Ministério da Justiça ou da Incompetência? Uma sugestão!

Bem vindos ao país dos “fabulosos” classmate magalhães e de todas as trapalhadas à volta destes!

Neste mesmo país, para alguns, melhor apelidado de CIRCO, não se conseguem fazer três coisas extremamente simples, ou melhor, o Ministério da Justiça não as consegue fazer!

Segundo estes três artigos, Falha informática impede entrega de acórdão do Casa Pia, Informática impediu entrega do acórdão do Casa Pia, Tribunal falha entrega do acórdão Casa Pia pela terceira vez; a não entrega do acórdão deve-se a problemas informáticos.

Como é possível que num processo tão sensível como este estejamos a assistir a tanta trapalhada junta, ainda por cima com desculpas que não lembram a ninguém?
E se num processo com a visibilidade deste acontece este tipo de coisas, como será com outros processos, especialmente de pessoas que não têm o poder económico das que estiveram evolvidas neste?!

As desculpas são do mais ridículo que se pode encontrar, senão vejamos, segundo o JN, “O Conselho anunciou entretanto que vai publicar o acórdão no seu site, mas só o fará sexta-feira. É que terá de ocultar o nome das 32 vítimas, uma vez que se trata de um processo de abuso sexual de menores. Um trabalho árduo quando se trata de um acórdão com quase duas mil páginas e as vítimas serão referidas centenas de vezes.”

Tudo bem que oculte o nome das vitimas, agora a desculpa de ser um trabalho árduo é que só pode ser piada!

Mas estas senhoras e senhores do Ministério da Justiça escrevem os acórdãos em papiro?
Será que nunca ouviram falar das faculdades dos processadores de texto para substituir ou remover determinada palavra num texto, independentemente do seu tamanho como é óbvio?

E quanto à formatação de texto, será que demoram dias para efectuar tal operação?

Tribunal falha entrega do acórdão Casa Pia pela terceira vez – Sociedade – PUBLICO.PT

Uma
fonte oficial do CSM confirmou que, “conforme comunicou a juíza
presidente, surgiu um problema informático devido à impressão e gravação
do acórdão em suporte digital”.

Por outro lado, uma fonte ligada
ao processo disse mais tarde à Lusa que se tratava de “um problema de
formatação dos textos” que compõem o acórdão e que a juíza Ana Peres
estava a ter o apoio de um técnico da Direcção-Geral da Administração da
Justiça.

Relativamente à impressão e gravação de DVDs o caso é ainda mais ridículo, até porque como se pode perceber pelas desculpas isto não faz qualquer sentido.

Então mas como raio dão a desculpa de haver problemas na gravação e impressão dos documentos quando ao mesmo tempo dizem que os textos têm problemas de formatação ou que necessitam de remover informação deles?

Presumo que não andem a gastar dinheiro e tempo a gravar e imprimir coisas que não estão prontas!

Mas será possível que o Ministério da Justiça não tenha contractos com empresas de informática ou que até internamente não possua no seu gabinete de informática a capacidade de efectuar a gravação de ‘meia dúzia’ de DVDs?
Será possível que não tenham contractos com uma gráfica por forma a efectuar as impressões, que raio presumo que até a Imprensa Nacional Casa da Moeda o pudesse fazer!

Termino com uma sugestão ao Ministério da Justiça, que serviria tanto para este como para todos os outros casos, a disponibilização dos documentos via um servidor seguro de acesso restrito às partes envolvidas nos processos e no qual se encontrariam os documentos encriptados.

Do ponto de vista técnico é relativamente simples de implementar, as ferramentas para tal existem a preço ZERO, usando naturalmente Software Livre, se servem para manter os segredos da NSA e do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, por certo servirão para o nosso Ministério da Justiça.

Assim não haveria toda esta autêntica palhaçada, este circo que desprestigia por completo a Justiça e o país, os documentos estariam logo disponíveis (é claro que esta situação só resolveria os problemas de impressão e gravação de DVDs) e posteriormente poderiam ser entregues noutros formatos.

Ainda me custa a acreditar em tanta INCOMPETÊNCIA!


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2 Respostas

  1. Bom dia,

    Creio que o SELinux não seja utilizada para manter “segredos”, mas sim para manter a segurança e controle de acessos a sistemas. Ou estou-me a esquecer de alguma coisa ou o SELinux não trata da encriptação de ficheiros.

    • boas,

      não reli a entrada, mas creio que não disse que o selinux servisse para encriptar ficheiros, apenas o dei como exemplo de software livre usado/criado (FLASK) pela NSA e se serve para proteger os seus servidores e logo os seus ficheiros,por certo também serve para o nosso MJ.

      Aqui o exemplo foi mais numa ideia de gerir acessos a ficheiros através de ACL

      cumps,

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