Concurso para o Classmate Magalhães II, a pouca vergonha continua

O site de notícias de Informática entre outras, do Sapo, o TEK, tem uma notícia que é de bradar aos céus e que mais uma vez demonstra bem como se fazem as coisas neste país, como se coloca em causa a livre concorrência e se protegem monopólios usando o erário público.

Trata-se do artigo Fabricantes levantam caderno de encargos para o e-escolinha, a partir do qual tomamos conhecimento que Na componente de software volta a ser exigido o dual boot, com a possibilidade do portátil ser utilizado com os dois sistemas
operativos, a pré-instalação do pacote de aplicações Microsoft Office
(…)”.

Isto é simplesmente impressionante, ou melhor, é COMPLETAMENTE ILEGAL.

Como raio faz parte do concurso a obrigatoriedade da pré-instalação do ms-office?

Não existe a mínima razão para tal facto, isto é um completo abuso.

1º Com esta obrigatoriedade coloca-se em causa a livre concorrência

2º ao colocar-se em causa a livre concorrência, coloca-se em causa o racional uso dos dinheiros públicos

3º esta situação como descrevi noutra entrada indica que “Segundo esta interessante notícia no site do Observatório e Repositório de Software de fonte aberta, OSOR, muitos dos concursos que as Administrações Públicas (AP) fazem para a aquisição de software, podem ser ilegais uma vez que ILEGALMENTE beneficiam, favorecem, as aplicações proprietárias.
Mas o mais interessante é que parece que neste caso apenas se trata de um concurso tendo em vista hardware.

deve-se ensinar às crianças CONCEITOS E NÃO PRODUTOS.
como tal seria lógico que se ensinasse a usar processadores de texto, folhas de cálculo e software de apresentações e não marcas, logo o mais lógico seria a utilização de software deste tipo que fosse multi-plataforma, casos do OpenOffice, Koffice, Abiword, Gnumeric,  etc.

5º como indico no ponto anterior existem alternativas que fazem exactamente a mesma função e que são gratuitas ou mais baratas casos de outros exemplos deste tipo de software mas comercial, como o Staroffice, Lotus Symphony ou do Corel entre outras.

as vantagens do uso de software livre são óbvias, para além de ser gratuito a sua licença permite o seu uso livre quer por empresas quer por particulares, sendo o seu código aberto mais tarde os petizes d’agora poderão tornar-se amanhã nos programadores dessas mesmas aplicações.
Essas aplicações de Software Livre respeitam a utilização do formato ODF, padrão aprovado internacionalmente e que inclusive é obrigatório o seu uso pelos países da NATO, Portugal presumo que esteja incluído.
Não param de crescer os países que têm tornado este formato aberto e livre, que por todos pode ser implementado, quer por software comercial quer por software livre, no seu formato padrão de ficheiros de escritório.

7º diversos países ricos Europeus têm vindo a adoptá-lo nos seus Ministérios, casos da França, Alemanha entre outros, tendo agora mesmo sido adoptado como padrão pela empresa pública de tv da Noruega a par dos formatos livres de vídeo e audio ogg (vorbis e theora).
Por cá também é usado por exemplo pela Radio Popular que apenas usa nos seus sistemas Software Livre como se pode verificar nos seus POS quando efectuamos compras nestas lojas.

8º é usado pelo Banco do Brasil e claro faz parte do projecto de Munique bem como é padrão na Gendarmerie francesa.

9º a Assembleia da Republica já votou o seu uso

10º a suite de escritório da microsoft, não respeita a norma ODF, isto apesar de supostamente permitir gravar e abrir documentos neste formato padrão internacional, mas o que é facto é que diversos testes demonstraram que a implementação da microsoft não respeita o formato e causa mais uma vez problemas de INTEROPERABILIDADE.
Aliás, há sérias preocupações de que o desrespeito pelo formato ODF por parte da microsoft se insiram na sua habitual estratégia de descredibilizar o formato, tentando assim manter o lock in/dependência dos utilizadores através dos seus formatos proprietários.

11º para crianças que estão a iniciar-se na utilização de computadores, sistemas operativos e aplicações, é-lhes indiferente usarem qualquer tipo de sistemas e aplicações, elas têm a capacidade de apreender todos eles e de não colocarem de lado algo novo ou que não estejam habituadas a usar

12º se pensam que a microsoft dá alguma coisa a alguém e nomeadamente ao Estado português, pensem duas vezes e já agora consultem a base de dados do Transparência-pt.org, onde podem verificar que dos nossos bolsos já saíram quase 25 milhões de euros para a microsoft.

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FLOSS_News: Magalhães com dias contados na América latina? Google arranja ms-IExplorer

Depois de ler esta entrada do site dicas-l, questiono-me sobre o futuro do classmate magalhães do putativo engº Sócas na Venezuela e restante América Latina.

É certo que este YeeLoong8089 Notebook poderá ainda não estar preparado para aguentar o uso dado por uma criança, mas se a América Latina pretender elevar a fasquia e começar a distribuir este tipo de máquinas a idades um pouco mais elevadas, como por exemplo preparatória e secundária, este tipo de equipamento está mais que conseguido, uma vez que o seu target é desde já estudantes, e até profissionais.

Este netbook da chinesa Lemote, tem características bem interessantes que o colocam com uma performance ao nível de um intel P4, CPU Loongson MIPS de 64bits, low power, 512/1024Mb de RAM, disco de 160Gb ou SSD de 8G, LCD de 8.9”, basicamente tudo o que um normal netbook tem, e ainda com a enorme vantagem de todos os seus componentes terem sido escolhidos para suportar Software Livre a sério, incluindo o BIOS que também é software livre, não é dito mas presumo que seja o BIOS do projecto OpenBIOS; descobri que afinal usa o PMON2000, com uma licença BSD.

Claro que o sistema operativo que lá corre também é livre, desde a distribuição completamente livre gNewSense sem os ‘blobs’ que tornam algumas das outras distros um pouco menos livres em virtude do kernel linux conter os tais ‘blobs’.
A gNewSense na sua mais recente versão a 2.3 deltah até foi ao pormenor de retirar tudo o que tivesse a ver com o cavalo de Tróia, ms-novell-mono.
gNewSense 2.3 Screenshots

A decisão do governo do Reino Unido de dar emprego a ex-hackers (esta coisa de ex no artigo do theregister, presumo que queira dizer que continuam a ser HACKERS e não crackers, mas que serão agora white hackers, pela parte que me toca agora é que são BLACK hackers) parece que não foi muito bem recebida por um HACKER muito conhecido (Mathew Bevan, aka Kuji) bem como por um especialista em segurança, relata o theregister.

Parece que os rapazes malandros, “naughty boys”, como lhes chama o czar da segurança lá do sitio, Lord West, deverão, ou deveriam ter um papel importante na cyberdefesa do Reino Unido, segundo o jornal sunday express, o MI5 já teria contratado cerca de 50 adolescentes todos asiáticos, para trabalharem num projecto super secreto de segurança, sendo que os contratos que assinaram não lhes permitem dizer nada do que fazem nem aos pais.

Mas algumas suspeitas foram levantadas pelo Kuji, pergunta ele porque raio é que são chamados de malandros se não têm qualquer registo criminal? Como é que chegaram aos ouvidos do GCHQ (a NSA do UK), se não foram apanhados? Se o tivessem sido deveriam ter registo criminal!

Kuji vai ainda mais longe e afirma que não tem conhecimento de Hackers que tenham sido convidados a participar de tal programa, a verdade é que para contratar este tipo de especialistas, 50, estes teriam de ter sido apanhados, se não o foram e se não se sabe de convites, então o UK teve de contratar outsourcing da Índia ou China, mas como é que esta gente passou o crivo da segurança necessária para trabalhar em projectos como este?

Já há tempos alguns especialistas em segurança informática do UK haviam questionado as decisões do governo em adquirir para a sua infraestrutura de redes do país tecnologia da chinesa Huawei em virtude desta poder ter trojans.

Segundo o mesmo Hacker, isto não passa de uma psyops à primeira vista apenas com o objectivo de demonstrar que o UK também está a seguir a Administração de Obama que supostamente está a contratar hackers.

Até porque não faz qualquer sentido que se venha com notícias como esta que vem em sentido contrário do que o UK está a tentar por todos os meios extraditar para os EUA um Hacker, que seria engraçado que no fim viesse a trabalhar para a Admin Obama, embora UK e USA sejam no fundo a mesma coisa, ou melhor UK continua a ser o manda-chuva da elite da NWO!

Secret teen hacker army ridiculed • The Register

Ferguson’s critique of “schoolboy tales of hiring ‘naughty boys’ for hi-tech derring-do” can be found here.

Partido Pirata do Canada cria tracker de bittorrent

Segundo o torrentfreak, o PP do Canadá que está em vias de ser legalizado, enquanto não o é e para não perder tempo vai criando o seu próprio tracker de bittorrent.
O objectivo é demonstrar que a PARTILHA de ficheiro não é uma ameaça, mas uma grande oportunidade para os artistas promoveremo seu trabalho.

Pirate Party Canada Starts a BitTorrent Tracker | TorrentFreak

“We’re starting a BitTorrent tracker to show artists how to properly use P2P technology in order to gain access to a cheap and efficient marketing and distribution network,” Pirate Party spokesman Jake Daynes told TorrentFreak.

“In addition we hope to show the public that P2P is not only for ‘illegal’ activity, and that it can be used to allow aspiring artists access to the global stage. A tracker is the epitome of filesharing, and one of our platform ‘planks’ as it were, is about the promotion of filesharing,”
Jake added.

Apresentação de Florian Schiessl: LiMux & WollMux: Free Software in Munich

Conforme já por aqui escrevi, o projecto de migração para software livre levado a cabo pela cidade alemã de Munique prossegue estando quase a chegar ao fim, mais dois anos e a cidade e a Alemanha no seu conjunto terá ganho a batalha contra o desperdicio quer de recursos quer de dinheiro e impulsionado fortemente a sua economia de TI.

O director do projecto Florian Schiessl afirma mesmo que desde que o projecto LiMux teve inicio que dos cerca de 4 milhões de euros gastos, quase 90% foram para empresas de Munique, muito especificamente para as PME’s.

Parece que continua a controvérsia à volta das apresentações criadas pela microsoft que a best buy usou numa formação dos seus vendedores e que continham verdadeiros ataques ao software livre, incluindo verdadeiras MENTIRAS como se podem ler por aqui – Microsoft’s Latest Anti-GNU/Linux Moves Are Sign of Agony

Mas os senhores de Redmond que continuam a mentir com quantos dentes têm, como fica bem demonstrado pelas contradições entre o discurso e as acções, não se ficaram por aqui, segundo Jim Zemlin da Linux Foundation, a microsoft tem tentado dissiminar o seu discurso de FUD, usando proxys, ao largar 22 patentes relacionadas com o Linux por forma a que as chamadas empresas que apenas vivem de patentes, Patent Trolls, as adquiram por forma a fazerem o trabalho sujo que a microsoft não pode fazer directamente por forma a manter o seu discurso hipócrita que vem sendo desmentido inclusive pela DELL.
Microsoft attack Linux at the retail level

Microsoft Linux-bashing hits a nerve

Inaccurate statements include the assertion that Linux vendors offer no authorized support, and that iPod or video chat support is not available on Linux. One particularly laughable statement is that Linux is not as secure as Windows 7.

In fact, security continues to be a problem for Windows, as reported by our sister site, eWEEK, yesterday. Redmond is now trying to assure nervous customers that the serious bug that recently hit the Windows 7 Release Candidate will be fixed by the time of next month’s product release, says the story.

Microsoft Linux-bashing hits a nerve

Yesterday, Linux Foundation executive director Jim Zemlin was more forthright in making this allegation. In a blog entry, Zemlin writes, “Thus, by selling patents that target Linux, Microsoft could help generate fear, uncertainty, and doubt about Linux, without needing to attack the Linux community directly in their own name.” He goes on to write, “It’s time for Microsoft to stop secretly attacking Linux while publicly claiming to want interoperability.”

Google arranja ms-IExplorer

Para terminar aqui fica uma notícia que deve ter provocado mais uns quantos lançamentos de cadeiras pelo campeão deste tipo de desporto, o senhor Steve Ballmer.

Parece que o google em vez de estar a bater sempre na mesma tecla de ter de desenvolver código para os browsers como devem de ser e que seguem os padrões como o seu Chrome, o Firefox, Opera e Safari, resolveu arranjar o ms-IExplorer com vista a este passar a ter uma máquina de javascript a sério e cumprir com alguns dos critérios das tags HTML5.

É claro que isto não é inocente mas de qualquer forma a todos nós beneficia, incluindo as pessoas que já viram a luz e que há muito que não usam a trampa do browser da microsoft ou nem sequer qualquer coisa que de lá venha como os sistemas operativos, preferindo usar Software Livre e formatos e protocolos livre e abertos.

Como dizia, esta atitude da google não é inocente, mas como a google quer fazer evoluir a rede usando padrões livres e abertos que tanto têm dado à google (google funciona sobre gnu/linux entre outro software livre), precisa que todos nós tenhamos à disposição ferramentas que possam cumprir com esses requisitos, como tal e em virtude do seu fabuloso projecto Google Wave, vai de arranjar o ms-IE.

Microsoft howls as Google turns IE into Chrome • The Register

Updated Google is offering a new Internet Explorer plug-in that turns Microsoft’s browser into a Google browser. And in predictable fashion, Microsoft is peeved.

As it prepares to grant widespread access to the preview version of Google Wave – its new-age communications platform
Google has fashioned an IE plug-in that equips Microsoft’s
future-challenged browser with the rendering and JavaScript engines at
the heart of Google Chrome. Among other things, this introduces IE to
the world of HTML5
, the next generation hypertext markup language that
Microsoft is, shall we say, rather slow to adopt.

Cavalo de Tróia ms-novell-mono e agora também canonical? Que opções e decisões tomar?

[update: em relação à distro gNewSense e directamente do seu forum – “Mono will be gone from the default install in 3.x. ” – http://wiki.gnewsense.org/ForumMain/WhatAboutMono ; óptimas notícias :)]

Apenas alguns links para umas tendências perigosas da empresa por trás do Ubuntu/Kubuntu/Edubuntu/Xubuntu URemix etc.

Estou com bastantes dúvidas se continuo a apoiar e a instalar distros como as da Canonical ou distros baseadas nesta.
Sim sou um bocado picuinhas quanto a estas coisas, detesto gente vendida e que não percebe ou não quer perceber que se seguirem por este caminho não muito à frente nele só existe um precipício.

Será que não conhecem o historial da microsoft? Será que não sabem que esta nunca jogou segundo as regras?

Chegado aqui questiono-me sobre o que usar, daqui a pouco ainda acabo é no FreeBSD+PC-BSD, tenho de ver como andam por lá as histórias do cavalo de Tróia ms-novell-mono.
Parece que também existe um porte do cavalo de Tróia para FreeBSD, mas não creio que esteja a contaminar os BSD’s.

Tendo em conta que a Debian é a distro do coração, é muito provável que volte a ela, desta vez usando uma Netinstall com testing/sid formando assim uma rolling distro sempre actualizada e sem esperar pela versão seguinte.

https://i1.wp.com/www.debian.org/Pics/lennybanner_indexed.png

Juntando à Netinstall o script smxi e mais algumas coisas como KDE/Xfce/E17/lxde/openbox/fluxbox, esta é sem dúvida a escolha que mais me atrai, embora dê mais trabalho.

Posso no entanto optar por uma das distros aconselhadas pela FSF, a Gnewsense tem o pequeno/grande problema de ser baseada em Ubuntu (embora tenha a vantagem de ser totalmente livre uma vez que retiram tudo o que não o seja, incluindo do kernel linux), mas creio que a Dynebolic, não oferece grandes problemas, existe ainda a hipótese do 64Studio.
Com alguns inconvenientes, serem baseadas em Ubuntu, a #Crunchbang a Debris ou a WattOS também são distros a ter em conta para hardware mais antigo e com menos power.
Há ainda a hipótese da Mepis e a AntiX que são totalmente baseadas em Debian e claro a sidux e a lindissima Dreamlinux totalmente Debian+Xfce+Awn+Compiz, bela leve e rápida.

meptools_0.jpg
https://i2.wp.com/crunchbanglinux.org/wiki/_media/screenshots/9.04-terminator-terminal-transparency.pnghttps://i1.wp.com/www.planetwatt.com/pics/d/161-2/conky.jpg

Gostei desta frase aqui numa discussão da 64Studio “I’m thinking you’ll be removing “all” mono code before the 3.0 final release. There seems to be traps laid and waiting
to spring at a future date, users can install mono if they want to.”

Outra possibilidade que se me afigura muito interessante é a versão do Elive, Debian+E17, que dentro de pouco tempo passará a sua versão de desenvolvimento a ser baseada na unstable, aka sid, da Debian, sendo assim uma rolling distro interessante.

Bom a ver vamos o que vai ser?!!!

Para já ando em experiências com a Debian testing e a #crunchbang, são as duas muito rápidas e fáceis de instalar, a #crunchbang usa Rhythmbox :) acho que tb fogem ao cavalo de Tróia, mas claro nasce da Ubuntu e como tal não posso usar os pacotes unstable da Debian.

P.S. já agora e tendo em conta as posições da FSF em relação ao cavalo de Tróia ms-novell-mono porque raio a GnewSense não é totalmente Debian?
Até tinha vantagens com o script smxi, uma vez que este só suporta distros totalmente compatíveis com a Debian.

Ubuntu Free Speech Zones « mono-nono

Eventually, the Ubuntu Forums set up a “Free Speech Zone” of a thread called “Monolith” in a sub-forum of a sub-forum of a sub-forum. There’s a pathetic attempt at pretense: “We do not want to silence them and in fact encourage Civil debate.”

Uh no. Just say you don’t want anymore mono criticism and be done with it. I despise people that feign neutrality. If you have a position, announce it and defend it. Don’t dance around like you have no bias and then pull some BS like the Free Speech Zone. It’s dishonest and transparently so.

Why Novell and Ubuntu Suppress Opposition of Mono | Boycott Novell

Ubuntu does not even deny suppressing opposition to Mono anymore. What a spit in the face of the FSF and the large majority of the GNU/Linux users out there, who agree with the FSF. Ubuntu suppressed Mono opposition before and even eliminated it (it disappeared, according to Jason), which is what led to the creation of the Mono-Nono Web site on the face of it.

At Novell, Polluting GNU/Linux with Microsoft Technologies is “Taking Over the World” | Boycott Novell

Fedora has already forbidden Moonlight. We also happen to know that some unnamed Red Hat seniors are unhappy with Mono. BLAG, a derivative of Fedora is already in the process of removing Mono indefinitely.

Desinformando para se ir atacando a liberdade da rede Internet; DDOS na Coreia do Sul e EUA

[update: o Rockefeller mencionado abaixo é John Rockefeller o Senate Commerce Chairman, que afirmou à pouco tempo que “o mundo estaria melhor se a rede Internet nunca tivesse sido inventada”]

[update 2: lembrei-me que já havia por aqui escrito sobre os avisos do professor Lawrence Lessig indicando que Lawrence Lessig indica que existe um i-Patriot equivalente ao Patriot Act]

Hoje o DN está em grande, apesar de esta notícia sobre os ataques DDOS a sites da Coreia do Sul e EUA estar mais equilibrada que a notícia da gripe suína/AH1N1 que mencionei antes, não deixa ainda assim, de ao não informar as pessoas ou por desconhecimento ou por pura desinformação, se tornar numa peça de propaganda contra a neutralidade da rede Internet, que como tudo o resto serve quer para o bem quer para o mal, como seria de esperar, uma vez que é apenas uma extensão da realidade que vivemos.

Mais uma vez o DN recorre às pequenas insinuações para provocar o medo nas pessoas, para que estas aceitem todas e mais algumas leis que violam os seus direitos de privacidade e liberdade de expressão.

Ao acabar de ler o artigo A nova guerra fria joga-se na internet, o leitor menos conhecedor ou menos atento ou preocupado com estas situações que se passam pela Rede, ficará pronto a pedir mais regulação, mais intervenção dos Estados, no fundo mais leis que sem se aperceber lhe irão retirar a sua privacidade que hoje ainda julga ser um dado adquirido.

Está enganado, nem a Rede precisa de mais regulações idiotas nem a sua privacidade e liberdade de expressão são dados adquiridos, ainda para mais quando leis como a HADOPI em França, a Lei do Cibercrime na UE e outros projectos como a ACTA estão ou aprovados e em vigor ou a ser debatidos à porta fechada apenas e só pelos interesses instalados e sem qualquer intervenção dos cidadãos para os quais se irão dirigir esses tratados/leis.

Esta entrada qui no blog serve apenas para demonstrar que existe informação que deveria ter sido mencionada na suposta notícia do DN e que ou por desconhecimento o que pode revelar alguma incompetência da jornalista por não se ter dado ao trabalho de investigar, ou por pura má fé foi colocada de lado e como tal privou assim os seus leitores de terem uma panorâmica mais geral do que se tem passado.

No fundo é um artigo bem à medida daquilo a que David Icke chama de três passos para a aprovação e aceitação de leis restritivas dos direitos dos cidadãos e ainda por cima a pedido destes, é o famoso trio, Problema…Reacção…Solução.

Mas do que se esqueceu então o artigo do DN de mencionar por forma os seus leitores não entrarem em histeria sobre os malefícios da Rede?

Desde logo esqueceu-se de mencionar que a grande maioria senão quase todos os ataques deste género são devidos primeiro que tudo à utilização massiva da monocultura de sistemas informáticos do monopólio microsoft.
Não nos podemos esquecer que num mundo com cerca de 800Milhões de computadores, alguns cálculos de especialistas em segurança informática indicam que cerca de 320Milhões de computadores com os sistemas operativos da microsoft estão transformados em botnets e que é a partir destes que se efectuam ataques a diversos sites e não só.

Cyber Attacks Traced to the U.S., Britain | Threat Level | Wired.com

After gaining control of two of the botnet command and control servers, the researchers examined their logs and discovered that they were in turn contacting the master server in the UK, which was running a Microsoft Windows operating system.

Esqueceu-se de mencionar a senhora jornalista que os ataques partiram de computadores fisicamente no Reino Unido e sabe-se que agora também a partir do interior dos EUA, na Florida.
Mas não só, o ataque segundo o artigo da Wired é bem mais vasto, englobando cerca de 74 países, mas tendo sempre como ponto de partida dois pontos essenciais uma ligação VPN na Florida e um servidor no Reino Unido.

Esqueceu-se também de mencionar a senhora jornalista do DN que este ataque à Coreia do Sul tem muito a ver com a dependência quase total da sua infra-estrutura informática quer pública quer privada estar assente na monocultura que acima menciono.
Cerca de 99% dos computadores (servidores/desktops/laptops etc) da Coreia do Sul correm software da microsoft.
E infelizmente não estão dependentes apenas do sistema operativo em si, mas também de dois enormes buracos que são o ms-IExplorer em conjunto com o ms-activeX (do qual a microsoft tinha conhecimento de uma vulnerabilidade critica há um ano e nada fez até há dias), isto porque a Coreia do Sul nos seus sites seguros usa tecnologia não padronizada como o SSL, em vez disso criou o seu sistema que depende totalmente da tecnologia da microsoft, o SEED.

Mas o tempo que a dita empresa monopolista demora a corrigir vulnerabilidades importantes vai ainda mais longe, há não muito tempo descobriu-se que demorou 7 anos a corrigir mais uma falha critica no seu protocolo de rede SMB, colocando assim os seus clientes e utilizadores em risco apenas e só porque para corrigir essa falha teria de ir mexer noutros sistemas.

O artigo do DN esquece ainda que a Coreia do Sul tem laços muito importantes com os EUA, especialmente no que à indústria militar e de intelligence concerne.
Os serviços de intelligence da Coreia do Sul são no fundo controlados pela CIA, até começaram por ser chamados de KCIA.

E que simpático, que útil, foi agora este suposto ataque às infra-estruturas de TI destes dois países, especialmente quando o dedo aponta logo para o seu inimigo comum, a Coreia do Norte, que pode no fundo muito bem estar por trás dos ataques mas que sinceramente tenho muitas dúvidas.

É que estes ataques serviram os interesses dos EUA, em diversos cenários, quer o do tratado ACTA (que Obama bloqueou a sua discussão e intervenção pelos cidadãos com a desculpa de problemas de Segurança Nacional), quer o da recente investida de Obama com vista à criação do seu CyberCzar por forma a desligar a Rede Internet quando lhe der mais jeito e não nos podemos esquecer da legislação sobre o tema que está a ser preparada e apresentada por um dos senadores Democratas, um dos Rockefeller com vista a controlarem a Rede a seu belo prazer.

Por todas estas razões não creio que a jornalista do DN tenha feito um bom trabalho uma vez que se limitou a fomentar o medo e a propaganda e esqueceu-se do seu papel principal, o de ser uma voz activa na defesa dos interesses dos cidadãos, voz essa que apenas é válida quando realmente se informa e se dá todos ou grande parte dos dados aos seus leitores e depois estes que pensem pela sua cabeça e tirem as suas conclusões.

Um exemplo muito concreto de que o artigo é pura propaganda para gerar o medo está exactamente na forma como a jornalista PATRÍCIA VIEGAS o termina….

A nova guerra fria joga-se na internet – Globo – DN

Muito recentemente houve casos de espionagem na União Europeia, tendo o próprio Alto Representante para a Política Externa, Javier Solana, tido o seu portátil espiado. “Fui submetido a espionagem, durante meses, por uma potência não europeia”, desabafou numa conferência em Madrid. Na assistência, segundo o El País, alguém concluiu: “Se Solana pode ser espiado, qualquer um pode.”

A promessa vazia da microsoft em relação ao ms-novell-MONO(poly)

Directamente do site da GNU a explicação do porquê de não poder-mos confiar na recente promessa da microsoft relativamente ao ms-novell-mono.

[GNU/FSF Press] Microsoft’s Empty Promise

Last week, Microsoft extended the terms of their Community Promise to implementations of the ECMA 334 and 335 standards. You might think this means it’s safe to write your software in C#. However, this promise is full of loopholes, and it’s nowhere near enough to make C# safe.

A loucura continua pelos lados dos projectos GNOME ms-novell-mono(poly)

[update: uma interessante entrada no site mono-nono que desmascara quer a novell quer o senhor Icaza, já em 2004 ele havia dito que ia haver dois ramos de ms-novell-mono, será que podemos acreditar neste senhor? Pelo que se tem visto, não creio!]

Como afirmei na entrada anterior, não  se pode confiar em Miguel Icaza e seus generais quando este com grande conhecimento de causa, uma vez que é vice-presidente da novell, sempre disse que não havia problemas nenhuns com o ms-novell-mono, até a microsoft ter dito mais qualquer coisita e ter feito uma promessa da tanga, agora pelos vistos sempre havia problemas, uma vez que o agente infiltrado da microsoft, Señor Icaza dividiu o desenvolvimento do mesmo.

Se já eram perigosas as afirmações de Icaza quando disse que o GNOME 4.0 seria escrito em ms .net, parece que é bem provável que assim venha a acontecer, uma vez que o  software Banshee que já de si tem o inconveniente de ser escrito em c#/ms-novell-mono, parece que vai ainda sofrer mais um upgrade para se tornar ainda mais perigosa a sua utilização e distribuição em conjunto com distros de software livre.

Estes senhores que tanto criticaram a equipa do KDE por ter começado com uma biblioteca não livre, a QT, que neste momento já é totalmente livre segundo a GPL, preparam-se para reescrever aquilo que já era mau por usar tecnologia proprietária da microsoft, mas ainda dão um passo em frente e vão usar no futuro Banshee, ms-novell-moonlight.

Apenas uma questão aos nossos amigos da Canonical e até da Debian, especialmente desta última, os senhores vão continuar a deixar entrar este cavalo de Tróia nas vossas distros? E os vossos utilizadores?

Banshee UI to be in Moonlight « mono-nono

Yes. That’s right. According to the GCDS 2009 presentation notes on the Banshee site, we learn lots of nice stuff about Banshee:

“It’s not just an app, it’s a platform”.

* Long term goal is to write the UI in Moonlight
o Declarative UI, canvas, scene graph, and toolkit
o Moonlight is an Open Source implementation of Microsoft’s Silverlight technology … and it is awesome

“Banshee is going to do photos”

“We are re-basing the F-Spot core on top of Banshee”

Mono Applications Get Integrated with Microsoft Moonlight | Boycott Novell

Summary: Novell-sponsored Mono software gets extended so as to make it interconnected with Microsoft Moonlight, a “forbidden” component by Red Hat’s assessment

Microsoft conhecia vulnerabilidade critica do IExplorer há pelo menos um ano

A mais recente ameaça aos sistemas da microsoft, nomeadamente ao seu browser, ms-IE, através do ActiveX, era segundo responsáveis, ou melhor dizendo, irresponsáveis da microsoft, conhecida há pelo menos 12 meses.

Mais uma amostra que prova que esta empresa apenas e só se preocupa com o seu bolso, não tem o minimo de respeito pelos seus clientes e utilizadores.

E isto é para as vulnerabilidades criticas, como será para as mais leves?

Já há tempos por aqui tinha escrito que esta empresa tinha demorado 7 (sete) anos, a corrigir uma vulnerabilidade de segurança no seu protocolo de rede SMB, deixando mais uma vez os seus clientes e utilizadores entregues a si mesmos e ao que por aí viesse.
Também nesse caso a microsoft tinha pleno conhecimento do facto, apenas não o teve em consideração por motivos de interesses próprios.

Como é que se pode confiar numa empresa assim?
Como pode um país como o nosso gastar rios de dinheiro com esta empresa e ainda assinar memorandos de entendimento e desenvolvimento de software para ministérios tão importantes como os da Educação, Defesa entre outros?
Ou ainda, como pode este desgoverno do PS do sr. Sócrates contratar sem qualquer concurso esta empresa para fazer o péssimo e caro serviço que tem prestado no caso base.gov?

Microsoft knew of nasty IE bug a year before attacks • The Register

Microsoft was aware of a critical vulnerability in an Internet Explorer component at least 12 months before attackers started targeting it in lethal exploits that take full control of end-users’ PCs, a member of its security team said Wednesday.

The disclosure comes as attacks targeting the MSVidCtl ActiveX control vulnerability have increased exponentially. On Monday, online ads distributed by through the Giant Realm network on popular gaming websites began including code that exploits the bug, according to security firm ScanSafe. The ads mean that anyone using IE to browse sites such as diii.net and incgamers.com are risk if they run the XP or 2003 versions of Windows and have not yet installed a quick fix.

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