder de esquadrão.
    Pelotão
    Pelotão de armas.
    Pelotão de rifle.
    Companhia
    Companhia de Armas
    Companhia quartel-general e suporte
    Batalhão: Três ou quatro companhias, liderado por um Tenente-Coronel.
    Regimento: Três ou quatro batalhões, liderado por um Coronel.
    Brigada: Pouco comum no Corpo de Fuzileiros Navais, tipicamente composta por um ou mais regimentos e comandado por um Brigadeiro General.
    Divisão: Três ou quatro regimentos, liderados por um Major-General.
    Batalhões e unidades maiores possuem um Sargento-Major e um oficial executivo como segundo em comando, mais oficiais e outros para: Administração (S-1), Inteligência (S-2), Operações (S-3), Logística (S-4), Relações civis [apenas em tempos de guerra] (S-5) e Comunicações (S-6).

    Atualmente, o Corpo de Fuzileiros Navais possui quatro divisões:
    A 1a Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Pendlenton, Oceanside, Califórnia.

    A 2a Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Lejeune, Jacksonville, Carolina do Norte.

    A 3a Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Smedley Butler, Okinawa, Japão.

    A 4a Divisão do Corpo de Fuzileiros Navais, uma divisão de reserva, está localizada em New Orleans, Louisiana, cujas unidades estão dispersas por todo país.

    Durante a Segunda Guerra Mundial, mais duas Divisões foram criadas: a 5a Divisão e a 6a Divisão, que lutaram no Guerra do Pacífico. Estas divisões foram desmanteladas após o fim da guerra.

    Ala Aérea:

    Unidades típicas de aviação são Esquadrão, Grupo e Ala. O Corpo de Fuzileiros Navais possui quatro Alas:

    A 1a Ala Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada na Base Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais Cherry Point, Haverlock, Carolina do Norte.

    A 2a Ala Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada na Base Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais Miramar, em San Diego, Califórnia.

    A 3a Ala Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Smedley Butler, Okinawa, Japão.

    A 4a Ala Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais, é um grupo de reserva.

    Existem também 4 Força de Suporte e Serviço:
    A 1a Força de Serviço e Suporte do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Pendlenton, Oceanside, Califórnia.

    A 2a Força de Serviço e Suporte do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Lejeune, Jacksonville, Carolina do Norte.

    A 3a Força de Serviço e Suporte do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em Camp Smedley Butler, Okinawa, Japão.

    A 4a Força de Serviço e Suporte do Corpo de Fuzileiros Navais está localizada em New Orleans, Louisiana.

    O Corpo de Fuzileiros Navais americano também possui uma força tática especial, a Força de Reconhecimento do Corpo de Fuzileiros Navais – os Marines Recon, Esta força tática especial consiste em grupos de fuzileiros navais especialmente treinados em táticas de reconhecimento e cobertura, e seu objetivo é o de patrulhar o inimigo e reportar o que acharem.

    Táticas

    As táticas e as doutrinas do Corpo de Fuzileiros Navais tentem a dar ênfase na agrevissidade e no ataque, comparado à táticas empregadas pelo exército americano para unidades similares. O Corpo de Fuzileiros Navais é creditado com o desenvolvimento de diversas manobras de guerra, como a utilização de helicópteros no campo de batalha e em operações anfíbias modernas.

    O Corpo de Fuzileiros Navais também mantém uma cultura de operação e treinamento onde ênfase é dado para as habilidades de combate de cada fuzileiro naval. Todos os fuzileiros navais recebem primeiramente treinamento básico de infantaria, e por isto, a função básica do Corpo de Fuzileiros Navais é o de um corpo de infantaria.

    Apesar disto, o Corpo de Fuzileiros Navais não cobre necessariamente objetivos únicos de combate. Isto acontece, porém, somente quando o exército, a marinha e a força aérea americana estão a cobrir juntas uma dada área onde o Corpo de Fuzileiros Navais está também a cobrir. Como uma força de combate, os fuzileiros navais usam constantemente todos os elementos essenciais de combate – ar, terra e mar – juntas. Enquanto que a criação de comandos conjuntos, no Ato de Goldwater-Nichols, têm melhorado serviço de coordenação entre as três maiores divisões da força armada americana – Exército, Marinha e Força Aérea – a habilidade do Corpo de Fuzileiros Navais em manter forças multielementos integradas sob a tutela de um único comando dá ao Corpo de Fuzileiros Navais uma habilidade especial, o de flexibilidade e a responder requerimentos de urgência.

    Reputação

    O Corpo de Fuzileiros Navais possui uma reputação de ser uma força eficiente e agressiva de combate, e os fuzileiros navais orgulham-se de sua altitude entusiasta, e possuem um forte acreditar em sua corrente de comando e da importância de “espírito de corpo”, um espírito de entusiasmo e orgulho em si mesmos e no Corpo de Fuzileiros Navais. O Corpo de Fuzileiros Navais é visto popularmente como famoso e infame entre os inimigos que os fuzileiros navais lutam, e exemplos deste efeito são imediatamente publicados pelo Corpo de Fuzileiros Navais e seus apoiadores. Durante a Guerra do Golfo, após as forças iraquianas terem sofrido pesadas baixas durante a primeira batalha da guerra, o General do Exército americano Norman Schwarzkopf usou uma demonstração pública de um fuzileiro naval desembarcando em Kuwait e o porto de Umm Qasr para forçar a retirada das forças iraquianas do Kuwait, enquanto o Exército americano executava uma invasão do Oeste.

    Também acredita-se que iraquianos, durante a Guerra do Golfo e da Invasão do Iraque, em 2003, tomaram nota especial dos helicópteros Cobra do Corpo de Fuzileiros Navais, bem como do uniforme distintivo de combate dos fuzileiros navais. O Corpo de Fuzileiros Navais passou a aproveitar-se desta vantagem psicológica, através da criação de um novo uniforme militar que torna mais fácil a diferenciação dos fuzileiros navais de outros soldados atuando em outros ramos das forças armadas americanas.

    O Corpo de Fuzileiros Navais também recentemente iniciou o “Programa de Artes Marciais do Corpo de Fuzileiros Navais”, uma idéia baseada dos fuzileiros navais sediados na Coréia do Sul, que treinam em artes marciais. Ao longo da Guerra do Vietnã, rumores existiam que todos os fuzileiros navais da Coréia do Sul eram faixa pretas. Espera-se que ao longo do século XXI missões de paz em áreas urbanas tornar-se-ão cada vez mais comuns, o que fará com que fuzileiros navais aproximem-se cada vez mais de civis não-armados. Acredita-se que os fuzileiros navais irão beneficiar-se de opções não-letais para o controle de indivíduos hostis não armados.
    Principais bases do USMC

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    Quartéis-generais 8th & I, Washington, DC
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    Base Aérea de Combate Aéreo Twentynine Palms, Califórnia
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    Estação Aérea Beaufort, Carolina do Sul
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    Estação Aérea Cherry Point, Carolina do Norte
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    Estação Aérea Futenma, Japão
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    Estação Aérea Iwakuni, Japão
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    Estação Aérea Miramar, Califórnia
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    Estação Aérea New Rive Carolina do Norte
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    Estação Aérea Yuma, Arizona
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    Base Terrestre Camp Butler, Japão
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    Base Terrestre Camp Lejeune, Carolina do Norte
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    Base Terrestre Camp Pendleton, Carolina do Sul
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    Base Terrestre Hawaii, Havaí
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    Base Terrestre Quantico, Virgínia
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    Base de Logística Albany, Geórgia
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    Base de Logística Barstow, Califórnia
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    Base de Recrutas Parris Island, Carolina do Sul
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    Base de Recrutas San Diego, Califórnia
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    Base Le Monier, Djibouti

    Armas e equipamentos

    A característica particular, que domina a doutrina tática dos fuzileiros norte-americanos, está na ênfase sobre o princípio de ação ofensiva, aplicada a todos os aspectos de suas atividades. Essa índole tem efeito fundamental no modo como o USMC é equipado. Os fuzis M-16A2 é o armamento básico de infantaria, enquanto cada grupo de combate (constituído de 13 homens) possui um fuzil automático M249 de 5,56 mm, arma automática de esquadra (SAW), para a equipe de atiradores.

    A companhia de apoio tem também um pelotão de metralhadora pesada com oito equipes de atiradores, cada uma delas tripulando um veículo equipado com uma HMG de 12,7 mm (.50) e a “metralhadora” (na verdade, um lançador de granadas) Mk 19 de 40mm. morteiro de 81 mm.

    A artilharia conta com M198 de 155 mm. A aviação do USMC é equipada com caças F-18 e AV-8B e helicópteros do tipo CH-53, CH-46, UH-1 e AH-1W de ataque. Os USMC contam também com os modernos tanques M-1 Abrams.

    A arma básica da infantaria dos marines é o fuzil de assalto M-16A4. Os marines também usam a carabina M4 derivada do M-16. O fogo de supressão é dado pelas metralhadoras M249 SAW com as equipes de fogo e M240G com as Companhias. O fogo indireto é provido pelos lançadores de granadas M203, nas equipes de fogo, morteiros M224 (60mm) nas Companhias e morteiros M252 (81mm) nos batalhões. A metralhadora pesada de .50 e o lançador automático de granadas MK19 (40mm), podem ser usados pela infantaria a pé como montados em veículos. O fogo de precisão é provido por atiradores de elite armados com fuzis M14 e M40A3.

    Os marines utilizam uma variedade de foguetes e mísseis para prover a infantaria de capacidade ofensiva e defensiva antitanque. Os mísseis não-guiados SMAW e AT4, podem ser usados contra veículos blindados e para fixar posições (ex. bunkers), em um raio de 500 metros. Os mísseis guiados são o Predator SRAW, FGM-148 Javelin e BGM-71 TOW. Todos três podem, pelo seu poder de fogo, serem usados em ataques frontais contra vários blindados. O Predator é uma arma atire-e-esqueça de curto alcance; o Javelin e o TOW são mísseis pesados com alcance efetivo de 2.000 metros, dando a infantaria uma grande capacidade ofensiva contra blindados..

    O USMC opera vários High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle (HMMWV) e tanques M1 Abrams como os do Exército americano. Os LAV-25 são dedicados ao transporte armado de pessoal to providenciar mobilidade tática. Já a sua capacidade de transporte de assalto anfíbio é dada pelo AAV-7A1.

    O canhão M198 de 155mm está sendo substituído pelo M777 (155mm) desde 2005. A partir deste ano a capacidade da artilharia do USMC se expandiu com a incorporação do High Mobility Artillery rocket system (HIMARS), sistema autopropulsado de lançamento de foguetes.

    A capacidade da aviação orgânica é essencial para as missões dos marines. Os fuzileiros navais operam aeronaves de asas fixas e rotativas, para proverem transporte e apoio aéreo aproximado. Os esquadrões de helicópteros leves usam os AH-1S Super Cobra para ataque e os UH-1N Hueys para transporte leve. Os esquadrões de helicópteros médios operam os CH-46 Sea Knight e os CH-53D Sea Stallion. Esses aeronaves serão substituídas pelo V-22 Osprey, com maior capacidade de alcance e velocidade. O transporte pesado é provido pelos CH-53E Super Stallion.

    Os aviões de ataque dos marines são os AV-8 Harrier II e as versões de um e dois lugares do F/A-18 Hornet. Os AV-8 Harrier II são aeronaves STOL e podem operar de navios de assalto anfíbio. Os F/A-18 Horne podem operar em aeródromos ou de porta-aviões. Essas aeronaves serão substituídas pelo F-35B.

    Os marines também operam aeronaves de guerra eletrônica e abastecimento aéreo como o EA-6B Prowler e o KC-130 Hercules. O KC-130 também pode servir como aeronave de transporte tático. O Prowler é a única aeronave de guerra eletrônica no inventário dos EUA, e por isso é usado para apoiar muitas outras missões, que não são necessariamente dos marines. Os fuzileiros navais também operam o RQ-2 Pioneer, um UAV, para reconhecimento tático.

    LAV-25 Piranha.

    UH-1W SuperCobra.

    Seleção e treinamento

    A dureza do tratamento dado aos recrutas dos marines pelos sargentos é mundialmente conhecida.Todo os membros dos USMC são voluntários e se alistam diretamente no Corpo de Fuzileiros. Os recrutas vão para uma das bases de treinamento, em San Diego, Califórnia ou em Parris Island, Carolina do Sul, onde se submetem às famosas onze semanas de intensivo treinamento, conhecidas como “BootCamp”. Fuzileiras precisam treinar em Parris Island, mas fuzileiros podem treinar em qualquer uma das bases. O Rio Mississipi serve como uma linha divisória que delimita o local onde um dado recruta do sexo masculino será treinado (a leste, em Parris Island, e a oeste, em San Diego), com certas exceções existentes. Recrutas realizam treinamento militar ou na Base de Recrutas San Diego, em San Diogo,Califórnia, ou na Base de Recrutas Parris Island, nas imediações de Beaufort, Carolina do Sul.

    Durante o “BootCamp” os recrutas praticam tiro ao alvo, aprendem a lutar sem armas e a trabalhar em equipe. O treinamento dos marines é o mais duro dentro das forças armados dos EUA, superando apenas pelo treinamento das Forças Especiais.

    Passado este período, eles enfrentam um teste rigoroso de 54 horas, que os levam ao limite a resistência física e psicológica. Uma vez aprovado, o recruta já se torna um fuzileiro naval, mas continua em treinamento.

    É hora de aprender a reagir em caso de ataques químicos, nucleares e biológicos, a fazer sinais com as mãos, planejar as táticas do esquadrão e descer de helicópteros no ar, entre outras manobras.

    Os recrutas então atendem a Escola de Infantaria do Corpo de Fuzileiros Navais, em Camp Lejeune ou Camp Pendleton, geralmente dependendo de onde o fuzileiro havia feito seu treinamento militar inicial. Fuzileiros navais de infantaria iniciam seu treinamento de especiaidade ocupacional militar imediatamente com o Batalhão de Treinamento de Infantaria, enquanto que todos os outros fuzileiros navais treinam com o Batalhão de Treinamento em Combate, antes de procederem, para suas escolas de treinamento de especialidade ocupacional militar.

    Em 1977, a escola em Camp Lejeune expandiu seu programa Batalhão de Treinamento em Combate, para integrar fuzileiras navais. O Batalhão de Treinamento em Combate é um programa de treinamento básico para todos os fuzileiros navais, e é um elemento da filosofia de que “Todo fuzileiro naval é um soldado”.

    Apesar de sua amplitude, os Fuzileiros Navais não têm academia de oficiais própria. O treinamento para oficiais comissionados é realizado através do Navy Reserve Officers Training Corps”, (Corpo de Treinamento de Oficiais de Reserva da Marinha, abreviação oficial é NROTC), do “Officer Candidate School” (Escola para Candidatos a Oficial”, abreviação oficial é OCS) ou a Academia Naval dos EUA, em Anápolis. Após isto, todos os oficiais gastam cerca de seis meses – independente da organização escolhida para o recebimento do treinamento básico, ou da presença de maior experiência e treinamento – na “Escola Básica” da Base Quântico, na Virgínia. A Escola Básica serve para o treinamento de novos Segundos-Tenentes aprendendo a arte da infantaria e de táticas de guerra, e é um exemplo do ditado do Corpo de Fuzileiros, de que “Todo fuzileiro naval é um soldado primeiramente.”

    O salário inicial do marines é US$ 1.022,70 por mês. Além disso, eles têm moradia gratuita em suas bases e férias de um mês por ano.Depois de três anos, eles têm direito a até US$ 28 mil para custear despesas com educação. Os fuzileiros navais se aposentam ao completar 20 anos de serviço.

    Postos e Graduações

    Esta lista está organizada em ordem ascendente. Entre parênteses, a abreviação oficial.

    Alistados:

    *

    E-1, Recruta, (Pvt)
    *

    E-2, Recruta Primeira Classe (PFC)
    *

    E-3, Corporal-Lança (LCpl)

    *

    Oficiais não-comissionados (NCOs):
    o

    E-4, Corporal (Cpl)
    o

    E-5, Sargento (Sgt)
    *

    Equipe não comissionada (SNCOs):
    o

    E-6, Sargento Staff (SSgt)
    o

    E-7, Sargento de Armas (GySgt)
    o

    E-8
    +

    Sargento-Mor (MSgt)
    +

    Primeiro-Sargento (1stSgt)
    o

    E-9
    +

    Sargento-Mor de Armas (MGySgt)
    +

    Sargento-Major (SgtMaj)
    +

    Sargento-Major do Corpo de Fuzileiros Navais (SgtMajMC)

    NOTA 1: Os níveis E-8 e E-9 possuem possui cada uma duas posições, cada uma com diferentes salários e responsabilidades. Sargentos de Armas indicam em seus estudos anuais, chamados de “estudos de aptidão”, seu caminho preferido a ser traçado: Sargento-Mor ou Primeiro-Sargento. As posições de Primeiro-Sargento e de Sargento-Mor são voltadas para comando, com fuzileros navais destas posições atuando como fuzileiros navais veteranos, encarregados de ajudar o oficial em comando com a disciplina, administração e moral da unidade militar. O Sargento-Mor e o Sargento-Mor de Armas providenciam liderança técnica como especialistas ocupacionais em sua especialidade ocupacional militar (MOS). Primeiros-Sargentos tipicamente atuam como os fuzileiros navais de maior experiência em uma companhia ou outra unidade militar de tamanho similar, enquanto que Sargentos-Major possuem o mesmo papel, só que em unidades militares maiores, tais como batalhões ou esquadrões.

    NOTA 2: O Sargento-Major do Corpo de Fuzileiros Navais é o fuzileiro naval de maior experiência em todo o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América, e é pessoalmente escolhido pelo Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais.

    Algumas das posições possuem cognomes muito usados, embora eles não sejam oficiais, e sejam tecnicamente impróprios. Por exemplo, um Sargento-Mor é comumente chamado de “Top”. Um Sargento-de-Armas é comumente chamado de “Master Guns”. Da mesma maneira, corporais-lanças são comumente chamados de “Lance Coolies”, “Lances” ou “Lance Criminals” – corporais-lanças e recrutas raramente são chamados pela sua posição, devido a seu estatuto como “não-graduados”.

    Ao contrário do exército, nenhuma pessoa é comumente chamado de “Sarge”, e a maior parte dos oficiais não-comissionados sentirão ofendidos ao serem assim chamados. Da mesma maneira, posições tais como Sargento-de-Armas ou Sargento-Mor são nunca abreviados simplesmente para Sargento.

    Warrant Officers:

    *

    W-1, Warrant Officer 1, WO1, esta posição, porém, está sendo removida do serviço.
    *

    W-2, Chief Warrant Officer 2, CWO2
    *

    W-3, Chief Warrant Officer 3, CWO3
    *

    W-4, Chief Warrant Officer 4, CWO4
    *

    W-5, Chief Warrant Officer 5, CWO5

    NOTA 3: Os Chief Warrant Officer, CWO2-CWO5, que atuam no MOS 0306 “Infantry Weapons Officer”, são designados a uma posição especial: Fuzileiro Naval de Armas (“Marine Gunner”). Uma insígnia de Fuzileiro Naval de Armas subsitui a insignia do Chief Warrant Officer no colarinho direito, com uma insígnia de uma bomba em explosão. Outros Chief Warrant Officer também são por vezes chamados de “Gunner”, mas este uso não é correto.

    Oficiais comissionados:

    *

    Oficiais de companhia
    o

    O-1, Primeiro Tenente, 2ndLt
    o

    O-2, Segundo Tenente, 1stLt
    o

    O-3, Capitão, Capt
    *

    Oficiais de campo
    o

    O-4, Major, Maj
    o

    O-5, Tenente Coronel, LtCol
    o

    O-6, Coronel, Col
    *

    Generais
    o

    O-7, Brigadeiro General, BGen
    o

    O-8, Major General, MajGen
    o

    O-9, Tenente General, LtGen
    o

    O-10, General, Gen

    NOTA 4: Nunca existiu uma posição 0-11 de General de cinco estrelas até os dias atuais no Corpo de Fuzileiros Navais americano, embora esta dada posição poderia ser criada em qualquer tempo por um Ato do Congresso dos Estados Unidos da América – se isto acontecesse, seria a primeira vez que o Congresso elevaria um oficial do Corpo de Fuzileiros Navais a esta posição. Historicamente, posições 0-11, tais como General do Exército, General da Força Aérea ou General de Frota – todos posições de cinco estrelas – foram estabelecidas durante a Segunda Guerra Mundial para permitir que Generais americanos pudessem comandar oficiais estrangeiros durante a estrutura de comando aliada. Caso isto não fosse feito, generais de outros países aliados estariam teoricamente em uma posição de comando mais alta – um exemplo disto seria um “Field Marshal” das forças armadas britânicas, uma posição que não existe nas forças armadas americanas, mas que seria equivalente a um General de cinco estrelas. Atualmente, nenhum oficial americano possui, em qualquer ramo das forças armadas americanas, está elevado à categoria 0-11.

    Curiosidades

    Três infames fuzileiros navais são Lee Harvey Oswald, Clayton Lonetree e Charles Whitman. O primeiro matou John F. Kennedy em 1963, o segundo foi um fuzileiro naval, guarda da embaixada americana em Moscou, que foi acusado de espionar a favor da União Soviética, e o terceiro matou dez pessoas em uma universidade, em Austin, Texas, em 1966.

    Quatro ex-fuzileiros navais receberam o prêmio Oscar de melhor ator: Lee Marvin (pela sua atuação em Cat Ballou), Steve McQueen (The Sand Pebbles), George C. Scott (Patton, devolveria posteriormente a estatueta) e Gene Hackman (The French Connection). Gene Hackman também recebeu um prêmio Oscar, de melhor ator coadjuvante. O diretor Sam Peckinpah, também um ex-fuzileiro naval, foi um candidato a melhor escritor de roteiro original, pelo seu trabalho em The Wild Bunch.

    Duas classes de espadas são carregadas pelos fuzileiros navais. A espada dos oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais é uma espada mameluca, similar à espada presenteada para o Tenente Presley O’Bannon após a Batalha de Derna, durante a Primeira Guerra Barbária. Oficiais não-comissionados carregam uma espada em estilo sabre, similar às espadas utilizadas pela cavalaria americana à época da Guerra Civil, fazendo deles o único pessoal não-comissionado autorizados a carregarem uma espada.

    Fuzileiros navais possuem diferentes cognomes, consideradas levemente derrogatórios quando utilizados por não-fuzileiros, mas aceitáveis quando utilizadas pelos próprios fuzileiros navais. Estes cognomes incluem “jarhead”, “gyrene”, “leatherneck” (referindo-se ao colarinho de couro parte do uniforme dos fuzileiros navais no período da Revolução Americana de 1776) e “Devil Dog”.

    Estes nomes estendem-se ao próprio Corpo de Fuzileiros Navais. Por exemplo, o nome completo do acrônimo “USMC” é dito como “Uncle Sam’s Misguided Children” (Crianças Mal-guiadas do Tio Sam) ou mesmo “Upper Sandusky Motorcycle Club” (Clube de Motocicletas de Sandusky Superior). Diz-se por vezes da palavra “Marine” (fuzileiro naval em inglês) que esta é uma abreviação de “My Ass Rides In Navy Equipment” ou “My Ass Really Is Navy Equipment”. Por vezes, os fuzileiros navais fazem piada de sua própria instituição, dando-se nomes como “The Crotch”, durante a Guerra do Vietnã, ou “The Suck”, durante a Guerra Fria em geral.

    Durante a Guerra do Golfo, em 1991, os iraquianos chamaram os fuzileiros navais de “Anjos da Morte”. Outro cognome dado pelos iraquianos foi “Botas negras”. Na Somália, os fuzileiros navais foram chamados de “Os demônios em botas negras”. Os haitianos chamaram os fuzileiros navais de “mangas brancas”, por causa da maneira utilizada para arregaçarem as mangas por parte dos fuzileiros navais (com a parte inferior de suas mangas de utilidade voltadas para cima).

    Fuzileiros navais não atuam como capelães ou trabalhadores médicos, responsabilidades realizadas por pessoal da Marinha americana. Estes geralmente vestem uniformes do Corpo de Fuzileiros Navais com identificações da Marinha, quando trabalhando juntamente com os Fuzileiros Navais.

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