Porto: CCTV’s o Voyeurismo para encher os bolsos dos amigos

Já por diversas vezes escrevi sobre o tema do uso de câmaras CCTV nas cidades e de como o Reino Unido é o exemplo acabado do actual estado de vigilância sobre os cidadãos, onde todos somos considerados criminosos até prova em contrário, uma espécie de Minority Report.

Hoje leio que os (i)rresponsáveis da PSP no Porto pretendem continuar a instalar câmaras CCTV pelo Porto a fora, continuando assim o que já há tempos tinham dado início e como um vírus se expandido até à Capital [Aprendizes portugueses do Bilderberg implementam câmaras de vigilância].

Diário Digital

O oficial da PSP responsável pelo centro de comando da videovigilância na Ribeira do Porto defende um sistema similar para a rua de Santa Catarina, a principal artéria comercial da cidade.

Depois de ler diversos artigos sobre o uso deste tipo de vigilância aos cidadãos e de na práctica se comprovar vezes sem conta que nada disto funciona [um dos exemplos mais claros é o do assassinato do membro do Hamas no Dubai] nem como medida dissuasora ou preventiva nem como meio eficaz de detenção de eventuais criminosos.
Só a título de exemplo, no Reino Unido por cada 1000 câmaras foi apenas resolvido um crime.

Pergunto-me se esta gente por acaso tem lido o que se passa nos países onde este tipo de tecnologia está mais disseminada como o Reino Unido e EUA?

Ou será que isto não passa de um novo tipo de voyeurismo que a todos nós contribuintes sai muito caro e que apenas serve para alimentar as contas bancárias e eventuais interesses ‘particulares’ de certos ‘amigos’ do poder?

https://i0.wp.com/www.infowars.com/headline_photos/April/watchful_eyes.jpg

poster nas ruas de Londres

E já agora não tardará a aparecer por cá o que já hoje se faz no Reino Unido, o uso de câmaras para reconhecimento automático de matrículas automóveis, o ANPR.

Deixo para vosso esclarecimento e reflexão estes dois artigos, We don’t need secret surveillance cameras e um recente de Bruce Schenier, Spy cameras won’t make us safer, um dos maiores e mais conceituados especialistas de Cifra e Segurança, que muito tem escrito sobre o autêntico ataque às nossas liberdades e privacidade que vem sendo levado a cabo pelos diversos Estados, ditos democráticos.

Spy cameras won’t make us safer – CNN.com by Bruce Schneier

(CNN) — On
January 19, a team of at least 15 people assassinated Hamas leader
Mahmoud al-Mabhouh. Dubai police released video footage of 11 of them.
Although it was obviously a very professional operation, the 27 minutes of video is fascinating in its banality.

(…)
“They obviously don’t care that they’re being recorded, and — in fact
— the cameras didn’t prevent the assassination, nor as far as we know
have they helped as yet in identifying the killers.”

(…)
“If universal surveillance were the answer, lots of us would have moved
to the former East Germany.
If surveillance cameras were the answer,
camera-happy London, with something like 500,000 of them at a cost of
$700 million, would be the safest city on the planet.
We didn’t, and it
isn’t, because surveillance and surveillance cameras don’t make us
safer. “

Resumindo, Bruce Schneier afirma o seguinte:

We don’t need secret surveillance cameras | SA Mathieson | Comment is free | guardian.co.uk

It’s not news that Britain has a lot of surveillance cameras, with around 60,000 run by local authorities alone.
However, most cameras record only images, which are normally kept for a few weeks. Unless and until facial recognition technology improves significantly, these are not capable of creating a database of people’s movements.

But the police’s network of automatic numberplate recognition (ANPR) cameras – which now total 10,502 in England and Wales – already do just that. The cameras aim to read the numberplate of every passing vehicle, with the data held for two years in the National ANPR Data Centre, regardless of whether the vehicle is linked to crime. (A move to keeping it for five years appears to have been shelved, following discussions with the information commissioner’s office.)

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5 Respostas

  1. “EUA exporta tecnologia para Cuba e Médio Oriente

    Washington anunciou hoje que vai permitir a exportação de tecnologia para Cuba e para o Médio Oriente.

    O Tesouro dos EUA anunciou que empresas norte-americanas como a Google e a Microsoft estão agora autorizadas a exportar tecnologia informática para países como Cuba, Irão e Sudão, de forma a garantir aquilo que o país considera serem necessidades básicas.

    Neal Wolin, subsecretário do Tesouro norte-americano, disse hoje que as comunicações dos cidadãos do Irão, Cuba e Sudão são “um direito básico”. No comunicado emitido pelo Tesouro pode ler-se que “estas leis tornam muito mais fácil a comunicação dos indivíduos destes países com o exterior”, cita o El País.

    “Os recentes acontecimentos têm mostrado que, no Irão, as comunicações pessoais através da Internet se têm tornado ferramentas poderosíssimas”, lê-se na mesma nota.

    Barack Obama parece estar decidido a aplicar medidas concretas que permitam a persecução daquele que é um dos seus objectivos políticos: a garantia dos direitos fundamentais a todos os povos do mundo.”

    http://economico.sapo.pt/noticias/eua-exporta-tecnologia-para-cuba-e-medio-oriente_83527.html
    😀 lololol

    • lolll, o idiota do fantoche Obama esqueceu-se de dizer que quer google, mas muito especialmente a microsoft contribuem em grande medida para por exemplo a great firewall da china tal como a cisco.

      já para não falar das europeias nokia siemens networks que ajudaram a construir a infraestrutura do Irão.

      ab

  2. O Parlamento Europeu ameaçou recorrer ao Tribunal Europeu da Justiça se a adesão da União Europeia a um acordo anti-pirataria, que está a ser preparado com vários países, se concretizar.

    http://tek.sapo.pt/noticias/internet/parlamento_contra_acordo_anti_pirataria_1051783.html

  3. Regimes que censuram a Internet estão mais sofisticados

    O relatório anual da Repórteres sem Fronteiras defende que os países que procuram reprimir o acesso e uso da Internet pelos seus cidadãos estão mais sofisticados nos meios de censura e perseguição aos dissidentes do regime. Tecnologicamente os meios que utilizam para “controlar” a web estão mais apurados e em alguns casos isso deve-se à colaboração de empresas americanas, que têm vendido aos países em questão tecnologia que o permite, ou colaborado em exigências que acabam por permitir essa censura.

    A Cisco é uma das empresas citadas e criticada no estudo, pela venda à China de equipamentos de rede que podem ser usados ao serviço do controlo de conteúdos. Mal o estudo foi apresentado a empresa reagiu, reafirmando que não forneceu à China qualquer tipo de tecnologia dirigida a este tipo de função.

    China, Irão e Tunísia mantém-se na lista dos Inimigos da Internet e são também citados como exemplos de Estados que evoluíram nos meios utilizados para censurar o uso da Internet. Juntam-se no roll de Inimigos da Internet outros nomes como Cuba, Egipto, Myanmar, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turquemenistão, Uzbequistão ou Vietname.

    Na lisa de países que os Repórteres sem Fronteiras consideram que devem estar Sob Vigilância, pela existência de sinais que revelam a possibilidade de se virem a tornar Inimigos da Internet estão nomes como a Rússia ou a ou a Turquia.

    Zimbabué e Iémen abandonaram este ano essa lista, não porque a liberdade de expressão na Internet tenha mudado muito nesses países desde o ano passado, mas porque a expressão do uso da Internet é tão baixa que os autores decidiram destacar outras regiões.

    Outros países habitualmente menos cotados como inimigos da Internet também são monitorizados pela Repórteres sem Fronteiras, como a Austrália. Vale-lhe a atenção da organização uma medida que solicita aos ISPs o bloqueio de sites considerados pelo Governo como não apropriados. Para já, da lista fazem parte sites de pornografia infantil, sites com instruções para o crime ou para o consumo de drogas, mas o facto do critério da lista ser relativamente desconhecido bem como a forma como evoluirá levantam dúvidas sobre as razões da medida.
    http://tek.sapo.pt/noticias/internet/regimes_que_censuram_a_internet_estao_mais_so_1051968.html

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