Quanto mais me bates mais gosto de ti…Mas tanto amor pode não chegar!

[update: esqueci-me de colocar por aqui um vídeo do professor Medina Carreira - ]

Este parece ser o mote dos tugas, sim tugas, é mesmo no sentido depreciativo que uso o termo, aliás para mim não tem outro.

Estava tudo muito revoltado com o desgoverno Sócretino, qual a melhor saída para resolver a situação?
Dar-lhe novamente a vitória, pois claro.

Com quase 40% de abstenção e com 173.266 votos brancos e nulos, nos quais me incluo (votei nulo), questiono-me porque raio irão 230 senhoras e senhores se sentarem na AR, não deveriam ser descontados destes números? Não deveriam ficar umas quantas cadeiras vazias?
Na minha modesta opinião,a resposta é SIM.

Só mais uma pequena nota, como se sabe, as legislativas são eleições para o Parlamento, ou seja, elegem deputados e não Primeiros Ministros, como tal e até o caro Presidente da República falar sobre as tais escutas, não é para mim líquido que o PR aceite a designação pelo PS do putativo engº Sócratino para o cargo de Primeiro Ministro.

Das duas uma, ou o PR andou a dar valentes tiros nos pés e até no corpo todo, ou então tem realmente algo de importante a dizer, como tal e tendo em conta que os votos do PSD+CDS/PP não dão maioria absoluta, ainda que tenham mais três deputados que o PS (pensando nos 4 deputados que faltam eleger e distribuindo 2 para o PS=98 e 2 para o PSD=80), o senhor PR poderá ter dois cenários à sua frente, tendo sempre em vista, tal como presumo, que as acusações das escutas tenham substância.

O primeiro cenário é o PR não aceitar a designação do Sócretino para Primeiro Ministro, dizendo ao PS que poderá formar governo mas não como PM aquele senhor, a Constituição confere-lhe esse poder.

Mas a constituição também lhe confere o poder de falar com os partidos e caso o 2º e o 3º partidos mais votados resolvam formar uma coligação e tendo sempre em conta que existe algo de importante a ser dito pelo PR, não me admiraria que o PR pudesse optar por essa solução, isto claro que existir algo realmente muito grave.

Ambos os cenários dependem de duas coisas muito importantes, o PR ter razão para vir a público dizer que algo de muito grave se passou entre São Bento e Belém, que quebrou qualquer confiança que poderia e deveria haver entre o PR e o PM, e claro CORAGEM por parte do PR, algo que sinceramente faltará, esta gente preocupa-se mais com os lugares e a possível reeleição do que com a Democracia e o estado do País.

A ver vamos no que isto tudo dá.

A meu ver da esquerda à direita, ninguém quererá desgovernar com o PS, isso tiraria força à CDU e BE e muito mais ao CDS/PP.

O PS irá assim ser cozido em lume brando até ser completamente arrasado, e daqui a dois anos teremos de novo eleições, os partidos da oposição todos eles, apenas devem ter em atenção uma coisa, o plano choramingas que a esta hora já deverá estar traçado pelo PS, que a qualquer sinal de real oposição virá sempre fazer-se de coitadinho.

Quanto ao PSD, creio que o mais lógico é MFL após as Autárquicas convocar um novo congresso e de novo concorrer à liderança, legitimando-se assim e podendo como deputada combater no seu terreno o PM, quem quer que ele seja, isto se não houver a tal bomba atómica que acima escrevi.

Espero sinceramente que caso MFL saia da liderança as gentes do PSD não coloquem lá mais um pseudo líder de plástico tal qual o putativo engº Sócratino, falo da triste figura de Pedro Passos Coelho.

Com um bocado de sorte Paulo Rangel seria uma escolha acertada.

Do Portugal Profundo

1. O PS ganhou, mas ficou muito longe da maioria absoluta, e o Bloco não tem deputados suficientes para lhe assegurar no Parlamento a maioria absoluta (são necessários 116 de 230). Quando faltam contar os votos dos emigrantes, o PS tem 36,6% (96 deputados), o PSD 29,1% (78), o CDS 10,5% (21), o Bloco de Esquerda 9,9% (16) e a CDU 7,9% (15). Com os votos dos emigrantes (4 mandatos), o PS pode obter mais dois, ficando com 98. Somando os seus 98 mandatos com os 16 do Bloco, o PS fica a dois mandatos da maioria absoluta. Dir-se-á que se pode aliar ao PSD, mas qualquer liderança do PSD que aceitasse essa coligação sofreria a repulsa dos seus miltantes e eleitores.

ECONOMIA – PUBLICO.PT

A Comissão Europeia irá abrir em Novembro um procedimento de “défice excessivo” contra Portugal, uma situação em que se encontram mais de metade dos Estados-membros da União Europeia, que viram as suas contas públicas derrapar com a crise.

Margens de erro: Rescaldo

As abordagens habituais para apreciar a relação entre os resultados da sondagens e os resultados das eleições são os erros 3 e 5 de Mosteller. No erro 3, calcula-se a média dos desvios absolutos entre resultados e estimativas. No erro 5, o desvio em relação à margem de vitória.

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5 Respostas

  1. “… porque raio irão 230 senhoras e senhores se sentarem na AR, não deveriam ser descontados destes números? Não deveriam ficar umas quantas cadeiras vazias? …”

    Se houver uma petição, eu assino.

    • boas lusitano, não sei se haverá, mas mesmo que haja de nada adiantará!

      isto só com idas para a rua, fazer barulho.

      mas como se viu ontem o pessoal acha que está tudo ok!

      quem somos nós para contrariar!

  2. Olá Ricardo,
    POis por estas e por outras é que já não tenho pachorra para este país e seus indígenas. E mais, na realidade estamos muito perto desta “ficção” d’O Impertinente:

    «Era uma vez um sobreiro doente chamado PSD entalado entre dois eucaliptos: o velho eucalipto Cavaco Silva e o novo eucalipto Sócrates. O velho eucalipto seca o solo há 14 anos à volta do sobreiro e o novo eucalipto faz o mesmo vai para 5 anos. Se o novo eucalipto se aguentar até às eleições presidenciais, o velho eucalipto garantirá a morte do sobreiro nos 5 anos seguintes.»

    A propósito, vê só como a bendita da UE, após eleições abre procedimento de “défice excessivo” contra Portugal em Novembro. Só mesmo o TUGA é que não vê nada à frente do nariz!

    Tudo de bom para ti! :)

    • boas Ana,

      é só timings perfeitos para o putativo engº e nem sequer se ouve nada nos media.

      somos cada vez mais o exemplo perfeito do poder da desinformação, devemos estar a par dos EUA.

      pelo que tenho ouvido o professor Medina Carreira estamos à beira do abismo e tal como um jogador de futebol um dia disse, para resolver o problema, damos um passo em frente!!! lolllllll ;)

      bjokas

  3. [...] ao ler o artigo do JN “Temos de produzir 9 meses para pagar dívida pública”, ao ler o comentário que a Ana por aqui deixou, e ao ouvir o Professor Medina Carreira numa entrevista recente à [...]

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