ACTA news: O cerco a uma rede livre, e não só, vai-se apertando

Eis alguns links para notícias importantes sobre o tratado ACTA «Anti-Counterfeiting Trade Agreement» que vem sido cozinhado à porta fechada pelos senhores deste mundo, muito especialmente pelos vastos interesses de meia dúzia, sempre com a desculpa da ‘Segurança Nacional’.

“We are rapidly entering the age of no privacy, where everyone is open to surveillance at all times; where there are no secrets from government.”
William Orville Douglas

Um dos sites internacionais com mais interesse sobre este tema, o blog de Michael Geist, indica que para além do cozinhado ACTA, o Canadá está a negociar com a UE, também à porta fechada e no meio de imenso secretismo, um tratado de comércio que contempla num dos seus capítulos os direitos de autor.

Os canadianos são uma das vozes que mais se ouvem relativamente a estas questões, uma vez que os vizinhos EUA passam a vida a intrometerem-se nas suas políticas tentando sempre contaminar a legislação canadiana com o que de pior legislam nos EUA, como que se de um virús se tratasse.

Por isso mesmo sempre que se discute tratados deste tipo, vem sempre à baila uma das piores leis que os EUA possuem, trata-se da DMCA, que criminaliza a produção e dissiminação de tecnologia que permita contornar outro aborto que atenta contra as nossas liberdades, o DRM «Digital rights management», que na realidade deveria ser designado por Digital RESTRICTIONS management exactamente como a FSF «Free Software Foundation» lhe chama.

“Ninguém é mais escravizado do que aqueles que erroneamente acreditam ser LIVRES”
Johann Wolfgang von Goethe

“They who would give up an essential liberty for temporary security, deserve neither liberty or security.”
Benjamin Franklin

“If one would give me six lines written by the hand of the most honest man, I would find something in them to have him hanged.”
Cardinal Richelieu

Para perceberem como é uma lei construída em circulo, ou seja tipo pescadinha com o rabo na boca, tenham em conta o seguinte, na lei portuguesa é contemplada a possibilidade legal de qualquer um de nós após adquirir um CD, DVD, Blu-Ray poder fazer um backup desse mesmo produto, podendo assim ouvi-lo em qualquer outro dispositivo, como um leitor portátil, rádio do carro, HI-FI etc, o problema surge quando essa vossa aquisição, por exemplo de um DVD, está protegido por DRM, apesar de ser legal qualquer um de nós fazer um backup desse mesmo DVD, caso esteja em vigor uma lei tipo a DMCA, não podemos contornar o DRM por forma a exercer-mos o nosso direito de efectuar um backup.

E como hoje um artigo da ars technica indica, a DMCA nos EUA contempla tudo e mais alguma coisa, até uma porta eléctrica de garagem foi abrangida por ela.

Esta lei é tão absurda que no fundo acaba com o conceito de propriedade, uma vez que a quando da aquisição de um determinado produto, incluindo uma porta de garagem, no fundo apenas estamos a adquirir uma licença para a usar, nunca na realidade a possuindo.

E é esse aborto que os EUA querem espalhar pelo mundo fora através do ACTA e do WIPO, mais uma vez uma agência das Nações Unidas.

When combined with ACTA, the two agreements would render Canadian copyright law virtually unrecognizable as Canada would be required to undertake a significant rewrite of its law. The notion of a “made-in-Canada” approach – already under threat from ACTA – would be lost entirely, replaced by a made-in-Washington-and-Brussels law.

What are some of the EU’s demands?

  • Copyright term extension. The current term of copyright law in Canada is life of the author plus 50 years.  This is consistent with the term requirements under the Berne Convention.  The EU is demanding that Canada add an additional 20 years by making the term life plus 70 years.
  • WIPO ratification. The EU is demanding that Canada respect the rights and obligations under the WIPO Internet treaties.  The EU only formally ratified those treaties this week.
  • Anti-circumvention provisions. The EU is demanding that Canada implement anti-circumvention provisions that include a ban on the distribution of circumvention devices.  There is no such requirement in the WIPO Internet treaties.
  • ISP Liability provisions. The EU is demanding statutory provisions on ISP liability where they act as mere conduits, cache content, or host content.  ISPs would qualify for a statutory safe harbour in appropriate circumstances.  There is no three-strikes and you’re out language (which presumably originates with the U.S.).
  • Enforcement provisions. The EU is demanding that Canada establish a host of new enforcement provisions including measures to preserve evidence, ordering alleged infringers to disclose information on a wide range of issue, mandate disclosure of banking information in commercial infringement cases, allow for injunctive relief, and destruction of goods.  There is also a full section on new border measures requirements.
  • Resale rights. The EU is demanding that Canada implement a new resale right that would provide artists with a royalty based on any resales of their works (subsequent to the first sale).
  • Making available or distribution rights. The EU is demanding that Canada implement a distribution or making available right to copyright owners.

[via Michael Geist]

Sobre o tema ler e ver este vídeo de Michael Geist.

The Ministry of Economic Development still refuses to reveal the draft text of the Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA) or fully define the position that New Zealand is taking in the negotiations.

Ministry of Economic Development (MED) spokesperson George Wardle, at a briefing in Wellington today, said government could not release the draft text of the treaty as all parties to the negotiation had agreed to keep it confidential. Computerworld sought access to the briefing, but media were excluded.

[via computerworld.nz]

Na Nova Zelândia parece que também se preparam para implementar o atentado à liberdade e privacidade que o senhor Sarkozy cozinhou, a HADOPI.

The Government favours a three-notice procedure to deal with illegal copying of material over computer networks, Commerce Minister Simon Power said today.Mr Power announced the release of a Cabinet Paper that outlines the basis of new legislation, which will be introduced to Parliament early next year. This follows a review of section 92A of the Copyright Act 1994.

[via scoop.nz]

E na Australia prepara-se uma nova blacklist que os ISP’s serão obrigados a implementar, não permitindo que os seus clientes/utilizadores possam aceder a sites como o Wikileaks que denuncia quer estas aldrabices todas que se vêm perpretando nas nossas costas, quer outras como os projectos de vigilância Indect, Adabts e claro a corrupção e a falta de espinha dos media tradicionais para nos informar de tudo isto.

Wikileaks… could become as important a journalistic tool as the Freedom of Information Act.

— Time Magazine

The Australian Government today announced further details of its approach to improve safety on the internet for Australian families.

The Government’s approach to cyber-safety has been informed by the Government’s trial of internet filtering and extensive industry feedback about the most appropriate way to improve safety online.

(…)

As you will notice, the Australian government justifies the moves by employing that tired old fallback of “protecting families” online. This is a kind of corollary to Godwin’s law: as soon as “the children” are invoked by politicians in the context of the Internet, you know that they don’t have any substantive arguments to support their arguments.

Wikileaks has shown itself a fearless opponent of censorship, and it will probably be one of the first casualties of Australia’s censorship system. Moreover, Australia is certainly not alone is wishing to gag that awkward site with its highly embarrassing revelations: there have been requests in the US to “probe” Wikileaks, and I’m sure that quite a few nominally “liberal” Western governments would love to do something rather more permanent than just probing it.

[via Glyn Moody]

Claro que todas estas medidas são sempre a pensar no ‘bem’ de todos nós, exactamente como descreve George Orwell na sua distopia “1984”, ou indo directamente à realidade histórica, como diriam os dirigentes da Alemanha Nazi.

All propaganda has to be popular and has to accommodate itself to the comprehension of the least intelligent of those whom it seeks to reach.
Adolf Hitler

Com tudo isto que os supostos governos democráticos vão fazendo, que legitimidade lhes assiste para criticarem países como a China e a sua ‘chinese firewall’ ou o Irão que faz o mesmo usando tecnologia europeia?

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PARTIDO da PARTILHA em vez de Partido Pirata!

Depois de ler o artigo de Richard M.Stallman que aqui há dias mencionei e que o Miguel Caetano do Remixtures traduziu, bem como este interessante artigo sobre o Partido Pirata do Reino Unido, dei por mim a pensar que apesar da vantagem inicial de se usar a palavra PIRATA, esta a longo prazo tem mais desvantagens que vantagens, como tal creio que o mais correcto seria os partidos passarem antes a usar a palavra PARTILHA, sendo assim creio que o nome mais correcto e de maior vantagem no futuro aqui no nosso país, seria de Partido Português da PARTILHA.

Apesar deste movimento a nível global ter vindo a aproveitar a enorme publicidade à volta do ThePirateBay, usando como slogan a palavra pirata, que até tem o ponto positivo de ser parecida em diversas línguas, tem no entanto o enorme inconveniente de ser associada a algo de ilegal ou criminoso,algo que nenhum destes movimentos defende.

Na minha modesta opinião deveríamos afastarmo-nos dos epítetos com que somos brindados por parte daqueles que criticamos e das jogadas de bastidores contra as quais lutamos, como tal creio que deveríamos acentuar aquilo que na realidade pretendemos, a PARTILHA.

Teria desde logo uma conotação mais legal e mais próxima daquelas pessoas que não estão por dentro destes temas mas que percebem que partilhar é positivo  que é algo pelo qual se deve de lutar, algo que é inerente ao ser humano, pelo contrário a palavra PIRATA tem uma conotação negativa, e mais negativa é quando o outro lado da barricada, aqueles que estão CONTRA A PARTILHA, fazem dela um slogan de ataque.

Seria pois muito mais vantajoso usar a palavra PARTILHA em detrimento da PIRATA; não estaríamos assim a fazer o jogo do adversário, quebrando desde logo muitas das acusações falsas e ilegítimas que nos fazem.
Até porque e como muito bem defende o Partido Pirata do Reino Unido, não é só a liberdade e a privacidade da rede que está em causa, mas também o que se passa no dia a dia, como por aqui tenho mencionado,desde as bases de dados de ADN, os chips nas matrículas, leis como a do cibercrime e da retenção de dados, câmaras de vigilância etc etc.

“Quando as companhias discográficas armam um escarcéu a respeito do perigo da “pirataria”, elas não estão a falar de ataques violentos a navios mas sim a queixar-se da partilha de cópias de música, uma actividade em que milhões de pessoas participam num espírito de cooperação. O termo “pirataria” é empregue pelas companhias discográficas para demonizar a partilha e a cooperação ao compará-las com o sequestro, assassinato e roubo.”
http://remixtures.com/2009/08/acabar-com-a-guerra-da-partilha-richard-stallman/

“While a call to legalise non-commercial filesharing is getting the most attention, the party believes freedom to share is part of a larger set of freedoms, including freedom from excessive surveillance, freedom of movement and freedom of information, to increase government transparency and accountability. And in addition to opening up a debate on copyright, Robinson also wants to ask: “How much CCTV is enough? How much government snooping on what we do on the internet is too much?””
http://www.guardian.co.uk/technology/2009/aug/26/filesharing-pirate-party-uk-downloads

Acabar com a guerra à PARTILHA!

[update: o Miguel Caetano do excelente blog Remixtures resolveu traduzir este artigo de RMS, para quem tem dificuldades com o inglês tem agora disponível uma versão em Português]

Eis um artigo do criador da licença GNU e do movimento do Software Livre, Richard Stallman, que deve ser lido e relido,especialmente pelos senhores da MAFiAA, que todos os dias nos chamam a todos de criminosos.


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Ending the War on Sharing

When record companies make a fuss about the danger of “piracy”, they’re not talking about violent attacks on shipping. What they complain about is the sharing of copies of music, an activity in which millions of people participate in a spirit of cooperation. The term “piracy” is used by record companies to demonize sharing and cooperation by equating them to kidnaping, murder and theft.

Ending the War on Sharing

To stop people from sharing goes against human nature, and the Orwellian propaganda that “sharing is theft” usually falls on deaf ears. It appears the only way to stop people from sharing is with a harsh War on Sharing. Thus the record companies, through their legal arms such as the RIAA, sue teenagers for hundreds of thousands of dollars for sharing. Meanwhile, corporate conspiracies to restrict public access to technology have developed systems of Digital Restrictions Management, designed to handcuff users and make copying impossible. Examples include iTunes as well as DVDs and Blueray disks. (See DefectiveByDesign.org for more information.) Although these conspiracies operate in restraint of trade, governments systematically fail to prosecute them.

Ending the War on Sharing

At a recent film conference I heard a proposal to require people to prove their identity to gain access to the Internet; such monitoring would also help crush dissent and democracy. China has announced such a policy for Internet cafes; will the EU be next? An MP in the UK proposed to imprison people for ten years for sharing. This has not been adopted — yet. Meanwhile, in Mexico, children are being invited to report their own parents, Soviet style, for unauthorized copying. It seems there is no limit to the cruelty that the copyright industry will propose for its War on Sharing.

Ending the War on Sharing

The record companies’ main argument for forbidding sharing is that it causes the “loss” of jobs. This claim turns out to be pure guesswork (1). But even if they were true, they would not justify the War on Sharing. Should we forbid people to clean their own homes to avoid “loss” of janitorial jobs? Forbid people to cook for themselves, or forbid sharing of recipes, to avoid the “loss” of restaurant jobs? Such arguments are absurd because the “cure” is more profoundly harmful than the “disease”.

Ending the War on Sharing

Besides, even if the record companies never succeed in crushing human cooperation, they cause much misery just by trying, and intend to cause more. Rather than allow them to pursue the War on Sharing until they admit it is futile, we must stop them as soon as possible. We must legalize sharing.

Some say the networked society has no more use for record companies. I do not support that position. I will never pay for a music download until the day I can do that anonymously, so I want to be able to buy CDs anonymously in a record store. I do not wish for the elimination of record companies in general, but I will not give up my freedom to keep them going.

NWO_News: Grécia vacina toda a gente; Federal Reserve is a “Ponzi scheme”; MAFIA do entretenimento

Como não há tempo para muito mais aqui ficam no entanto alguns artigos interessantes sobre a temática do controlo das nossas vidas.

Segundo noticia a SIC, a Grécia vai cometer o erro, diria mesmo crime, de vacinar a sua população toda contra a gripe AH1N1, pelo menos é o que anunciou hoje o ministro da Saúde Dimitris Avramopoulos.

Será que o caro ministro sabe disto?
Administração de Obama desresponsabiliza farmacêuticas do que possa suceder com vacina da AH1N1

E por cá já alguém ouviu falar sobre o que acima menciono?

Em relação à nossa liberdade e privacidade fora e dentro da grande Rede, está tudo cada vez pior.
Num interessante artigo da arstechnica ficamos a saber que o que a MAFIA da indústria da música e similares pretendem é vender gato por lebre, ou seja, pretendem vender a possibilidade de escutar-mos, ler-mos ou ver-mos os seus produtos mas só durante o tempo que lhes apetecer.

Façam um favor a vocês mesmos, nunca, mas nunca aluguem, sim a palavra certa é aluguer, produtos com DRM [1] [2] é que pagam por algo que nunca será vosso e que a qualquer momento vos pode ser retirado sem qualquer explicação.
E já agora também não podem usar onde querem, nem emprestar…etc!

Nos EUA o ex-governor and attorney-general of New York, Eliot Spitzer, afirmou com todas as letras num artigo do Rawstory que e passo a citar “The Federal Reserve — the quasi-autonomous body that controls the US’s money supply — is a “Ponzi scheme” that created “bubble after bubble” in the US economy and needs to be held accountable for its actions”; é por estas que se percebe a verdadeira razão porque deixou o seu anterior cargo!

Afirma ainda que  “the bank bailout amounts to “America’s greatest theft and cover-up ever.””

Spitzer defende uma auditoria à FED.

Mas apesar do controlo do governo mundial da nova ordem estar na city londrina e do seu ramo norte-americano, a MAFIA bancária extende-se a todo o planeta, não contentes com o que têm roubado preparam-se agora para usar as mentiras de Al Gore e sua corja, sobre o suposto aquecimento global, para poderem roubar mais um pouco.

Tal como o nosso país assim vai este triste mundo, onde nem as obras sob dominio público estão seguras da voragem das MAFIAS.

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Desinformando para se ir atacando a liberdade da rede Internet; DDOS na Coreia do Sul e EUA

[update: o Rockefeller mencionado abaixo é John Rockefeller o Senate Commerce Chairman, que afirmou à pouco tempo que “o mundo estaria melhor se a rede Internet nunca tivesse sido inventada”]

[update 2: lembrei-me que já havia por aqui escrito sobre os avisos do professor Lawrence Lessig indicando que Lawrence Lessig indica que existe um i-Patriot equivalente ao Patriot Act]

Hoje o DN está em grande, apesar de esta notícia sobre os ataques DDOS a sites da Coreia do Sul e EUA estar mais equilibrada que a notícia da gripe suína/AH1N1 que mencionei antes, não deixa ainda assim, de ao não informar as pessoas ou por desconhecimento ou por pura desinformação, se tornar numa peça de propaganda contra a neutralidade da rede Internet, que como tudo o resto serve quer para o bem quer para o mal, como seria de esperar, uma vez que é apenas uma extensão da realidade que vivemos.

Mais uma vez o DN recorre às pequenas insinuações para provocar o medo nas pessoas, para que estas aceitem todas e mais algumas leis que violam os seus direitos de privacidade e liberdade de expressão.

Ao acabar de ler o artigo A nova guerra fria joga-se na internet, o leitor menos conhecedor ou menos atento ou preocupado com estas situações que se passam pela Rede, ficará pronto a pedir mais regulação, mais intervenção dos Estados, no fundo mais leis que sem se aperceber lhe irão retirar a sua privacidade que hoje ainda julga ser um dado adquirido.

Está enganado, nem a Rede precisa de mais regulações idiotas nem a sua privacidade e liberdade de expressão são dados adquiridos, ainda para mais quando leis como a HADOPI em França, a Lei do Cibercrime na UE e outros projectos como a ACTA estão ou aprovados e em vigor ou a ser debatidos à porta fechada apenas e só pelos interesses instalados e sem qualquer intervenção dos cidadãos para os quais se irão dirigir esses tratados/leis.

Esta entrada qui no blog serve apenas para demonstrar que existe informação que deveria ter sido mencionada na suposta notícia do DN e que ou por desconhecimento o que pode revelar alguma incompetência da jornalista por não se ter dado ao trabalho de investigar, ou por pura má fé foi colocada de lado e como tal privou assim os seus leitores de terem uma panorâmica mais geral do que se tem passado.

No fundo é um artigo bem à medida daquilo a que David Icke chama de três passos para a aprovação e aceitação de leis restritivas dos direitos dos cidadãos e ainda por cima a pedido destes, é o famoso trio, Problema…Reacção…Solução.

Mas do que se esqueceu então o artigo do DN de mencionar por forma os seus leitores não entrarem em histeria sobre os malefícios da Rede?

Desde logo esqueceu-se de mencionar que a grande maioria senão quase todos os ataques deste género são devidos primeiro que tudo à utilização massiva da monocultura de sistemas informáticos do monopólio microsoft.
Não nos podemos esquecer que num mundo com cerca de 800Milhões de computadores, alguns cálculos de especialistas em segurança informática indicam que cerca de 320Milhões de computadores com os sistemas operativos da microsoft estão transformados em botnets e que é a partir destes que se efectuam ataques a diversos sites e não só.

Cyber Attacks Traced to the U.S., Britain | Threat Level | Wired.com

After gaining control of two of the botnet command and control servers, the researchers examined their logs and discovered that they were in turn contacting the master server in the UK, which was running a Microsoft Windows operating system.

Esqueceu-se de mencionar a senhora jornalista que os ataques partiram de computadores fisicamente no Reino Unido e sabe-se que agora também a partir do interior dos EUA, na Florida.
Mas não só, o ataque segundo o artigo da Wired é bem mais vasto, englobando cerca de 74 países, mas tendo sempre como ponto de partida dois pontos essenciais uma ligação VPN na Florida e um servidor no Reino Unido.

Esqueceu-se também de mencionar a senhora jornalista do DN que este ataque à Coreia do Sul tem muito a ver com a dependência quase total da sua infra-estrutura informática quer pública quer privada estar assente na monocultura que acima menciono.
Cerca de 99% dos computadores (servidores/desktops/laptops etc) da Coreia do Sul correm software da microsoft.
E infelizmente não estão dependentes apenas do sistema operativo em si, mas também de dois enormes buracos que são o ms-IExplorer em conjunto com o ms-activeX (do qual a microsoft tinha conhecimento de uma vulnerabilidade critica há um ano e nada fez até há dias), isto porque a Coreia do Sul nos seus sites seguros usa tecnologia não padronizada como o SSL, em vez disso criou o seu sistema que depende totalmente da tecnologia da microsoft, o SEED.

Mas o tempo que a dita empresa monopolista demora a corrigir vulnerabilidades importantes vai ainda mais longe, há não muito tempo descobriu-se que demorou 7 anos a corrigir mais uma falha critica no seu protocolo de rede SMB, colocando assim os seus clientes e utilizadores em risco apenas e só porque para corrigir essa falha teria de ir mexer noutros sistemas.

O artigo do DN esquece ainda que a Coreia do Sul tem laços muito importantes com os EUA, especialmente no que à indústria militar e de intelligence concerne.
Os serviços de intelligence da Coreia do Sul são no fundo controlados pela CIA, até começaram por ser chamados de KCIA.

E que simpático, que útil, foi agora este suposto ataque às infra-estruturas de TI destes dois países, especialmente quando o dedo aponta logo para o seu inimigo comum, a Coreia do Norte, que pode no fundo muito bem estar por trás dos ataques mas que sinceramente tenho muitas dúvidas.

É que estes ataques serviram os interesses dos EUA, em diversos cenários, quer o do tratado ACTA (que Obama bloqueou a sua discussão e intervenção pelos cidadãos com a desculpa de problemas de Segurança Nacional), quer o da recente investida de Obama com vista à criação do seu CyberCzar por forma a desligar a Rede Internet quando lhe der mais jeito e não nos podemos esquecer da legislação sobre o tema que está a ser preparada e apresentada por um dos senadores Democratas, um dos Rockefeller com vista a controlarem a Rede a seu belo prazer.

Por todas estas razões não creio que a jornalista do DN tenha feito um bom trabalho uma vez que se limitou a fomentar o medo e a propaganda e esqueceu-se do seu papel principal, o de ser uma voz activa na defesa dos interesses dos cidadãos, voz essa que apenas é válida quando realmente se informa e se dá todos ou grande parte dos dados aos seus leitores e depois estes que pensem pela sua cabeça e tirem as suas conclusões.

Um exemplo muito concreto de que o artigo é pura propaganda para gerar o medo está exactamente na forma como a jornalista PATRÍCIA VIEGAS o termina….

A nova guerra fria joga-se na internet – Globo – DN

Muito recentemente houve casos de espionagem na União Europeia, tendo o próprio Alto Representante para a Política Externa, Javier Solana, tido o seu portátil espiado. “Fui submetido a espionagem, durante meses, por uma potência não europeia”, desabafou numa conferência em Madrid. Na assistência, segundo o El País, alguém concluiu: “Se Solana pode ser espiado, qualquer um pode.”

JFK e Eisenhower avisaram-nos, nós não ouvimos! O Governo Sombra.


Eisenhower warns us of the military industrial complex


President John F Kennedy Secret Society Speech version 2


The Secret Government

It aired on PBS in 1987 and is as good as anything on the tape (must see). Moyers is a very respected TV journalist who also worked for Lyndon B. Johnson and has a very professional approach. He interviews many different people involved with the CIA and other government agencies. His documentary gives quite an overview of what has actually happened in the last 50 years regarding the CIA and the cold war (including Iran, Guatamala, Cuba, Viet Nam and Chile). He features such people as Ralph McGeehee and Phil Retinger (both former CIA agents), Rear Admiral Gene La Rocque (Ret. U.S.N.), Theodore Bissell (active in the CIA at the time), Sen. Frank Church and many others. Moyers is so very credible. The full video “The Secret Government” is 90 minutes – this segment is edited by Frank Dorrel to 20 minutes

NWO_News: Crise como motor da Nova (DesOrdem) Mundial

Um interessante artigo da russa, Olga Chetverikova, que a amiga Ana me enviou, sobre os senhores da Nova (Des)Ordem Mundial e de como usam as crises que criam para levar os cidadãos a aceitarem as suas políticas e as suas agendas com vista a um planeta totalmente controlado por estas elites.

Como Sarkozy e Gordon Brown, dois dos protegidos da família Rothschild, foram preparando o caminho para a actual crise e como ela deveria ser tratada e divulgada.

Strategic Culture Foundation

Statements made by certain representatives of ‘the global elite’ indicate that the current crisis is being used as a mechanism for provoking some deepening social upheavals that would make mankindplunged as it is already into chaos and frightened by the ghost of an all-out violenceurge of its own free will that a ‘supranational’ arbitrator with
dictatorial powers intervene into the world affairs.

Mas quer as crises quer as ideias para um governo único não são novas, nos anos 90 já David Rockefeller defendia a ideia de um poder privado que substituisse os governos, afirmando que apenas se necessitava de uma grande crise por forma a levar as pessoas a aceitarem o Novo Governo Mundial.

Um dos conselheiros de Sarkozy, Jacques Attali ex-chefe do EBRD, afirmou mesmo que deixariam ou estimulariam guerras que matariam milhões e após isso, a que ele designa por ‘reformas’, as pessoas aceitariam a Nova Ordem Mundial.

O mesmo foi dito pelo assassino de Aldo Moro, Kissinger, ao afirmar que a tarefa principal seria definir e formular as principais preocupações da maioria dos países, considerando o medo colectivo de uma guerra (jihad) terrorista.

Mais uma interessante ideia, tendo em conta a mentira que ocorreu em 11Set2001.

Kissinger não se limita a controlar os países através do petróleo como muitos afirmam como explicação para os atentados de 11Set2001 e posterior invasão do Iraque e Afeganistão, ele vai mais longe, pretende o controlo de todas as pessoas através do controlo da produção de alimentos, aliás essa como vem cada vez mais sendo demonstrada, é uma das principais razões para a invasão do Afeganistão e Iraque.

‘If you control the oil you control the country; if you control food, you control the population.’ Henry Kissinger

No que a esta ideia de Kissinger concerne, ele está em perfeita sintonia com o protector de Obama, Zbigniew Brzezinski, o qual defende o total controlo da EuroAsia por forma a controlar o planeta inteiro, tendo para tal de cercar a Russia e China e entrar em guerra com estas duas grandes potências.
É o que está hoje em dia em preparação com a tomada de posse da Administração de Obama, e com as continuadas guerras no Afeganistão, Iraque, entrada no Paquistão, colocação de bases em países do ex-Pacto de Varsóvia, bem como da utilização da NATO para desestabilização da Europa.

O planeta está a ser levado passo a passo a aceitar uma Nova DesOrdem Mundial, cada vez mais ouvimos, lemos, visionamos esta frase um pouco por todo o lado, dos políticos aos media, todos leiem a mesma pauta.

Recentemente e após uma viagem à Russia de Kissinger, Gavriil Popov, o actual Presidente da União Internacional de Economistas escreveu um artigo no qual afirma que existe a necessidade de colocar sob uma ordem internacional o controlo das armas nucleares, as centrais nucleares, a tecnologia de ponta, nomeadamente a de foguetes bem como os minerais do planeta e ainda impôr o controlo de nascimentos.
Afirma mesmo nesse artigo que os paíse que não aceitem a Nova Ordem Mundial, deverão ser expulsos da comunidade mundial.

Aconselho vivamente a lerem o artigo todo, o que aqui deixei é apenas uma pequena amostra, para perceberem como funciona o trio, Problema, Reacção, Solução.

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