Enquanto não chega a Revolução – Weekly News #3

Ora cá estou eu regressando de  três semanas longe de TV’s, rádios e jornais e muito especialmente da grande Rede, as interwebs😉; foi só Natureza, amigos, familiares e livros🙂

É claro que todo este tempo afastado de todo o tipo de informação e desinformação tem um preço, toneladas de coisas para ler.
Sem qualquer ordem em especial, aqui ficam os resumos do que já li, começo no entanto por mostrar o meu repúdio por duas situações que me aconteceram durante este tempo.
Primeiro, é impressionante a cada vez maior falta de qualidade das salas de cinema por este país fora, já para não falar da treta do mercantilismo da coisa que agora para além de ter-mos de aturar o mastigar de pipocas ao longo do filme ainda temos de aturar intervalos, muitas das vezes feitos em momentos cruciais do filme, apenas e só para venderem mais pipocas e afins.
Uma das salas onde vi o Robin Wood, que sinceramente não achei nada de especial, os do Errol FLyn da minha juventude eram bem mais divertidos, como dizia, na sala onde o vi, os génios que a construiram resolveram não colocar um declive acentuado nesta, resultado, toda a gente com dificuldade em ler as legendas e ver a parte de baixo do ecrã, como não se encontrava cheia lá mudei de lugar.
E ainda acham estranho que o pessoal faça downloads e partilhe este tipo de ficheiros?

Parece no entanto que o sempre amigo e defensor da Banca e claro dos grandes interesses dos media de entretenimento e seus amigos, o putativo engenheiro e sus muchachos do DesGoverno se preparam para resolver a situação desagradável, não dos consumidores mas claro desses senhores todos poderosos, através da criação de “tribunais para a Propriedade Intelectual e para a Concorrência” [O Conselho de Ministros aprovou hoje uma Proposta de Lei que cria o tribunal de competência especializada para a propriedade intelectual e o tribunal de competência especializada para a concorrência, regulação e supervisão.]

O engraçado é que parece que os verdadeiros piratas são exactamente os senhores que passam a vida a queixarem-se da partilha.

Segundo, fui ao Jardim Zoológico de Lisboa, há muitos anos que lá não ia, fiquei decepcionado com a falta de condições do mesmo.
Em vez de terem gasto milhões que ainda hoje estamos a pagar em dois mega estádios de futebol em Lisboa, teria sido bem mais importante e interessante terem removido o Zoo do centro da cidade e com tal dando condições aos pobres animais e visitantes, uma vez que para lá ir de carro é para esquecer.

São poucos os animais que têm alojamentos condignos, pobres macacos, pobres elefantes e ursos, coitadas das aves, os leões marinhos e os golfinhos têm piscinas minusculas.

Seria uma fabulosa ideia a CML juntar-se a outra CM da periferia e começar a transferir o Zoo para outro lado com condições.
Os animais merecem-no.

Coloquei algumas fotos por aqui.

Indo agora ao que já li, apesar de ir fazer uma entrada só com coisas relativas ao mundo das novas tecnologias e ao Software Livre que será colocada no Nixware, não deixo de assinalar que a minha nota antes de férias sobre a possibilidade da Google tornar livre o seu formato de vídeo recentemente adquirido com a compra da On2, o VP8, tornou-se uma realidade e é apoiado entre outros pela Fundação Mozilla, o pessoal do Firefox e Thunderbird entre outros projectos, bem como pelo Opera e já se encontra disponível no projecto Webm e até a Google já começou a usá-lo no youtube, para tal têm de usar um browser que o suporte e activar o html5, versão developer preview do firefox (3.7a4webm) bem como as versões developer do Chromium e do Chrome (só pude testar a de GNU/Linux) bem como do Opera.

Perceberão que se trata de um video html5+webm se no video do youtube que estão a ver isso aparecer escrito no canto inferior da barra de informação.

  • O cerco à Rússia por parte dos EUA, o sonho do mentor de Obama, Zbigniew Brzezinski, parece estar a tomar forma com a instalação recentemente dos primeiros misseis Patriot na Polónia bem como do deslocamento de tropas das bases na Alemanha para a Polónia. Tudo isto a cerca de 60Km de Kaliningrad. É claro que isto só pode dar maus resultados, misseis de defesa implicam ataque, especialmente os tais ataques preventivos que os neocons tanto gostam, afinal de contas toda a estratégia militar pós-911 se concentra nesse tipo de ataques, incluindo nucleares. Não creio que Puttin ache muita piada à coisa.

Poland: U.S. Moves First Missiles, Troops Near Russian Border « Stop NATO

On May 26 Polish news media announced that the first American Patriot interceptor missile battery and 100 U.S. troops were officially welcomed by Defense Minister Bogdan Klich, U.S. Ambassador Lee Feinstein and Brigadier General Mark Bellini of U.S. Army Europe at a ceremony in Poland.

American troops, it was further reported, had arrived over the previous weekend from a base in Germany to unload over 37 railway cars and assemble the Patriots in the Polish town of Morag, only 60 kilometers from Russia’s northwestern border in the Kaliningrad district. Details concerning the Patriot deployment and the stationing of as many as 150 U.S. servicemen were finalized in a supplemental Status of Forces Agreement between Washington and Warsaw in February.

Supplanting the United States Constitution: War, National Emergency and “Continuity of Government”

In July 1987, during the Iran-Contra Hearings grilling of Oliver North, the American public got a glimpse of “highly sensitive” emergency planning North had been involved in. Ostensibly these were emergency plans to suspend the American constitution in the event of a nuclear attack (a legitimate concern). But press accounts alleged that the planning was for a more generalized suspension of the constitution.
(…)
Mann and Bamford did report that, from the beginning, two of the key COG planners on the secret committee were Dick Cheney and Donald Rumsfeld, the two men who implemented COG under 9/11.[6] What they and Weiner did not report was that under Reagan the purpose of COG planning had officially changed: it was no longer for arrangements “after a nuclear war,” but for any “national security emergency.” This was defined in Executive Order 12656 of 1988 as: “any occurrence, including natural disaster, military attack, technological emergency, or other emergency, that seriously degrades or seriously threatens the national security of the United States.”

BOOK LAUNCH: The Global Economic Crisis: The Great Depression of the XXI Century

This crisis is far more serious than the Great Depression. All major sectors of the global economy are affected. Factories are closed down. Assembly lines are at a standstill. Unemployment is rampant. Wages have collapsed. Entire populations are precipitated into abysmal poverty. Livelihoods are destroyed. Public services are disrupted or privatized. The repercussions on people’s lives in North America and around the world are dramatic.
Michel Chossudovsky, Chapter I.

  • É claro que não faltam notícias sobre a desinformação que se vai fazendo, nomeadamente pelos media ditos tradicionais, como o caso da Associated Press, relativamente à preparação do ataque de Israel e EUA ao Irão, para tal tudo serve, mesmo inventar supostos factos ou então distorcê-los ao máximo até caberem no objectivo de ligá-los ao desenvolvimento nuclear do Irão.

AP Ignores Science, Invents Iran ‘Coverup’ in Latest Speculation — News from Antiwar.com

Always long on suspicion and short on facts, the Associated Press’ George Jahn today leaked the story of “missing” chemical equipment in Iran, and quickly tried to link it to “nuclear warheads.”
(…)
Indeed, the whole story appears to exist purely in Jahn’s mind, as the IAEA is said to have no interest in commenting on the situation and even the quoted diplomats say the equipment was probably just taken to another site for maintenance.

  • Sobre o Peak oil de que já por aqui mencionei, nomeadamente através do documentário sobre Michael Ruppert, recomendo sem dúvida mais esta entrevista a este autor e claro recomendo também a leitura dos seus livros bem como de um livro que é apresentado como ficção mas que no fundo tenta chamar os bois pelos nomes, usando como fundo os diversos livros sobre o tema dos atentados do 11Set2001, trata-se de “The Shell Game” de Steve Alten, caso o descubram traduzido digam qualquer coisa. Confesso que apesar de ter conhecimento da possibilidade de o Peak Oil ser mais uma marosca por parte da Nova DesOrdem Mundial, não tenho dados concretos que me permitam decidir sobre o tema, como tal apenas posso olhar para as suas consequências e aquilo que podemos esperar de uma sociedade sem acesso a combustiveis fosseis. Chego à conclusão, excepto raras excepções como Michael Ruppert, que as pessoas ainda não se aperceberam do imenso problema a que a escassez de petróleo irá conduzir. O grande problema não será os combustiveis para os meios de transporte e máquinas, mas sim a falta de matéria prima para uma sociedade totalmente dependente do petróleo, onde desde pneus até ao mais simples recipiente faz uso dessa matéria prima. Esse sim será o problema mais dificil de resolver. Sem dúvida que a sociedade chiclet como lhe chamo, a do mastiga e deita fora, a dos ‘cleanex’ está, estará em causa, há que voltar às origens, usar quer a matéria prima quer os instrumentos de maneira racional, acabar com o desperdício do usar e deitar fora e passar à filosofia do arranjo. A sociedade tem de voltar a confiar nas comunidades pequenas mas que se entre-ajudam, há que transformar as cidades em novas aldeias comunitárias. E por certo retornar ao campo, diminuindo a pressão nas grandes cidades. Não será fácil mas creio que é o caminho a trilhar se queremos construir uma nova sociedade mais justa e equilibrada respeitando mais o planeta que nos acolhe, preparando-nos para mais altos voos.

The sinking Titanic: interview with Michael C. Ruppert

In our world a farmer drives an oil-powered machine to plow fields. He or she then drives another oil-powered machine to plant seeds. Water for irrigation is — in most cases — pumped by electricity generated by coal, natural gas, and oil. Germany has made great strides in electrical generation through Feed-in-Tariffs which have exploded solar and wind generation but they do not resolve the whole equation. After seeds are planted and irrigated the crops are then sprayed with pesticides (derived from oil) and fertilizers (produced from natural gas). To harvest the crops the farmer then drives another oil-powered machine. Then oil is used to transport the food to processing plants and for subsequent distribution. Food is often wrapped in plastic (also oil) and frequently treated with chemical additives also derived from oil and gas.

Globalization has only compounded the issue by shipping food all over the world (wasting oil) for the sake of profit rather than sustainability. I live in California and can go to a market and find strawberries from Chile while Southern California grows great strawberries. This pattern is the same for most food consumed in industrialized countries. This only happened because cheap labour costs and less-stringent regulation became more important than common sense. Money overcomes logic every time. But just watching globalization end will not solve the problem. As I have said for years, globalization dies with cheap energy. There’s little point in fighting it anymore unless the struggle is in pursuit of a unified energy vision.

War on whistle-blowers intensifies – Glenn Greenwald – Salon.com

The Obama administration’s war on whistleblowers — whose disclosures are one of the very few remaining avenues for learning what our government actually does — continues to intensify. Last month, the DOJ announced it had obtained an indictment against NSA whistleblower Thomas Drake, who exposed serious waste, abuse and possible illegality.

 Then, the DOJ re-issued a Bush era subpoena to Jim Risen of The New York Times, demanding the identity of his source who revealed an extremely inept and damaging CIA effort to infiltrate the Iranian nuclear program.  And now, as Politico‘s Josh Gerstein reports, an FBI linguist who leaked what he believed to be evidence of lawbreaking is to receive a prison term that is “likely to become the longest ever served by a government employee accused of passing national security secrets to a member of the media.”

Fico-me por aqui, dentro de dias acrescento mais uns quantos artigos, será um Weekly News #3.1😉

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2 Respostas

  1. Ilmars Poikans, o pesadelo das elites letãs
    Depois de ter pirateado dados fiscais confidenciais, este matemático atribuiu a si mesmo uma missão: revelar os abusos de todos os que enriquecem com a crise.
    Matthias Kolb

    Ilmars Poikans não tem muito a ver com o actor Keanu Reeves. Tem um rosto redondo, cabelos esparsos e desenha-se-lhe uma barriguinha sob a camisa às riscas. No entanto, este matemático de 31 anos é um herói para os letões. Conseguiu aceder a milhões de dados fiscais e, desde Fevereiro, fornece informações escaldantes à imprensa ou publica-as no Twitter. E foi assim que os 2,4 milhões de letões ficaram a saber que vários altos funcionários continuavam a receber salários muito generosos, enquanto o Governo instaurava um programa de austeridade orçamental para responder às exigências da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, evitando a falência do Estado.

    Ilmars Poikans foi desmascarado. É ele o Neo, o pirata que foi buscar o nome do génio informático encarnado por Keanu Reeves no filme de ficção científica “Matrix”. Quando a polícia o deteve, reconheceu ter difundido as informações que tinha obtido. Está de novo em liberdade e faz correr muita tinta nos meios de Comunicação Social: utiliza o Twitter sob o pseudónimo de Universal IT Soldier, trabalha na Universidade de Riga, num laboratório de investigação sobre Inteligência Artificial, e produz um programa de digitalização da língua letã.

    Ao contrário de Heinrich Kieber, do Liechtenstein, que recebeu vários milhões de euros dos serviços de informação alemães a troco dos dados que tinha recolhido, Ilmars Poikans não tenciona enriquecer, mas pôr a nu a hipocrisia das elites. Apresenta-se como porta-voz do Exército Popular do Quarto Alerta, uma alusão de origens reconhecíveis: nos anos 1980, o jornal do movimento independentista intitulava-se Atmoda, que significa “alerta”. E Neo não demorou a ser ultrapassado pelo cognome de “Robin dos Bosques letão”.

    http://www.presseurop.eu/pt/content/article/256261-ilmars-poikans-o-pesadelo-das-elites-letas

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