Comunidade Debian – ajudar sem ser programador

A distribuiçao de Software Livre, Debian é uma das mais antigas e mais instaladas, distribuições de GNU/Linux, devido à sua enorme qualidade e número de pacotes, é também uma das mais usadas para a partir dela nascerem outras, tais como o Ubuntu e familiares, como o Kubuntu e Mint, mas também o Mepis, ainda a portuguesa Alinex, e a minha favorita do momento a excelente sidux, baseada na versão Sid, a versão unstable da Debian.

Para uma distribuição poder ter a qualidade, estabilidade, a quantidade de pacotes instaláveis, e tudo o resto, que a Debian possui, necessita para além de programadores, administradores e gestores do projecto, de uma enorme comunidade que a use, que a apoie e incentive, que a ajude com tudo o que poder dar, por mais pequeno que seja, nem que seja através de criticas construtivas e assinalar de erros e bugs.

Daí ter nascido a Debian-Community.org, para poder dar algo de volta para a comunidade e através da comunidade à Debian.
Mesmo que não sejamos programadores, ou da área mais técnica, podemos sempre ajudar,nem que seja fazendo um wallpaper, ou mais importante, traduzindo a enorme quantidade de pacotes e até mesmo o instalador, parte integrante de uma distro.

Por cá também temos a excelente comunidade portuguesa, através do site Debianpt.org, a qual tem um papel importante na dinamização da sua utilização e muito importante, na tradução de pacotes.

Temos de APOIAR esta fabulosa Distro, é uma das poucas que seguem à letra a defesa e uso do Software Livre, é para além disso uma distro não comercial, apenas dependente dos seus desenvolvedores e utlizadores, é ainda uma das duas, creio que com a Gentoo, a terem o Contracto Social com a comunidade de Software Livre.

Debian Social Contract

Debian, the producers of the Debian GNU/Linux system, have created the Debian Social Contract. The Debian Free Software Guidelines (DFSG) part of the contract, initially designed as a set of commitments that we agree to abide by, has been adopted by the free software community as the basis of the Open Source Definition.

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Falhas no software de actualizações das distros? nem por isso segundo a Debian

dias atrás escrevi sobre um estudo que colocaria em causa diverso software de actualizações, desde distros GNU/Linux até BSD’s.

Hoje leio no Debian Project News que este tipo de software não é inseguro, pelo menos o da Debian, embora reconheçam que continua a existir um ponto fraco, a possibilidade do atacante manipular o DNS e redireccionar o site para uma cópia fora de validade do mesmo.

A Debian está a estudar adicionar uma «signed time stamp» de modo a prevenir o ataque.

Debian Project News 2008/07

Package management unsafe? – No
A recently published study which described several attack vectors against Linux systems using their package management has recently caused some discussion. While the study was generally judged to be “oversensationalized attention-grabbing” the consensus was that one weak point does remain: a potential attacker could manipulate the domain name system and redirect security.debian.org, source of security updates for Debian, to an outdated copy of that server. Plans are being drafted to add a signed time stamp to prevent this kind of attack.

GNU/Linux distros timeline

No site linuxlinks.com encontra-se um mapa interessante com a história das distros, deixo aqui o link e o “rapto” descarado da screenshot 🙂

Ainda segundo o site, linuxlinks, a minha querida Debian Gnu/Linux já deu origem a mais de 100 distros 😉 Debian rules….eheheh

Já agora aqui fica um site das alternativas do software, para quem tem dúvidas sobre o que usar/escolher quando migra de outros sistemas operativos, para GNU/Linux e até BSD’s – Linux Alternative Project (formerly the Linux Equivalent Project).

O ubuntu também tem uma página com informação desse tipo.

under GPL – futurist.se/gldt

Fresquinhas: “Ubuntu cada vez mais sinónimo de Linux?” e ainda “PDF passa a ISO 32000-1”

Acabo de ler neste artigo, Which Linux Distributions Are Dying?, que cada vez mais o Ubuntu é sinónimo de Linux, isto com base nas estatísticas geradas nas buscas do Google.

Escusado será dizer que isto não é nada bom, não que eu tenha medo que o Ubuntu se transforme um ano destes numa nova micro$oft, mas sim porque com isso uma das vantagens do GNU/Linux, que é a enorme variedade, a enorme escolha, começar a deixar de fazer sentido para os grandes decisores, será algo como se passa agora com a m$, afinal sempre ouvimos a velha lenga lenga, que se toda a gente usa m$, não podem estar enganados!.

Felizmente ou infelizmente estão redondamente enganados, standards sim, só uma opção de OS, ou de qualquer tipo de software, NÃO, isso é péssimo para os utilizadores e para o mercado e ainda para a prórpia empresa, neste caso a Canonical e o Ubuntu, é que isso torna-os arrogantes, e pior que isso, a qualidade e inovação diminui.

Apesar de concordar com alguns pontos do artigo que menciono, acho que apesar das tendências de buscas estarem a baixar em algumas distros, isso também se deve ao cada vez maior uso de GNU/Linux e BSD‘s e como tal haver cada vez maior ajuda fora da Web, cada vez mais as distribuições estão mais fáceis de usar e instalar, a velha pescadinha com rabo na boca.
A verdade é que hoje qualquer distro das mais usadas, Ubuntu, Fedora, Mint, Mandriva, PClinuxOS, estão mais fáceis de instalar e até de usar que o m$-vi$ta e XP, pelo menos para quem tente instalar um ou outro OS, até a mãe de algumas destas distros, a Debian GNU/Linux está muito mais fácil de instalar, podendo logo de raíz encriptar-mos as partições e tudo.

Segundo a Distrowatch as posições das distros mais usadas no momento são as seguintes:

Rank Distribution
1 Ubuntu
2 openSUSE
3 Fedora
4 Mint
5 PCLinuxOS
6 Mandriva
7 Debian
8 Dreamlinux
9 Sabayon
10 Damn Small
11 FreeBSD
12 CentOS
13 Slackware
14 Kubuntu
15 MEPIS

Por exemplo nos 10 primeiros lugares estão para além da Debian, mais 4 distros baseadas nela, por isso creio que a bela Debian se mantém em óptima forma, apesar das estatisticas de buscas, até porque existem N excelentes sites e forum de ajuda desta dsitro, já para não dizer que Debian e Ubuntu se complementam, uma vez que sendo esta última baseada na Debian, muitas das dicas de uma funcionam na outra, o mesmo é verdade para o NOSSO ALINEX. :):):)

Infelizmente mesmo é o opensuse estar em 2º lugar na Distrowatch, aquela coisa da novell, é preocupante, uma vez que não faltará muito a ser propriedade da m$, se é que já não o é.

A segunda notícia é a aprovação por parte da ISO, que infelizmente está um bocado em baixo devido às jogadas escuras da m$, do formato da Adobe, o PDF, que até tem uma implementação da GNU.

A ISO está agora encarregue de todas as alterações à especificação PDF, sendo que o formato é aberto e acessível a todos, como ISO 32000-1, o standard é baseado na versão 1.7 do PDF.


LinuxWorld

The International Organization for Standardization has approved Adobe Systems’ widely used PDF (Portable Document Format) as an international standard, and is now in charge of any changes made to the specification.

The format is open and accessible to anyone as ISO 32000-1, the standards body said Wednesday. The standard is based Adobe’s version 1.7 of PDF.

Debian Gnu/Linux executa intervenção cirúrgica num cão sem intervenção humana

Esta notícia já tem uns dias mas não deixa de ser interessante, mais uma vez a minha distro favorita aparece nas notícias.

O Lonestar, o supercomputador do Texas Advanced Computing Center em Austin, efectuou uma intervenção cirúrgica a LASER, num cachorro, para tratamento de cancro, sem a intervenção de qualquer cirurgião.

TACC > TACC supercomputer performs laser cancer surgery on canine

“We had a fifteen minute window in which a million things had to go right for this treatment to be successful,” explained David Fuentes, a post-doctoral student at The University of Texas at Austin’s Institute for Computational Engineering and Sciences (ICES), and the central developer of the project. “There had to be no flaw, no silly bug, everything had to go perfectly. And if that wasn’t complicated enough, you add the complexity of a living animal. This is a pretty formidable problem.”

And yet, in April 2008, when the researchers performed the first full run of the system on a canine subject, the coordination went off without a hitch, proving the potential of supercomputers for patient-specific treatments and blazing a path to next-generation cyber-surgical methods.

TACC > TACC supercomputer performs laser cancer surgery on canine

The laser cancer treatment project uses the massive parallel processing power of supercomputers like Lonestar to perform real-time, patient-specific surgery remotely, in a way that responds to data-intensive monitoring methods. Using precise lasers, state-of-the-art thermal imaging technology, and computational methods that synthesize complex information in a fraction of a second, dynamic, data-driven laser treatments are being pursued as a minimally invasive alternative to the standard treatment of cancer.

Dell Duo-Core Linux Cluster User Guide

The configuration and features for the compute nodes, interconnect and I/O systems are described below, and summarized in Tables 1-3. The Rocks 4.1 cluster toolkit is used to manage the system.

# Compute Nodes: A node consists of a Dell PowerEdge 1955 blade running the a 2.6 x86_64 Linux kernel from kernel.org. Each node contains two Xeon Intel Duo-Core 64-bit processors (4 cores in all) on a single board, as an SMP unit. The Core frequency is 2.66GHz and supports 4 floating-point operations per clock period with a peak performance of 10.6 GFLOPS/core or 42.6GFLOPS/node. Each node contains 8GB of memory. The memory subsystem has an 1333 MHz Front Side Bus, and dual channels with 533 MHz Fully Buffered DIMMS. Both processors share access to the memory controllers in the memory controller hub (HCM or North Bridge).

Debian GNU/Linux usado no 4º maior supercomputador da Alemanha – Max Planck Institute

Uma equipa de cientistas do Instituto Max Planck para a física gravitacional, criaram o 4º maior supercomputador da Alemanha usando para tal a distribuição livre e não comercial, Debian GNU/Linux, a mãe do Ubuntu e do Sidux e de muitas outras como o primeiro livecd, o Knoppix.

Debian GNU Linux powers Max Planck Institute 32.8 TFlops supercomputer

The massive computing effort necessary for this research is provided by a Debian GNU / Linux cluster of 1342 nodes called ATLAS. Using 10+ TB RAM, approximately 1.3 PB storage and a special network able to transfer almost 4 days worth of DVD movies each second, the cluster achieves a measured performance of 32.8 TFlops. This performance places the ATLAS Debian GNU / Linux supercomputer at 4th place in Germany, 11th in Europe and 34th worldwide, at a cost of EUR 1.8m (~ US$ 2.8m).

The ATLAS Debian GNU / Linux cluster was designed, built and has been managed by Dr Henning Fehrmann and Dr Carsten Aulbert, who have been using Debian GNU / Linux for years.

ATLAS has smaller brother and sister systems in Potsdam, Germany: “Merlin” (1.3 Tflops) and “Morgane” (6 TFlops) — also running Debian GNU / Linux and managed by Dr. Steffen Grunewald for many years; “the experience with them had been very, very good”, according to Dr. Aulbert.