Linux Certification Day – I Encontro, pequeno resumo

Decorreu ontem no Fórum Tecnológico de Lisboa o primeiro evento nacional dedicado à Certificação Linux: o Linux Certification Day!

Durante este encontro foi possível a realização de exames desta certificação, com a vantagem de terem 50% de desconto.

Eis a Agenda do Encontro:

Linux Certification Day

9:30 Boas-vindas
Francisco Ryder, DRI
9:50 O olhar de um estudante sobre a Certificação Linux
Marco Silva, Estudante no IST-TagusPark
10:10 A Evolução do Linux no Mercado Empresarial
Diogo Rebelo, DRI.
10:30 A Importância da Formação no Apoio aos Profissionais de TI
João Teixeira, Flag
10:50 Coffee Break
11:10 A Certificação LPI
Ricardo Melo, DRI
11:30 Linux: do inpensável ao indispensável
Gustavo Homem, ESOP
11:50 Software Livre, Sociedade do Conhecimento
Rui Seabra, ANSOL
12:10 Certificação: para que serve no mundo real
João Neves, Intraneia.
12:30 Encerramento

[as fotos estão escuras pq as pilhas estavam no fim ;)]


Como acontece sempre nestes casos, o encontro foi descontraído logo sem grandes preocupações pelo cumprimento do horário, mas correu tudo bem.

Fazendo um pequeno apanhado de tudo isto.

De linux2009

Depois das boas vindas do Francisco Ryder, foi a vez do Marco Silva, um estudante do IST do Tagus Park, dar o seu olhar sobre as vantagens e potencialidades de uma certificação deste tipo para estudantes universitários, nomeadamente estudantes desta área tecnológica.

De linux2009

Uma das afirmações do Marco, a qual infelizmente não me surpreendeu, foi a de que os estudantes do IST estão pouco habituados a utilizarem Software Livre, segundo o Marco a grande maioria usa FLOSS quando trabalhos em determinadas cadeiras assim o obriga e colocando logo de parte assim que acabam essas tarefas, voltando ao monopólio.

De linux2009

Para o Marco a Universidade tem muitas coisas positivas mas nem sempre prepara para o mundo real, é aqui que entra a Certificação LPI, a qual está preparada para isso mesmo, um contacto com aquilo que se usa no mundo real e as dificuldades que nos esperam.

Seguiu-se Diogo Rebelo da DRI, o qual abordou o tema sobre o ponto de vista do interesse por parte das empresas a quando das contratações de novos elementos e de como tendo uma certificação LPI faz toda a diferença, especialmente numa primeira análise aos CV’s.

De linux2009

O Diogo, afirmou que tal como os chineses vêem na crise uma oportunidade, também o Software Livre durante a crise que atravessamos tem olhado para o mercado como uma grande oportunidade para entrar cada vez mais nele bem como para cimentar a confiança que muitas empresas têm depositado neste tipo de tecnologia aberta.

Afirmou ainda que a crise implica que as empresas se tornem mais eficientes, como tal e com a necessidade de novos técnicos desta área do Software Livre, é necessária uma certificação como a LPI que se encontra no Top Ten das certificações de TI a nível mundial.

O Diogo fez ainda uma breve apresentação de como se processa todo o estudo e implementação da certificação LPI, sendo que esta é uma certificação da comunidade para a comunidade, onde essa comunidade contribui com milhares de perguntas sobre os mais variados tópicos, sendo depois formatadas em exames beta que vão sendo aperfeiçoados até ao exame final, por forma a ser uma certificação credível, de grande qualidade.

Nesta certificação o que interessa são os conceitos, os fundamentos base, uma vez que assim não se fica apenas com uma visão de um produto, mas sim com uma visão global de toda esta área tecnológica.

Dois pontos que ainda frisou, foram a informação que as empresas da ESOP estão a crescer e que com esse crescimento e com a cada vez maior utilização de Software Livre nas empresas portuguesas, existe cada vez mais uma maior necessidade de certificar pessoas para dar resposta a este crescimento do mercado.

Após uma visão mais empresarial do LPI, seguiu-se a apresentação do João Teixeira, o representante da FLAG, que abordou o tema da formação.

De linux2009

– “A formação tem a vantagem de permitir aos clientes a personalização total das aplicações, ajustando-se às suas necessidades contribuindo assim para a optimização de processos”

– Existe a necessidade de ter mais prestigio e reconhecimento
– Aumento de novas oportunidades de trabalho

Depois do intervalo, foi a vez do Ricardo Melo da DRI, uma das únicas duas pessoas em Portugal com a certificação LPI 3, vir fazer um apanhado do que é na realidade a certificação LPI.

De linux2009

Deu alguns conselhos para a preparação para um exame LPI, verificar os tópicos e os exemplos nos site da LPI, indicou que os exames podem ser feitos em diversos sítios e que nos encontros têm a vantagem de ter sempre um preço de promoção.

Explicou que o LPI apenas promove e ajuda à criação da certificação, quem a desenvolve é a comunidade de Software Livre, convidando-se pessoas das diversas áreas por forma a que se criem tópicos sobre as diversas operações que no mercado de trabalho são as mais efectuadas e após isso chega-se aos testes beta etc, que acima mencionei.

Informou ainda que o LPI 3 irá ser mais específico, tendo um core e depois diversas especializações, dividindo-se em algo como 301 (core), 302 (mixed environments), 303 (security) e 304 (virtualização), 305 (web services) e por fim o 306 (Mail and messaging services).

Seguiu-se Gustavo Homem, da Ângulo Sólido, mas na qualidade de representante da ESOP, o qual fez a questão, e se existisse de um momento para o outro um Blackout Linux? Quais seriam as dificuldades que as pessoas que usam estas tecnologias e a grande Rede Internet enfrentariam?

De linux2009

A questão é pertinente, uma vez que na sua grande maioria as pessoas que hoje usam, acedem à rede não têm consciência que a grande maioria dos serviços, dos diversos gadgets, telemóveis, routers etc que usam, estão a correr sobre GNU/Linux.
Indo um pouco mais além, não são apenas estes sistemas, mas até POS, como o caso do Jumbo ou da Rádio Popular, aviões militares, barcos, supercomputadores, navios, gestores de tráfego terrestre e aéreo e até motos, câmaras fotográficas e tv’s.

Para o Gustavo, o lema da certificação é tão simples como, “Certify or die”!

Rui Seabra da ANSOL e João Neves da Intraneia, focaram mais uma vez as suas apresentações nas vantagens de se ser certificado e de como uma certificação permite diminuir o gap que existe entre uma aprendizagem de um sistema monopolista e um sistema livre, que é sabido tem uma curva de aprendizagem um pouco mais acentuada mas que também por isso tem muito mais vantagens e benefícios.

De linux2009

De linux2009

O João Neves, esteve no início do desenvolvimento da certificação LPI, tendo mesmo contribuído com questões para a pool que levaria aos primeiros exames.

Afirmou que tem estado a fazer as certificações com o objectivo de verificar com esta tem evoluído e aperceber-se da qualidade desta, especialmente tendo em conta a sua utilização no mundo real do mercado de trabalho e de como esta pode ser usada como filtro para uma pré-avaliação de um CV.

Fica pois aqui este pequeno resumo do I Encontro Linux Certification Day!, para o ano há mais🙂

De linux2009

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